{"id":9803,"date":"2018-10-09T17:49:00","date_gmt":"2018-10-09T20:49:00","guid":{"rendered":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/?p=9803"},"modified":"2020-03-14T18:01:33","modified_gmt":"2020-03-14T21:01:33","slug":"040-desamor-maldade-e-respostas-da-vitima-ou-seja-de-todos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/040-desamor-maldade-e-respostas-da-vitima-ou-seja-de-todos\/","title":{"rendered":"040 &#8211; (Des)Amor, Maldade e Respostas da V\u00edtima, ou seja, de todos"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"9803\" class=\"elementor elementor-9803\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-41b176b elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"41b176b\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-1315b4b\" data-id=\"1315b4b\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7136ec6 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"7136ec6\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h3 style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">040 \u2013 (Des)Amor, Maldade e Respostas da V\u00edtima, ou seja, de todos<\/span><\/strong><\/h3>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-ed8d5b7 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"ed8d5b7\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-3bca0f8\" data-id=\"3bca0f8\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7d28675 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"7d28675\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h4>Autor: Vicente do Prado Tolezano 09\/10\/2018<\/h4><h4>A raiz etimol\u00f3gica de v\u00edtima alcan\u00e7a o voc\u00e1bulo latino victus, que denota vencido, como dominado.\u00a0 Em outras palavras: \u00e9 padecer de uma maldade.<\/h4><h4>Todo mundo, n\u00e3o s\u00f3 pode ser v\u00edtima, como, ali\u00e1s, necessariamente o ser\u00e1 por pessoas\/coisas\/circunst\u00e2ncias diversas. Afinal, a vida humana \u00e9 efetivamente dram\u00e1tica e driblamos com o mal e as dores que ele transporta todos os dias.<\/h4><h4>Superlativas ilus\u00f5es s\u00e3o as cren\u00e7as de que exista uma s\u00f3 vida isenta das agudezas de altos e baixos decorrentes de injusti\u00e7a, abandono, rejei\u00e7\u00e3o, humilha\u00e7\u00e3o e trai\u00e7\u00e3o e isso, para listar s\u00f3 as 5 feridas de \u00edndole emocional mais recorrentes.<\/h4><h4>Contudo, \u201cser\u201d, neste uso, \u00e9 ser na \u201ccategoria de estado\u201d, algo que vale em um momento e em uma circunst\u00e2ncia, mas n\u00e3o \u00e9 condi\u00e7\u00e3o integrante da substancialidade de algu\u00e9m. Afinal, a categoria de estado \u00e9 daqueles predicados mais fugazes que podemos ter. Mais fugazes at\u00e9 que os da categoria da qualidade, que tamb\u00e9m j\u00e1 s\u00e3o fugazes.<\/h4><h4>N\u00e3o se olvidam dos tipos vitimistas, aqueles que sempre arrogar\u00e3o pelo estado de exce\u00e7\u00e3o de forma cont\u00ednua e ininterrupta em toda extens\u00e3o e aspectos da vida. Estes, obviamente, padecem do mal, mas de uma maldade dos pr\u00f3prios contra eles mesmos \u2013 seguramente, o pior.<\/h4><h4>Em certo sentido, \u201cv\u00edtima\u201d \u00e9 um papel de poder social, claro que baix\u00edssimo, mas longe da raridade s\u00e3o as almas ras\u00edssimas, que n\u00e3o apenas dependem dos ecos alheios sobre si \u2013 a rigor, sobre um EGO montado \u2013 como podem at\u00e9 depender que tais ecos sejam ju\u00edzos comiserativos, mesmo que sabidamente fingidos.<\/h4><h4>A rigor, ali\u00e1s, todas as inter-rela\u00e7\u00f5es eg\u00f3icas s\u00e3o fingimentos, seja lateral, bilateral, trilateral, multilateral e etc\u2026 Os males de que o ego\u00edsta man\u00edaco vitimista diz padecer podem ser at\u00e9 mera fantasia e que segue sustentada pelo seu audit\u00f3rio, seja s\u00f3 incauto ou perverso.<\/h4><h4>O bus\u00edlis do artigo, a seu turno, \u00e9, tirante casos de patologia identit\u00e1ria extrema como do ego man\u00edaco vitimista, o que a v\u00edtima pode fazer para, dissipar-se desse estado o mais eficazmente poss\u00edvel, o que equivale, pois, a indaga\u00e7\u00e3o: como melhor responder ao problema do mal? A dissipa\u00e7\u00e3o do mal se pode tamb\u00e9m chamar de RESILI\u00caNCIA.<\/h4><h4>Assumida, como j\u00e1 foi, a inexorabilidade do encontro com o mal, urge, de partida, n\u00e3o o assumir como se de um esc\u00e2ndalo n\u00e3o natural se tratasse e logo contra o EU, logo EU, \u201co\u201d dolorido.<\/h4><h4>Por estranho que soe \u00e0 primeira vista, achar-se \u201cmais azarado\u201d, \u201ccom sina amaldi\u00e7oada\u201d, o \u201cbode expiat\u00f3rio\u201d, cuida de forma de ORGULHO, pois inculca um pseudo senso de que o mundo seria (ou at\u00e9 \u00e9) perfeito, mas n\u00e3o \u00e9 perfeito para esse EU.<\/h4><h4>Essa estrutura de pensar, ao reverso da apar\u00eancia, n\u00e3o \u201cdiminuiu o mundo\u201d, mas \u201caumenta o EU\u201d. Ela tem por detr\u00e1s do pano uma busca por \u201cdignidade especial\u201d para atrair a aten\u00e7\u00e3o do mundo, que tanto lhe d\u00e1 aten\u00e7\u00e3o em destaque que \u00e9 nesse EU que concentrara a maldade.<\/h4><h4>Tinha plena raz\u00e3o NIETZSCHE (1844 \u2013 1900) em lembrar aos homens miser\u00e1veis que o sol n\u00e3o brilha nem deixa de brilhar em fun\u00e7\u00e3o das pretens\u00f5es subjetivas de qualquer um de n\u00f3s.<\/h4><h4>Da ilus\u00e3o orgulhosa de vermos o mundo como um sujeito, mais ou menos uno, e que estaria esse sujeito em alguma rela\u00e7\u00e3o especificada com o nosso EU, surgem as PIORES respostas existenciais poss\u00edveis, ressentidas, ao problema do mal, da dor ou crueldade, que s\u00e3o, conforme o invent\u00e1rio judicioso de LOUIS LAVELLE (1883 \u2013 1951):<\/h4><h4>(A) o abatimento (perda efetiva de pot\u00eancia ou vitalidade);<\/h4><h4>(B) a revolta (vontade destrutiva seja de vingan\u00e7a ao malfeitor ou generalizada ao mundo, mas que, acuradamente, s\u00f3 escamoteia senso de impot\u00eancia);<\/h4><h4>(C) a auto-exclus\u00e3o (em sentido em que a fuga dos outros \u00e9 tamb\u00e9m uma fuga de si, da parte do EU que fora tocada pelo mal, parte que a consci\u00eancia n\u00e3o consegue assumir);<\/h4><h4>(D) a complac\u00eancia (uma forma de apego ao mal sofrido, como que uma busca de amplifica\u00e7\u00e3o da maldade sofrida para justificar as desist\u00eancias do EU, sejam elas associadas ou n\u00e3o ao pr\u00f3prio mal alegado);<\/h4><h4>Se o orgulho \u00e9 pai do ressentimento ou se o inverso \u00e9 que \u00e9 o caso, tal n\u00e3o importa para saber onde moram, j\u00e1 que est\u00e3o sempre sob o mesmo teto \u2013 e de m\u00e3ozinhas dadas para molestar. Como o pr\u00f3prio nome diz RE-SENTIR \u00e9 sentir de novo, que pode ser de novo, de novo, de novo, ad infinitum.<\/h4><h4>Custe o que for, mas frear a bola de neve do ressentimento urge a todo custo e urg\u00eancia. A postura de HUMILDADE e de aceita\u00e7\u00e3o do mal e dor como pr\u00f3prios da dimens\u00e3o mundana ainda \u00e9 o mais eficaz para que, quando os sentirmos, ressintamo-los o menor n\u00famero de vezes poss\u00edvel.<\/h4><h4>Tamb\u00e9m \u00e9 duvidoso se a HUMILDADE \u00e9 a m\u00e3e da GRATID\u00c3O ou se o inverso \u00e9 que \u00e9 o caso, mas ambas moram juntinhas para cooperar, sempre, e cooperam justamente para castrar EGOS.<\/h4><h4>J\u00e1 vem da \u00e9tica cl\u00e1ssica de ARIST\u00d3TELES (384 \u2013 322 a.C.) o preceito de que o virtuoso (o forte) n\u00e3o \u00e9 propriamente um fugitivo do mal (ou da dor); ele \u00e9 buscador ativo do bem (em acep\u00e7\u00e3o inclusive transcendental-metaf\u00edsica-contemplativa), \u00fanico movimento, ali\u00e1s, outorgante de felicidade n\u00e3o fingida.<\/h4><h4>Inspeciona todos os vitimados que descarrilharam de forma muito funda, e\/ou com muito baixa ou muito lerda resili\u00eancia, ap\u00f3s encontros maldosos e constata quantos eram \u201cbuscadores ativos do bem\u201d e tira tuas conclus\u00f5es. \u201cSer\u201d, no sentido pr\u00f3prio, \u00e9 das categorias da \u201csubst\u00e2ncia\u201d e da \u201ca\u00e7\u00e3o\u201d, jamais da categoria de \u201cestado\u201d.<\/h4><h4>O oposto de \u201cbuscador ativo do bem\u201d n\u00e3o \u00e9 necessariamente ou apenas \u201cbuscador ativo do mal\u201d. A t\u00e3o s\u00f3 leviandade ou esp\u00edrito disperso ou diversionista lhe s\u00e3o opostas.<\/h4><h4>S\u00f3 um buscador ativo do bem \u2013 entre cujos requisitos constam a HUMILDADE e sua insepar\u00e1vel filha ou m\u00e3e GRATID\u00c3O \u2013 logra assimilar e metabolizar o mal pelas formas eficazes e at\u00e9 tonificantes, a saber, e tamb\u00e9m conforme invent\u00e1rio do fil\u00f3sofo franc\u00eas j\u00e1 aludido:<\/h4><h4>(A) advert\u00eancia (o mal ou dor s\u00e3o sinais de alerta\/reflex\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 ao EU, mas ao projeto de bem);<\/h4><h4>(B) aprimoramento e aprofundamento (a amargura da dor \u00e9 pedag\u00f3gica e pode descortinar for\u00e7as interiores ou zonas de consci\u00eancia at\u00e9 ent\u00e3o desconhecidas);<\/h4><h4>(C) comunh\u00e3o (o contato vivo com o mal pode ser elaborado por movimento ou refor\u00e7o fusionante para com o ser\/bem, seja em aspectos intra-consci\u00eancia ou inter-subjetivos);<\/h4><h4>(D) purifica\u00e7\u00e3o (sem incorrer em apologia \u00e0 dor, mas \u00e9 ela o fator divisivo e travessia para o despojamento dos bens materiais \u2013 zona do ter \u2013 e para abertura aos bens do esp\u00edrito \u2013 zona do ser. Inclui-se aqui o perd\u00e3o sincero, que \u00e9 ato espiritual puro, que restitui e tonifica a substancialidade humana).<\/h4><h4>Fica evidente que a postura eficaz ante ao mal sempre pede um p\u00e9 extra-mundo. N\u00e3o poderia ser diferente, j\u00e1 que \u00e9 pr\u00f3prio do mundo justamente ser maldoso e \u00e9 pr\u00f3prio de toda bondade rumar para a transcend\u00eancia. Na \u00f3tica puramente do mundo, se confinada a ele, bondade nem faz qualquer sentido e s\u00f3, ali\u00e1s, o ego\u00edsmo \u00e9 que faz e bastante sentido e v\u00edtimas.<\/h4><h4>Tivesse a genialidade de DOSTOI\u00c9VSKI (1821 \u2013 1881) se limitado \u00e0 cria\u00e7\u00e3o da personagem RASKOLNIKOV, protagonista do cl\u00e1ssico Crime e Castigo, seu assento no rol dos profundos conhecedores das sombras humanas estava garantido.<\/h4><h4>O romance se centra nos di\u00e1logos da consci\u00eancia do protagonista que queria matar uma idosa agiota que lhe humilhava e precisava, pois, se fazer convencer de que tal ato era n\u00e3o apenas poss\u00edvel moralmente, mas at\u00e9 louv\u00e1vel.<\/h4><h4>A deforma\u00e7\u00e3o deliberada da consci\u00eancia, em um esfor\u00e7o subterfugioso pr\u00e9vio para abafar as vozes da reserva moral em um esquema em que estas, candidamente, pseudo acreditassem nas raz\u00f5es insinceras que outras vozes da mesma consci\u00eancia contar-lhes-iam, era o mote central. Nem s\u00f3 parece, mas \u00e9 estruturalmente igual ao tipo de gente que deliberadamente se embebeda\/droga para fazer \u201cmerda\u201d logo depois.<\/h4><h4>Se J\u00daLIO CESAR e NAPOLE\u00c3O mataram tantos, inclusive inocentes, e foram homens louvados, porque logo ele, o RASKOLNIKOV, n\u00e3o poderia matar uma s\u00f3 pessoa, que era idosa e agiota, caso em que at\u00e9 com maior louvor se deveria agraciar. Por essa e outras vias ia o nosso protagonista deformando sua consci\u00eancia para tentar se auto convencer do que sabia n\u00e3o ser convenc\u00edvel.<\/h4><h4>\u00c9 muito raro algu\u00e9m fazer MALDADES sem previamente SE AUTO-ENGANAR, como um drible pr\u00e9vio na pr\u00f3pria consci\u00eancia. \u201cN\u00e3o era eu\u201d, \u00e9 a escusa que ordinariamente o perverso d\u00e1 quando \u00e9 flagrado e justifica solenemente que \u201cestava fora de si\u201d quando fizera o ato.<\/h4><h4>Rigorosamente, o perverso est\u00e1 at\u00e9 correto na maioria das vezes em que d\u00e1 tal escusa, s\u00f3 que ele se costuma a se afasta do aspecto de que fora ele pr\u00f3prio que deliberadamente deixara de ser a si para se substituir por um personagem, cuja tolice foi tamb\u00e9m por ele pr\u00f3prio engendrada\u2026<\/h4><h4>O RASKOLNIKOV, o ad\u00faltero b\u00eabado, o burocrata \u201cinocente cumpridor de ordens\u201d sem suspeitas, o gordo que esconde de si as embalagens das comidas porcas que comera, a namorada que fantasia consigo que seu namorado lhe trai para ela lhe trair, etc\u2026, s\u00e3o farinhas do mesm\u00edssimo saco diab\u00f3lico.<\/h4><h4>\u201cDIABO\u201d tem raiz etimol\u00f3gica como \u201caquilo que divide\u201d. A associa\u00e7\u00e3o do termo com o maligno \u00e9 evidente, j\u00e1 que, via de regra, a divis\u00e3o da IDENTIDADE da pessoa \u00e9 a antessala da sua MALDADE.<\/h4><h4>Toda identidade com esfor\u00e7o denso de sinceridade entrega sensa\u00e7\u00e3o de preenchimento ou de uma fus\u00e3o existencial. \u00c9 uma forma de porta de entrada na transcend\u00eancia, em um esquema em que se, se \u00e9 o que se \u00e9, \u00e9-se mais do que se \u00e9, dada a \u201cpot\u00eancia do ser, de ser mais ser\u201d. Pode chamar isso de princ\u00edpio da abund\u00e2ncia.<\/h4><h4>Para que um ser abunde, tal como algo que se mova mais adiante, urge que ele seja ininterrupto como uma escada sem degraus faltantes ou que se quebram.<\/h4><h4>A cada vez que um ser deixa de ser o seu ser para ser ou viver como uma proje\u00e7\u00e3o de outro ser, ainda que criado por si, em certo sentido o ser origin\u00e1rio j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais o mesmo, tal como a escada que tem degraus extra\u00eddos. O abaixamento \u00e9 inevit\u00e1vel e a retomada da subida jamais prescinde de consertar\/reparar\/refazer os degraus.<\/h4><h4>Como provoca ANSIEDADE subir uma escada cujos degraus v\u00e3o quebrando\u2026 A fuma\u00e7a da ansiedade, ali\u00e1s, costuma ser fiel ind\u00edcio do fogo do \u201cjogo de identidades\u201d. Imagina, sob outro giro, um ansioso subindo uma escada cujos degraus quebram-se e veja se seu comportamento n\u00e3o far\u00e1 mais e mais degraus se quebrarem.<\/h4><h4>H\u00e1 alguns psicopatas que escapam desse efeito de ansiedade, trocado por uma frieza extrema. N\u00e3o \u00e9 deles, contudo, que este artigo cuida.<\/h4><h4>O aforismo cl\u00e1ssico de S\u00d3CRATES (469 \u2013 399 a.C.) \u201cconhece-te a ti mesmo e conhecer\u00e1 o universo e os deuses\u201d j\u00e1 empilhava estoques imensos de saberes quanto \u00e0 associa\u00e7\u00e3o entre identidade e moralidade bem como entre a moralidade e a cogni\u00e7\u00e3o.<\/h4><h4>A rigor, quando algu\u00e9m altera\/perverte sua identidade, ela est\u00e1 se esfor\u00e7ando (claro que em v\u00e3o) para criar outro mundo, um mundo feito na medida para lhe servir, pois as coisas, valores ou circunst\u00e2ncias deste outro mundo estariam dispostas a lhe assegurar o que quer fazer.<\/h4><h4>Veja que \u201cf\u00f4ssemos outros\u201d, o mundo seria outro, j\u00e1 que \u00e9 s\u00f3 nas cabe\u00e7as vazias que h\u00e1 como haver vazios ou buracos no fluxo da identidade de si, mas a realidade\/mundo jamais permite descontinuidade. Estamos no meio de um fluxo causal infinito antecedente e subsequente tamb\u00e9m.<\/h4><h4>Todo maldoso tem, ao cabo, muita pretens\u00e3o de SOBERBA, ainda que o maldoso n\u00e3o tenha clareza desse aspecto, mas n\u00e3o se engane que ao menos uma \u201cintui\u00e7\u00e3o difusa\u201d sobre isso tudo ele tem.<\/h4><h4>Os maldosos podem n\u00e3o ser todos dolosos, mas que ao menos levianos o s\u00e3o sim. Ali\u00e1s, normalmente a fase leviana \u00e9 o come\u00e7o da bola de neve que cresce at\u00e9 ficar dolosa. Quando, a seu turno, os maldosos negarem essa leviandade que lhes \u00e9 pr\u00f3pria, lembra-te de todo o esquema de que tratamos acima. A quest\u00e3o deles, mais que negar seus atos, \u00e9 de negar suas identidades por enganos m\u00faltiplos que eles mesmos fazem contra eles mesmos e com contas amargas, contudo, a outrem.<\/h4>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-0fe62d9 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"0fe62d9\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-09ead34\" data-id=\"09ead34\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-1d965a3 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"1d965a3\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">A reprodu\u00e7\u00e3o do texto \u00e9 livre, devendo ser citada a fonte e preservada a unidade do pensamento.<\/span><\/strong><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-2a24acf elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"2a24acf\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-50 elementor-top-column elementor-element elementor-element-cd5d84e\" data-id=\"cd5d84e\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-9ba4128 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"9ba4128\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-8934 size-medium\" src=\"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Design-sem-nome-3-300x300.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Design-sem-nome-3-300x300.png 300w, https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Design-sem-nome-3-1024x1024.png 1024w, https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Design-sem-nome-3-150x150.png 150w, https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Design-sem-nome-3-768x768.png 768w, https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Design-sem-nome-3.png 1080w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-50 elementor-top-column elementor-element elementor-element-162d43e\" data-id=\"162d43e\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-ef0d6db elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"ef0d6db\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 0);\">Vicente do Prado Tolezano \u00e9 graduado em direito pe\u00e7a PUC\/SP e Mestre em Filosofia pela Faculdade do Mosteiro de S\u00e3o Bento de S\u00e3o Paulo, com investiga\u00e7\u00e3o sobre a Metaf\u00edsica de Arist\u00f3teles. \u00c9 diretor da Casa da Cr\u00edtica e da Tolezano Advogados.<\/span><br><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Tem forma\u00e7\u00f5es complementares diversas na \u00e1rea da Gest\u00e3o, Psican\u00e1lise, Media\u00e7\u00e3o, Filosofia Clinica, L\u00f3gica e Argumenta\u00e7\u00e3o e outras sobre a Alma Humana.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-6f47b3e elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"6f47b3e\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-33 elementor-top-column elementor-element elementor-element-4f8963a\" data-id=\"4f8963a\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap\">\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-33 elementor-top-column elementor-element elementor-element-6809389\" data-id=\"6809389\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-d6f396e elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"d6f396e\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h4 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ffffff;\"><a style=\"color: #ffffff;\" href=\"http:\/\/casadacritica.com.br\/site\/cadastre-se-para-receber-newsletter\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>CADASTRE-SE AQUI PARA RECEBER NOSSA NEWSLETTER<\/strong><\/a><\/span><\/h4>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-33 elementor-top-column elementor-element elementor-element-cd8b09d\" data-id=\"cd8b09d\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap\">\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>040 \u2013 (Des)Amor, Maldade e Respostas da V\u00edtima, ou seja, de todos Autor: Vicente do Prado Tolezano 09\/10\/2018 A raiz etimol\u00f3gica de v\u00edtima alcan\u00e7a o voc\u00e1bulo latino victus, que denota vencido, como dominado.&nbsp; Em outras palavras: \u00e9 padecer de uma maldade. Todo mundo, n\u00e3o s\u00f3 pode ser v\u00edtima, como, ali\u00e1s, necessariamente o ser\u00e1 por pessoas\/coisas\/circunst\u00e2ncias [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":2040,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[85,50],"tags":[310,316,44,312,313,172,314,295,117,303,318,311,308,309],"class_list":["post-9803","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-artigos-amor-consciencia-e-liberdade","tag-abatimento","tag-aprimoramento","tag-aristoteles","tag-auto-exclusao","tag-complacencia","tag-gratidao","tag-humildade","tag-lavelle","tag-louis-lavelle","tag-maldade","tag-purificacao","tag-revolta","tag-vitima","tag-vitimismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9803","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9803"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9803\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9807,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9803\/revisions\/9807"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2040"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9803"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9803"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9803"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}