{"id":9660,"date":"2018-01-12T19:00:00","date_gmt":"2018-01-12T22:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/?p=9660"},"modified":"2020-03-10T19:24:07","modified_gmt":"2020-03-10T22:24:07","slug":"028-amor-leva-lo-para-quem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/028-amor-leva-lo-para-quem\/","title":{"rendered":"028 &#8211; Amor, lev\u00e1-lo para quem?"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"9660\" class=\"elementor elementor-9660\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-41b176b elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"41b176b\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-1315b4b\" data-id=\"1315b4b\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7136ec6 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"7136ec6\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h3 style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">028 &#8211; Amor, lev\u00e1-lo para quem?<\/span><\/strong><\/h3>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-ed8d5b7 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"ed8d5b7\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-3bca0f8\" data-id=\"3bca0f8\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7d28675 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"7d28675\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h4>Autor:\u00a0Vicente do Prado Tolezano 12-01-2018<\/h4><h4>Na perspectiva passiva, todos s\u00e3o dignos de receber amor, sem distin\u00e7\u00f5es pessoais.<\/h4><h4>Santo Agostinho j\u00e1 advertiu, com ex\u00edmia corre\u00e7\u00e3o e santo discernimento, aos agentes ativos do amor, ou seja, aos AMOROSOS, que \u201co limite do amor \u00e9 amar sem limites\u201d.<\/h4><h4>O que, contudo, queremos apresentar neste artigo \u00e9 que nem todos podem receber TODOS OS TIPOS ou esp\u00e9cies de amor, pois h\u00e1, sim, distin\u00e7\u00e3o de TIPOS DE AMOR para se dar para diferentes pessoas e\/ou em diferente momentos das ditas pessoas.<\/h4><h4>Os reclamos e argui\u00e7\u00f5es de igualdade entre as pessoas carregam mais ILUS\u00d5ES do que verdade. No mais das vezes, cuidam de UTOPIAS que subvertem o natural, que \u00e9 justamente a heterogeneidade humana, cuja discrimina\u00e7\u00e3o reside justamente nas capacidades de AMAR e mesmo de SER AMADO.<\/h4><h4>No m\u00e1ximo sentido de pertin\u00eancia real que uma proposi\u00e7\u00e3o por igualdade pode assumir, ser\u00e1 na dimens\u00e3o meramente de \u201cigualdade jur\u00eddica\u201d e a qual pode, na melhor das hip\u00f3teses, propugnar por algo JUSTO, mas n\u00e3o propugna por algo AMOROSO. At\u00e9 porque, se AMAR cuida de ser \u201cdever jur\u00eddico\u201d e cumprido justamente pela for\u00e7a de sua juridicidade e san\u00e7\u00f5es respectivas, de AMOR no sentido pr\u00f3prio n\u00e3o mais se estar\u00e1 a tratar.<\/h4><h4>Vamos repetir para o aniquilamento de qualquer d\u00favida: \u00e9 pela diferencia\u00e7\u00e3o de COMO AMAMOS E COMO PERMITIMOS SER AMADOS que nos diferenciamos essencialmente uns dos outros e num senso de propor\u00e7\u00e3o tal que tudo o mais que pode nos diferenciar, desde posse material, cultura, origem, etnia, temperamentos, etc., \u00e9 \u201cbagatela\u201d.<\/h4><h4>Se quiser tratar a \u201ccapacidade de amar e se deixar ser amado\u201d como \u201cn\u00edvel de consci\u00eancia existencial\u201d, est\u00e1 ok, pois as express\u00f5es s\u00e3o \u201cquase sin\u00f4nimas\u201d. Um outro sin\u00f4nimo que pode ser empregado \u00e9 \u201cn\u00edvel de contentamento ou gratid\u00e3o vivencial\u201d, pois \u201camor\u201d ou \u201cconsci\u00eancia\u201d s\u00e3o as antessalas \u00e1ureas e exclusivas do CONTENTAMENTO humano.<\/h4><h4>Tal como JUSTI\u00c7A \u00e9, na melhor das hip\u00f3teses, um pequeno degrau \u2013 e at\u00e9 dispens\u00e1vel \u2013 na longa escada do AMOR, entre PRAZER e CONTENTAMENTO se d\u00e1 o mesmo. Esclarecemos isso para que n\u00e3o se cogite que estejamos a confundir mero \u201cprazer\u201d com o fino \u201ccontentamento\u201d.<\/h4><h4>Se o fluxo de orienta\u00e7\u00e3o causal est\u00e1 precisamente no sentido de que O CONTENTE AMA JUSTAMENTE PORQUE EST\u00c1 CONTENTE ou que o AMOROSO EST\u00c1 CONTENTE JUSTAMENTE PORQUE \u00c9 AMOROSO \u00e9 tema que vamos enfrentar noutro artigo. Neste, urge salientar que o contentamento e a amorosidade est\u00e3o ou SIMULTANEAMENTE PRESENTES no mesmo sujeito ou a N\u00c3O SIMULTANEIDADE \u00c9 APENAS IMPERCEPT\u00cdVEL.<\/h4><h4>O esquema pr\u00e1tico n\u00e3o vacila e \u00e9 tal que se a pessoa n\u00e3o AMA, n\u00e3o produz, n\u00e3o compartilha, n\u00e3o cuida, n\u00e3o aconselha, n\u00e3o fortalece, n\u00e3o compadece, n\u00e3o admira, n\u00e3o louva, n\u00e3o se compromete\u2026, ela N\u00c3O \u00c9 CONTENTE\/agradecida. Ela \u00e9 RESSENTIDA. O ressentimento n\u00e3o \u00e9 normal, pois a \u201cnormalidade\u201d, ao limite, \u00e9 o cumprimento da \u201cnorma universal do amor\u201d, ou seja, verter amorosidade.<\/h4><h4>O que o ressentimento efetivamente \u00e9, e isso conduz \u00e0 PSEUDO conclus\u00f5es de normalidade, \u00e9 MAJORIT\u00c1RIO SOCIALMENTE.<\/h4><h4>Sim, estamos dizendo expressamente que a maioria das pessoas \u00e9 ressentida, n\u00e3o amorosa, n\u00e3o contente, n\u00e3o realizada, frustrada, etc. \u00c9 natural e mesmo dial\u00e9tico que muitas fotos em m\u00eddia social com express\u00e3o de gozo de prazer, de posse de bens, de presen\u00e7a em baladas sejam ostensivas para os \u201cpactos de putaria\u201d. O termo \u00e9 forte, mas n\u00e3o impreciso ou impertinente e a quem interessar a compreens\u00e3o sem\u00e2ntica escorreita dos derivativos de \u201cputativos\u201d, que consulte nosso artigo divulgado no nosso pr\u00f3prio site (casadacritica.com.br).<\/h4><h4>Feitas as digress\u00f5es, voltemos em pergunta assertiva ao foco: PODEMOS AMAR A TODOS, INCLU\u00cdDOS OS RESSENTIDOS\/N\u00c3O AMOROSOS\/N\u00c3O CONTENTES\/PUTO(A)S?<\/h4><h4>A resposta \u00e9 SIM, mas com RESERVAS SOBRE \u201cQUAL\u201d AMOR LEVAR A QUEM.<\/h4><h4>As muitas esp\u00e9cies de amor, como n\u00e3o poderia ser diferente, s\u00e3o todas AMOR, mas variam em extens\u00e3o, desde as mais universais como \u00e1gape, caridade, fraternidade, solidariedade, miseric\u00f3rdia, perd\u00e3o, at\u00e9 as mais particulares como amor de par, amizade, parceria, amor filia diversos, amor parental, apadrinhamento\u2026<\/h4><h4>A t\u00e3o s\u00f3 divis\u00e3o entre \u201cmais universais\u201d e \u201cmais particulares\u201d j\u00e1 aponta que a distribui\u00e7\u00e3o amorosa h\u00e1 de ser seletiva n\u00e3o que exista algu\u00e9m sem caber ser destinat\u00e1rio de todo amor, mas a v\u00e1rios seres v\u00e1rios amores h\u00e3o MESMO de ser recolhidos.<\/h4><h4>H\u00e1 inclusive a advert\u00eancia evang\u00e9lica nesse sentido, com a express\u00e3o de que \u201cn\u00e3o deis aos porcos as vossas p\u00e9rolas, para que n\u00e3o suceda de que eles as pisem com os p\u00e9s e que, voltando-se contra v\u00f3s, vos dilacerem\u201d \u2013 B\u00edblia, Novo Testamento, Livro de Mateus, Cap\u00edtulo 7, vers\u00edculo 6.<\/h4><h4>Ser amoroso ou ser ressentido \u00e9 uma quest\u00e3o de ESS\u00caNCIA HUMANA, no m\u00ednimo do \u201ccar\u00e1ter humano\u201d, quest\u00e3o bem mais funda que meros comportamentos, temperamentos, estilos, etc.<\/h4><h4>Compreender um m\u00ednimo sobre os tipos de car\u00e1ter humano (construtivo-amoroso, parasit\u00e1rio-aut\u00f4mato, destrutivo-acumulador, destrutivo-jogador\/sedutor, destrutivo-necr\u00f3filo) \u00e9 de muito valia ao amoroso e ao mundo para poupar a destrui\u00e7\u00e3o\/desperd\u00edcio da for\u00e7a construtiva que muitas vezes \u00e9 alocada a \u201cporcos\u201d que v\u00e3o seguir o preceito evang\u00e9lico. Quem quiser debru\u00e7ar no tema dos tipos de car\u00e1ter, pode consultar nosso arquivo espec\u00edfico em tamb\u00e9m dispon\u00edvel no nosso site.<\/h4><h4>A tend\u00eancia do ressentido \u00e9 arder de \u00f3dio contra o amoroso, pois ao amar o ressentido num grau em que este n\u00e3o tem for\u00e7as para tamb\u00e9m fazer igual, tende a se sentir humilhado\/conhecedor de sua pequenez. A maioria das pessoas ressentidas, \u00e9 fugitiva de sua identidade e de saber receber amor. S\u00e3o, em termo pr\u00e1ticos, uma abertura para a identidade e podem virar \u201cMedusa\u201d. Seguramente, o leitor conhece casos de que uma modesta ajuda foi dada a uma pessoa de car\u00e1ter amoroso e esta agradece, fica feliz, reconhece, etc\u2026 tais casos em que uma grande ajuda foi dada a algu\u00e9m de car\u00e1ter n\u00e3o amoroso e cuidou de ser uma fonte de \u00f3dio.<\/h4><h4>Sem ingenuidades. O ser humano n\u00e3o amoroso, incluindo muitos do nosso redor, pode ser \u201cporco\u201d sim, sen\u00e3o at\u00e9 menos que isso, como o escorpi\u00e3o.<\/h4><h4>A l\u00f3gica do ressentimento \u00e9 a l\u00f3gica da pol\u00edtica, do poder horizontal e sua express\u00e3o \u00e9 a do DESPREZO, seja ele expl\u00edcito ou sutil\/c\u00ednico. A l\u00f3gica do amor \u00e9 a l\u00f3gica do esp\u00edrito, do poder vertical, sua express\u00e3o \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o\/cuidado, e n\u00e3o comporta a l\u00f3gica do desprezo no sentido retro.<\/h4><h4>O leitor seguramente conhece muitas rela\u00e7\u00f5es humanas reais fundadas no DESPREZO e tal que quanto mais se despreza, mais simbiose se v\u00ea. O nome desse tipo de rela\u00e7\u00e3o \u00e9 SADO-MASOQUISTA e, nas feiras, compete com a cebola quanto ao item que nunca falta. de for\u00e7a\u201d. Ai, ai e AI sente o ressentido ante o amoroso, particularmente quando recebe for\u00e7a que n\u00e3o logra assimilar\/multiplicar. O amoroso, noutro giro, pode at\u00e9 ter gratid\u00e3o por um advers\u00e1rio\/inimigo, pois consegue reconhecer\/assimilar o que eventualmente pode ter \u201ccrescido\u201d por uma canalhice externa.<\/h4><h4>O princ\u00edpio \u00e9 tal que o forte, se n\u00e3o morre, se fortalece mais e o fraco\/limitado n\u00e3o cresce, mesmo se recebe for\u00e7a. Nem amorosos amadurecidos est\u00e3o imunes a trai\u00e7\u00f5es, mas sabem lidar escorpi\u00f5es do jardim e seguem regando as plantas. N\u00e3o precisa matar os escorpi\u00f5es como um todo, pode fraternalmente at\u00e9 os manter vivos, mas aparta-lhes ou castra-lhes os ferr\u00f5es, como uma nega\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima.<\/h4><h4>Vale ver, de toda forma, que, em termos muito pr\u00f3prios, n\u00e3o existe AMOROSO AMADURECIDO, mas precisamente existe EX-AMOROSO ING\u00caNUO, que \u00e9 aquele que deixou de ser sapo.<\/h4><h4>Sobre SAPOS e ESCORPI\u00d5ES, vale o curto e vivaz conto:<\/h4><h4><em>&#8220;Certa feita, o SAPO e o ESCORPI\u00c3O se encontraram na beira de um rio. O ESCORPI\u00c3O, em tom bastante af\u00e1vel, pediu ao SAPO para o levar sobre suas costas na travessia do rio. O SAPO rejeitou e indicou o medo para isso, pois poderia bem o ESCORPI\u00c3O lhe picar durante a travessia, ao que o ESCORPI\u00c3O FOI ENF\u00c1TICO em negar, dando sua palavra firme de que n\u00e3o faria isso e com o argumento de que mesmo se fizesse, ele, ESCORPI\u00c3O, iria afundar tamb\u00e9m. O SAPO ponderou e cedeu ao pedido. No meio da travessia, contudo, o ESCORPI\u00c3O mete o ferr\u00e3o e fundo no SAPO, condenando ambos ao afogamento.<\/em><\/h4><h4><em> A mais do grito de DOR, o SAPO ainda conseguiu reclamar ao ESCORPI\u00c3O sobre a quebra da palavra na qual foi depositada confian\u00e7a e mesmo sobre o porqu\u00ea de tal coisa, destrutiva de ambos.<\/em><\/h4><h4><em> O ESCORPI\u00c3O, num ato de elevada sinceridade sarc\u00e1stica, respondeu que o culpado de tudo isso \u00e9 o pr\u00f3prio SAPO, pois, afinal, j\u00e1 sabia que o ESCORPI\u00c3O era ESCORPI\u00c3O&#8221;.<\/em><\/h4>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-0fe62d9 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"0fe62d9\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container 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Autor:&nbsp;Vicente do Prado Tolezano 12-01-2018 Na perspectiva passiva, todos s\u00e3o dignos de receber amor, sem distin\u00e7\u00f5es pessoais. Santo Agostinho j\u00e1 advertiu, com ex\u00edmia corre\u00e7\u00e3o e santo discernimento, aos agentes ativos do amor, ou seja, aos AMOROSOS, que \u201co limite do amor \u00e9 amar sem limites\u201d. 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