{"id":9925,"date":"2019-01-15T11:48:00","date_gmt":"2019-01-15T14:48:00","guid":{"rendered":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/?p=9925"},"modified":"2020-03-18T12:31:15","modified_gmt":"2020-03-18T15:31:15","slug":"043-direito-a-educacao-sofisma-egoista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/043-direito-a-educacao-sofisma-egoista\/","title":{"rendered":"043 &#8211; Direito \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o &#8211; Sofisma Ego\u00edsta"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"9925\" class=\"elementor elementor-9925\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-41b176b elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"41b176b\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-1315b4b\" data-id=\"1315b4b\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7136ec6 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"7136ec6\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h3 style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">043 \u2013 Direito \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o \u2013 Sofisma Ego\u00edsta<\/span><\/strong><\/h3>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-ed8d5b7 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"ed8d5b7\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-3bca0f8\" data-id=\"3bca0f8\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7d28675 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"7d28675\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h4>Autor: Vicente do Prado Tolezano 15-01-2019<\/h4><h4>Poucas fal\u00e1cias devem ser t\u00e3o nocivas quanto a que afirma que \u201cEDUCA\u00c7\u00c3O \u00c9 UM DIREITO\u201d, a qual arrisco que at\u00e9 sequer cuide de fal\u00e1cia e seja, mais precisamente, um SOFISMA.<\/h4><h4>N\u00e3o \u00e9 sem raz\u00e3o que os \u201ctempos l\u00edquidos\u201d coincidam justamente com a \u201cera dos direitos\u201d. Muito rigorosamente, a pr\u00f3pria COSMOVIS\u00c3O que vivemos centrada nos \u201cdireitos multidimensionais e erga omnes\u201d, a que eu chamo aqui de \u201cDIREITOMANIA\u201d \u00e9 falaciosa-sofism\u00e1tica.<\/h4><h4>A \u201cdireitomania\u201d \u00e9 pacto t\u00e1cito social de ESCAPISTAS EXISTENCIAIS que, atrav\u00e9s de insinceras confirma\u00e7\u00f5es rec\u00edprocas, buscam \u00e1libi para o seu atrofiamento produtivo. Afinal, arrogar-se excessivos DIREITOS \u00e9 o mesmo que se dizer CREDOR num esquema em que passa-se a ter menos DEVERES (d\u00edvidas) pr\u00f3prios, inclusive \u201cdeveres para consigo\u201d, que o mais acurado no particular da educa\u00e7\u00e3o.<\/h4><h4>\u00c9 irrepar\u00e1vel a frase de Jung (1875-1961) de que: \u201cas pessoas v\u00e3o fazer qualquer coisa, n\u00e3o importa o qu\u00e3o absurdo, para evitar olharem para suas pr\u00f3prias almas\u201c. Far\u00e3o inclusive, diremos n\u00f3s, o absurdo-mor de dizer que EDUCA\u00c7\u00c3O \u00c9 DIREITO!<\/h4><h4>Educa\u00e7\u00e3o \u00e9 exatamente o oposto de direito; \u00e9 um DEVER e \u00e9, ainda, \u201cdever de \u00edndole natural\u201d, ou seja, que subsiste perene e independentemente de qualquer regra jur\u00eddica. Para saber que EDUCAR-SE \u00e9 DEVER individual inafast\u00e1vel basta olhar sinceramente para si. Afinal, educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um corredor do amor, tal que todas as l\u00f3gicas deste se aplicam \u00e0 ela.<\/h4><h4>Pretextar ou subterfugiar a educa\u00e7\u00e3o como DIREITO e n\u00e3o dever \u00e9 esquema cl\u00e1ssico do desamoroso que precisa culpar outrem por sua desamorosidade, ainda que seja um \u201cculpado indeterminado\u201d. Mais ainda, \u00e9 pr\u00f3prio da natureza dos direitos quaisquer que eles sejam \u201crenunci\u00e1veis\u201d. Aquilo a que n\u00e3o se renuncia por bel-prazer, tem o nome de DEVER.<\/h4><h4>O ARDIL de predicar a educa\u00e7\u00e3o como DIREITO, mesmo numa bravata juvenil, se n\u00e3o fosse em contexto de ironia, tinha que ser vexat\u00f3rio e se n\u00e3o o \u00e9 tal indica s\u00f3 dessensibiliza\u00e7\u00e3o em grau extremo, pois, em n\u00edvel muito rigoroso estar-se-\u00e1 a tratar ego\u00edsmo como amor.<\/h4><h4>\u00c9 \u00f3bvio que tudo o que \u00e9 um DEVER \u00e9 tamb\u00e9m um direito, numa conjun\u00e7\u00e3o de DEVER-DIREITO. \u00c9 uma tautologia, mas urge dizer que h\u00e1 de haver o \u201cDIREITO DE CUMPRIR DEVERES\u201d, o que \u00e9 muito distinto do estatuto de EDUCA\u00c7\u00c3O com natureza de DIREITO em si, sem fundamento direto na consecu\u00e7\u00e3o transcendente do dever (abuso de direito).<\/h4><h4>As pessoas que cumprem deveres por sua consci\u00eancia natural pr\u00f3pria de os cumprir t\u00eam nome de VIRTUOSAS. No campo da educa\u00e7\u00e3o, elas s\u00e3o os que podem alcan\u00e7ar o patamar dos AUTODIDATAS[1].<\/h4><h4>\u00c9 muito comum que os AUTODIDATAS, por sua vez, tenham uma estrutura de CULPA sobre seus ombros, pois eles, ainda que sejam os mais s\u00e1bios e mais exigentes para consigo, tendem a achar que \u201cestudaram pouco ou menos do que podiam\u201d.<\/h4><h4>Normalmente os autodidatas n\u00e3o t\u00eam tempo para ir \u00e0s passeatas dos DIREITOMAN\u00cdACOS em prol dos \u201cdireitos da educa\u00e7\u00e3o\u201d pois est\u00e3o estudando.<\/h4><h4>Essa estrutura de CULPA \u00e9 pr\u00f3pria das pessoas de car\u00e1ter amoroso (produtivo) de um modo geral. N\u00e3o sem motivo at\u00e9 \u00edntimo, pois, as virtudes s\u00e3o a via \u00e1urea aos patamares amorosos.<\/h4><h4>Aos que n\u00e3o cumprem seus deveres ou aos que s\u00f3 os cumprem \u00e0 f\u00f3rceps, seja por medo de san\u00e7\u00e3o\/puni\u00e7\u00e3o ou por interesses\/recompensa imediatista (financeira ou de reconhecimento), o predicado apropriado \u00e9 de VICIADOS.<\/h4><h4>Eles, os viciados, podem eventualmente alcan\u00e7ar n\u00edveis at\u00e9 bastante razo\u00e1veis de \u201cinstru\u00e7\u00e3o\u201d (n\u00e3o de educa\u00e7\u00e3o), mas com muita alimenta\u00e7\u00e3o exterior, a qual, se cessada, implica o decaimento do VICIADO.<\/h4><h4>Eles s\u00e3o o oposto dos AUTODIDATAS, j\u00e1 que a luz pr\u00f3pria chamada VONTADE de educar-se\/olhar para si eles n\u00e3o t\u00eam e todas suas m\u00e9tricas lhes s\u00e3o externas.<\/h4><h4>Fica evidente que o VICIADO n\u00e3o tem a estrutura ps\u00edquica de culpa do autodidata, frequentemente trocada, por sua vez, pelo seu oposto que \u00e9 a estrutura do RESSENTIMENTO (que pode ou n\u00e3o envolver vitimismo), tal que o ressentido sempre acha que \u201crecebera menos do que teria justo direito de ter recebido\u201d.<\/h4><h4>Os viciados talvez n\u00e3o tenham tempo para estudar porque precisam ir \u00e0s passeatas dos DIREITOMAN\u00cdACOS em prol dos \u201cdireitos da educa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/h4><h4>O ressentimento\/vitimismo \u00e9 sempre mar\u00e9 contr\u00e1ria ao fluxo do amor. Ele costuma banhar os campos do ego\u00edsmo. Viciados s\u00e3o altamente ego\u00edstas por mais que se esforcem em mostrar o contr\u00e1rio.<\/h4><h4>Ningu\u00e9m e absolutamente ningu\u00e9m deve ter o \u201cdireito de ser ego\u00edsta\u201d. O sofisma que afirma que educa\u00e7\u00e3o \u00e9 direito perverte esse primado e se presta a fazer viger, muitas vezes, o \u201cdireito de ser ego\u00edsta\u201d.<\/h4><h4>\u00c9 evidente que \u00e9 simplismo manique\u00edsta dividir as gentes em pessoas de car\u00e1ter virtuoso puro ou de car\u00e1ter viciado puro, e bem como que jogar todos os louros sobre os primeiros e todas as pedras sobre os segundos tamb\u00e9m \u00e9 impr\u00f3prio.<\/h4><h4>Contudo, largadas pretens\u00f5es de absolutismo, LER O CAR\u00c1TER das pessoas, mesmo que seja coisa sempre prec\u00e1ria nas situa\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas, \u00e9 o que separa os ing\u00eanuos dos inocentes.<\/h4><h4>Ao car\u00e1ter amoroso, arrume-lhe o c\u00e9u. Ao car\u00e1ter viciado, de duas uma: purgat\u00f3rio de toler\u00e2ncias com expectativa de transforma\u00e7\u00e3o ou o inferno direto nos casos em que a purga n\u00e3o vingue. Isso se aplica a tudo na vida e n\u00e3o seria diferente na educa\u00e7\u00e3o.<\/h4><h4>Crian\u00e7as de tenra inf\u00e2ncia t\u00eam intui\u00e7\u00e3o dos tipos de car\u00e1ter e tamb\u00e9m podem receber uma ajudinha nesse sentido desde que se lhes saiba contar na linguagem delas.<\/h4><h4>Conta-lhes dos 3 porquinhos da f\u00e1bula e que todos eles sabiam do perigo do lobo, mas que, mesmo assim, cada porquinho fez uma casa diferente. C\u00edcero, que tinha muita pressa em brincar, fez casa de palha, o Heitor, que tinha pressa moderada em brincar,fez a casa de madeira e outro, o Pr\u00e1tico, que deixou para brincar depois,subiu a casa em alvenaria e foi o que mais brincou e n\u00e3o prejudicou ningu\u00e9m.<\/h4><h4>N\u00e3o preciso aqui contar a est\u00f3ria toda, mas, acredite, crian\u00e7as entendem-na perfeitamente.<\/h4><h4>C\u00edceros devem ser \u201cesquecidos\u201d, Heitores \u201ctolerados\/purgados\u201d at\u00e9 alguns limites e a Pr\u00e1ticos deve-se dar todo apoio, pois eles, afinal, t\u00eam o \u201cleg\u00edtimo direito de cumprir o seu dever\u201d.<\/h4><h4>\u00c9 dito que metade da popula\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria brasileira \u00e9 analfabeta funcional (arrisco que seja at\u00e9 mais) e essa situa\u00e7\u00e3o decorre necessariamente porque os alunos universit\u00e1rios envolvidos s\u00e3o C\u00edceros com alguns Heitores. O lobo vai lhes chegar e eles v\u00e3o, no m\u00ednimo \u201cencher saco alheio\u201d. S\u00e3o ego\u00edstas puros maquiados de politicamente corretos.<\/h4><h4>Dar exemplos de aceita\u00e7\u00e3o do inaceit\u00e1vel quanto \u00e0 educa\u00e7\u00e3o no Brasil por conta de um sofisma de que \u201ceduca\u00e7\u00e3o \u00e9 direito\u201d \u00e9 atividade que tende \u00e0 infinitude\u2026<\/h4><h4>O Grupo de Escolas Critique, que congrega escolas particulares de alta elite econ\u00f4mica, lan\u00e7ou recentemente uma carta aberta que fora dirigida ao Ministro da Educa\u00e7\u00e3o[2]. Neste artigo, destacamos 2 assertos da dita missiva, provas da filia\u00e7\u00e3o deste grupo \u00e0 COSMOVIS\u00c3O sofism\u00e1tica que estamos aqui a combater:<\/h4><h4>\u201c\u2026 o problema de nossas escolas n\u00e3o s\u00e3o ideologias de esquerda em sala de aula, mas a incapacidade do sistema de conseguir que os alunos aprendam\u201d \u2026 \u201casseguramos que o que existe, de fato, \u00e9 a dificuldade de aprender dos alunos\u201d.<\/h4><h4>\u00c9 muito interessante extrair exemplo deste grupo de escolas de elite justamente porque elide a vincula\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o aqui tratada aaspecto de car\u00eancia financeira. O problema central do \u201ccar\u00e1ter\u201d do estudante que brada por direito ou que \u00e9 \u00e1vido pelo seu dever n\u00e3o se altera, no universo dos pobres ou no universo dos ricos.<\/h4><h4>Veja que \u201ca dificuldade de aprender dos alunos\u201d est\u00e1 contrastada com a \u201cincapacidade do sistema de conseguir que os alunos aprendam\u201d!!! Haja OBTUSIDADE, pedimos v\u00eania para exclamar!!!<\/h4><h4>Alunos brasileiros t\u00eam a estrutura neuronal que alunos de qualquer lugar do mundo. Pessoas, nesse sentido, s\u00e3o iguais em qualquer lugar do mundo. Suas diferen\u00e7as centrais s\u00e3o \u201cdiferen\u00e7as morais\u201d. Para que n\u00e3o fiquem meias palavras: somos um pa\u00eds PERVERSO.<\/h4><h4>A elei\u00e7\u00e3o da f\u00e1bula dos 3 Porquinhos para ilustrar este artigo se deu porque por ela at\u00e9 criancinhas entendem que o problema do C\u00edcero era de \u00edndole moral e n\u00e3o de \u00edndole cognitivista. A compreens\u00e3o disso \u00e9 ACACIANA!<\/h4><h4>A missiva em comento das escolas de elite d\u00e1 eco direto ao cinismo ego\u00edsta de quem n\u00e3o tem vontade de estudar para ficar perscrutando como problema, inclusive de pol\u00edtica p\u00fablica, de m\u00e9todo de ensino que superassee isso, como que querendo prover atendimento de um \u201cdireito\u201d, absolutamente irrealiz\u00e1vel conquanto o interessado \u201cn\u00e3o queira cumprir seu dever\u201d!<\/h4><h4>\u00c9 uma obviedade que n\u00e3o existe nenhum sistema capaz de ensinar quem n\u00e3o queira aprender! Outra obviedade \u00e9 que mesmo, claro que guardadas muitas propor\u00e7\u00f5es, crian\u00e7as\/adolescentes t\u00eam tra\u00e7os de car\u00e1ter e podem bem ser c\u00edceros-ego\u00edstas-viciadas-mirins.<\/h4><h4>Deixar pessoas sequestradas em sala de aula sem que elas estejam com vontade ativa de estar ali, que n\u00e3o se concentrem, que n\u00e3o fa\u00e7am exerc\u00edcios, n\u00e3o redijam textos, n\u00e3o articulem perguntas com interesse, etc \u2026n\u00e3o adianta. Equivale a deixar algu\u00e9m dentro de uma academia de gin\u00e1stica e querer que sem levantar peso, sem correr na esteira, sem fazer abdominal, sem fazer flex\u00e3o, etc \u2026, ela v\u00e1 ficar forte. E tal n\u00e3o \u00e9 um \u201cproblema de sistema da academia\u201d!<\/h4><h4>Entre tantas mis\u00e9rias, este pa\u00eds tem medo de dizer aos viciados que eles s\u00e3o viciados. Pelo sofisma de que \u201ceduca\u00e7\u00e3o \u00e9 direito\u201d, ego\u00edstas obtusos de todo g\u00eanero, com alicerce de \u201ccasas de palha\u201d s\u00e3o tolerados at\u00e9 universidade, num esquema manifestamente destrutivo deles pr\u00f3prios e de terceiros.<\/h4><h4>Arist\u00f3teles (384 \u2013 322 a.C.) dizia, com todo acerto, que o s\u00e1bio sobe de n\u00edvel quando, mais que saber algo, ele sabe ensinar esse algo a outrem. Mas que sobe muito mais de n\u00edvel quando ele sabe DISCERNIR a quais pessoas deve ensinar. Ele seguia, ali\u00e1s, a tradi\u00e7\u00e3o da Paideia que lhe antecedia em s\u00e9culos e pela qual se preconizava que \u201cantes de exibir valor moral, n\u00e3o se deve intelectualizar ningu\u00e9m\u201d.<\/h4><h4>Na tradi\u00e7\u00e3o dos medievais ligados ao TRIVIUM, seria ris\u00edvel o senso de \u201ceduca\u00e7\u00e3o como direito do indiv\u00edduo\u201d. O mestre (preceptor) tinha o dever de acolher disc\u00edpulos que \u201ctivessem a iniciativa pr\u00f3pria de buscar o mestre para aprender e se sujeitasse \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es\/comprometimentos decorrentes\u201d!<\/h4><h4>Os gregos e os medievais, sem 1% da estrutura tecnol\u00f3gica de que se disp\u00f5e hoje, n\u00e3o tiveram o problema de \u201cm\u00e9todo de ensino que n\u00e3o funciona\u201d. Quem estudava aprendia. Simples assim quando se l\u00ea o car\u00e1ter das pessoas.<\/h4><h4>\u00c0 maioria dos pedagogos brasileiros \u00e9 dif\u00edcil ler Arist\u00f3teles e cl\u00e1ssicos medievais, mas que, puxa, leiam,ao menos, a f\u00e1bula dos 3 Porquinhos. Com ela, j\u00e1 d\u00e1 para desmontar o sofisma de que EDUCA\u00c7\u00c3O \u00c9 DIREITO.<\/h4><h4>[1]No crit\u00e9rio do saudoso professor PierluiguiPiazzi, escolas s\u00f3 deveriam ser boas se, por sua vez, despertassem o autodidatismo.<\/h4><h4>[2]http:\/\/escolascritique.com.br\/2019\/01\/02\/carta-ao-ministro-da-educacao-sobre-a-educacao-das-criancas-e-jovens-brasileiros<\/h4>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-0fe62d9 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"0fe62d9\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-09ead34\" data-id=\"09ead34\" 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SOFISMA. N\u00e3o \u00e9 sem raz\u00e3o que os \u201ctempos l\u00edquidos\u201d coincidam justamente com [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":6805,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[85,50],"tags":[338,340,44,337,193,333,20,336,269,334,341,339,342,335,242],"class_list":["post-9925","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-artigos-amor-consciencia-e-liberdade","tag-3-porquinhos","tag-acaciana","tag-aristoteles","tag-autodidata","tag-carater","tag-dever","tag-educacao","tag-falacia","tag-jung","tag-moral","tag-paideia","tag-perversao","tag-pierluiggi","tag-sofisma","tag-trivium"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9925","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9925"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9925\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9930,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9925\/revisions\/9930"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6805"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9925"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9925"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9925"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}