{"id":9656,"date":"2017-12-28T17:40:00","date_gmt":"2017-12-28T20:40:00","guid":{"rendered":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/?p=9656"},"modified":"2020-03-10T17:52:53","modified_gmt":"2020-03-10T20:52:53","slug":"027-amor-normalidade-e-medo-de-ser-feliz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/027-amor-normalidade-e-medo-de-ser-feliz\/","title":{"rendered":"027 &#8211; Amor, Normalidade e Medo de Ser Feliz"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"9656\" class=\"elementor elementor-9656\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-41b176b elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"41b176b\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-1315b4b\" data-id=\"1315b4b\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7136ec6 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"7136ec6\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h3 style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">026 &#8211; Amor, Normalidade e Medo de Ser Feliz<\/span><\/strong><\/h3>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-ed8d5b7 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"ed8d5b7\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-3bca0f8\" data-id=\"3bca0f8\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7d28675 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"7d28675\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h4>Autor: Vicente do Prado Tolezano 28-12-2017<\/h4><h4>N\u00e3o h\u00e1 quem n\u00e3o se tenha indagado sobre sua pr\u00f3pria NORMALIDADE e tampouco n\u00e3o tenha se debru\u00e7ado sobre muita cogita\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 NORMALIDADE alheia.<\/h4><h4>Mas o que \u00e9 ser NORMAL? \u201cNormal\u201d vem de \u201cnorma\u201d e, nesse sentido, ser normal \u00e9 \u201cser segundo a norma\u201d e ser anormal \u00e9 \u201cser contr\u00e1rio \u00e0 norma\u201d. Em latim cl\u00e1ssico, \u201cnorma\u201d denotava \u201cr\u00e9gua de carpinteiro\u201d e da\u00ed para significar, em extens\u00e3o sem\u00e2ntica, uma forma de bondade por estar em \u201cacordo com as medidas\/regras\/padr\u00e3o\u201d, etc\u2026 demanda-se um passo manifestamente pequeno.<\/h4><h4>Tamb\u00e9m era pequeno para os antigos o passo que se havia de dar para estender a sem\u00e2ntica de \u201cr\u00e9gua de carpinteiro\u201d para a \u201cr\u00e9gua do cosmos, ou da natureza, ou, ainda, de Deus\u201d, pois eles n\u00e3o bebiam, ao menos seriamente, da gigantesca e grotesca FAL\u00c1CIA, muito difundida entre n\u00f3s, de que \u201co homem \u00e9 filho do meio social\u201d.<\/h4><h4>Pergunta correntemente \u00e0s multid\u00f5es o que \u00e9 ser normal e ter\u00e1s milhares de respostas mais ou menos convergentes ao senso mais espont\u00e2neo de normalidade que \u00e9 de jeito de \u201cDEVER SER\u201d, mas significando \u201cdever ser como a MAIORIA \u00e9 ou faz\u201d e tal que se impele a pessoa a uma BUSCA ao padr\u00e3o praticado, ou ao menos tolerado, majoritariamente.<\/h4><h4>Prevaleciam nas cosmovis\u00f5es latina e grega as concep\u00e7\u00f5es de que vimos do \u00fatero divino ou natural, com ess\u00eancia pr\u00e9-social, em um esquema em que o UNIVERSAL ou absoluto h\u00e1 de reger o RELATIVO social.<\/h4><h4>O pr\u00f3prio nascimento da atividade filos\u00f3fica conforme proposi\u00e7\u00e3o do projeto socr\u00e1tico foi um esfor\u00e7o de busca do universal contra o relativismo social-pol\u00edtico sofista e pugnando que os padr\u00f5es sociais, ao limite, podem ajudar o desenvolvimento do homem na capta\u00e7\u00e3o do universal, mas n\u00e3o e jamais na constitui\u00e7\u00e3o deste.<\/h4><h4>Veja que at\u00e9 os governos buscavam fundamenta\u00e7\u00e3o meta social para se legitimar. As especula\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas antigas orbitavam sobre que a lei social tem pretens\u00e3o DECLARAT\u00d3RIA do universal. Ela seria justa se conseguisse captar e expressar uma norma natural e seria injusta se falhasse nesse intento. A justi\u00e7a ou injusti\u00e7a de uma lei, pois, n\u00e3o se relacionava com a perspectiva de aprova\u00e7\u00e3o da maioria ou nem mesmo da unanimidade.<\/h4><h4>O princ\u00edpio \u00e9 tal que nem a totalidade dos homens, em comum acordo de vontades, pode revogar normas naturais. J\u00e1 se sabia, contudo, que o legislador falhava muito no seu mister.<\/h4><h4>ARIST\u00d3TELES discerniu expressamente as dimens\u00f5es da VIDA BOA, orientada ao natural absoluto, da VIDA BEM SUCEDIDA e para mostrar a insufici\u00eancia desta \u00faltima, orientada por padr\u00f5es sociais, fossem jur\u00eddicos propriamente ditos ou de meros h\u00e1bitos. A \u201cinsufici\u00eancia\u201d de que se trata aqui \u00e9 a insufici\u00eancia para a FELICIDADE!<\/h4><h4>Atualmente, se chama a \u00e9tica da vida boa de \u00c9TICA HUMANISTA e a \u00e9tica da vida bem sucedida de \u00c9TICA AUTORIT\u00c1RIA.<\/h4><h4>Que o \u00f3bvio fique claro: o NORMAL da vida \u00e9 SER FELIZ e tal que se n\u00e3o se \u00e9 feliz, n\u00e3o se \u00e9 normal. Curiosa e paradoxalmente, quando se chama algu\u00e9m de infeliz, caso da vasta maioria, as pessoas n\u00e3o se importam ou at\u00e9 mesmo confirmam a sua infelicidade. Contudo, se lhes chama de anormal, se ofendem brutalmente!<\/h4><h4>Ou seja, a irracionalidade, sen\u00e3o mesmo bestialidade, \u00e9 de tal patamar que o que as pessoas perseguem \u00e9 a NORMALIDADE e n\u00e3o a FELICIDADE ainda que, estritamente sejam a mesma coisa, mas como buscam, em termos reais, a \u201cPSEUDO\u201d NORMALIDADE seguem infelizes, mas bradando que s\u00e3o \u201cnormais\u201d.<\/h4><h4>A estrada para a vida normal e feliz \u00e9 apenas a estrada da VIRTUDE (ou for\u00e7a) segundo o not\u00e1vel pensador. H\u00e1 de se acumular sucessivamente for\u00e7a ao longo da vida num processo de incremento igualmente sucessivo de abertura ao absoluto at\u00e9 os patamares de amor.<\/h4><h4>Viver eticamente \u00e9 agir de maneira n\u00e3o apenas FORTE, mas em processo de FORTALECIMENTO e a cada instante mais independente do meio social e at\u00e9 o alcance de meta c\u00f3smica. Sempre \u00e9 tempo de reverberar o pensamento l\u00facido do NELSON RODRIGUES de que, em termos muito pr\u00f3prios, n\u00e3o existem corajosos em si, mas podem existir \u201cex-covardes\u201d.<\/h4><h4>Nossa fus\u00e3o com o todo c\u00f3smico se d\u00e1 por meio do n\u00facleo mais essencial nosso que \u00e9 a CONSCI\u00caNCIA, a qual pode ser definida como um TRIBUNAL COM JURISDI\u00c7\u00c3O SOBRE A NORMA UNIVERSAL, que tamb\u00e9m pode ser chamada de AMOR. O tribunal \u00e9 pleno, tem a voz que acusa, a voz que defende e a voz que julga e, ainda, o r\u00e9u que tenta ficar foragido para n\u00e3o cumprir a senten\u00e7a.<\/h4><h4>Gostemos ou n\u00e3o, queiramos ou n\u00e3o, estamos sujeitos \u00e0 NORMA\/REGRA\/LEI do AMOR, porque a estrutura de consci\u00eancia polif\u00f4nica est\u00e1 em n\u00f3s, tal que esse \u00e9 o atributo HUMANO, raz\u00e3o porque a \u00e9tica pr\u00f3pria de seu desenvolvimento e fidelidade se chama humanista.<\/h4><h4>S\u00f3 h\u00e1 duas possibilidades de veredicto no Tribunal Humanista, que o de INOCENTE\/NORMAL (forte\/AMOROSO) ou de CULPADO\/ANORMAL (fraco\/DESAMOROSO). N\u00e3o h\u00e1 possibilidade do Tribunal n\u00e3o julgar e n\u00e3o h\u00e1 outro lugar para se buscar a senten\u00e7a de inoc\u00eancia\/felicidade.<\/h4><h4>Um assunto que nunca interessa ao Tribunal Humanista \u00e9 o MEDO. Esse \u00e9 julgado pelo Tribunal da Autoridade, composto pela opini\u00e3o p\u00fablica, dos grupos sociais, do chefe do trabalho, de familiares, da moda, etc\u2026<\/h4><h4>Quem tem pouco medo tem pouca ou limitada adapta\u00e7\u00e3o a coisas sociais. Ainda que inconscientemente, as coisas ou grupos sociais t\u00eam anticorpos contra a coragem. O ERIC FROMM segue cortante quando diz: \u201ca sociedade \u00e9 uma fuga do medo, mas tamb\u00e9m \u00e9 o solo f\u00e9rtil desse medo, e dele se alimenta, \u00e9 dele a garra com que ela nos det\u00e9m e extrai sua for\u00e7a\u201d.<\/h4><h4>Discernir o MEDO da CULPA \u00e9 indispens\u00e1vel a quem quiser ingressar na vida adulta de verdade e se elevar no planos das \u00e9ticas.<\/h4><h4>Violar a regra de tr\u00e2nsito, do imposto de renda, colar na prova, fofocar, rasgar um compromisso de trabalho, n\u00e3o vestir roupa da moda, (entre tantas banalidades mais) etc\u2026 podem gerar MEDO no sujeito pois pode eventualmente sofrer alguma puni\u00e7\u00e3o\/consequ\u00eancia do meio social e isso n\u00e3o tem rela\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria com sentir CULPA.<\/h4><h4>O foco \u00e9 que a \u00e9tica de autoridade orbita no afeto do MEDO. Quando, nessa dimens\u00e3o, se usa a express\u00e3o culpa ela n\u00e3o tem necessariamente o sentido pr\u00f3prio, mas se presta apenas a manejo de um sistema de san\u00e7\u00f5es ou a refer\u00eancias em n\u00edvel figurado. O medo costuma se associar com senso de VIDA VIVIDA.<\/h4><h4>N\u00e3o cuidar da vida pr\u00f3pria e de outrem, n\u00e3o aconselhar, n\u00e3o fortificar nem a si nem a terceiros, n\u00e3o produzir\/semear, nem distribuir valor\/fruto, n\u00e3o doar, etc\u2026 entre as tantas poss\u00edveis omiss\u00f5es (ou mesmo transgress\u00f5es) de AMOR podem at\u00e9 n\u00e3o gerar MEDO algum, mas geram CULPA, afeto que cont\u00e9m elementos do medo, mas \u00e9 bem mais complexo e sutil que ele. Todo o senso de culpa tem em si um ressaibo de VIDA N\u00c3O VIVIDA, como uma atrofia\/fuga de vida\/valor, pr\u00f3pria e de terceiros. \u201cSe\u201d a conformidade para com a \u00e9tica de autoridade apaziguar o medo, \u00e0 culpa ela n\u00e3o \u00e9 nem uma gota de ado\u00e7ante para uma piscina de suco de lim\u00e3o azedo. N\u00e3o se entenda este artigo com o extremo oposto da proposta, que seria um dar de ombros debochado \u00e0 \u00e9tica de autoridade, mas sim de p\u00f4-la no devido lugar e necessariamente TRANSCEND\u00ca-LA pelo amor. A sociedade n\u00e3o \u00e9 o nosso \u00fatero \u00edntimo, mas sim Deus\/Cosmos\/Natureza.<\/h4><h4>Voltamos ao ERIC FROMM para registrar que \u201co amor \u00e9 a \u00fanica resposta s\u00e3 e satisfat\u00f3ria para o problema da exist\u00eancia humana\u201d.<\/h4><h4>Na mais otimista das possibilidades, que n\u00e3o \u00e9 imposs\u00edvel, mas \u00e9 rar\u00edssima, a \u00e9tica de autoridade alcan\u00e7a padr\u00f5es de justi\u00e7a, mas isso n\u00e3o mata a sede de NORMALIDADE AMOROSA, tal que \u201cs\u00f3 justo\u201d continua a ser ANORMAL. Amar \u00e9 sempre mais que meramente ser justo. S\u00f3 a conduta AMOROSA \u00e9 NORMAL. Tudo o resto \u00e9 PATOLOGIA. Da\u00ed vem a pergunta rasa-jocosa: \u201cent\u00e3o, quase todo mundo \u00e9 anormal?\u201d. A resposta \u00e9: \u201cSIM\u201d. Se a resposta monossil\u00e1bica for insuficiente, responda: \u201cSIM, PORQUE AS PESSOAS T\u00caM MEDO DE SEREM FELIZES\u201d.<\/h4>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-0fe62d9 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"0fe62d9\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-09ead34\" data-id=\"09ead34\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-1d965a3 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"1d965a3\" data-element_type=\"widget\" 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Arist\u00f3teles. \u00c9 diretor da Casa da Cr\u00edtica e da Tolezano Advogados.<\/span><br><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Tem forma\u00e7\u00f5es complementares diversas na \u00e1rea da Gest\u00e3o, Psican\u00e1lise, Media\u00e7\u00e3o, Filosofia Clinica, L\u00f3gica e Argumenta\u00e7\u00e3o e outras sobre a Alma Humana.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-6f47b3e elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"6f47b3e\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-33 elementor-top-column elementor-element elementor-element-4f8963a\" data-id=\"4f8963a\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div 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