{"id":9646,"date":"2017-12-12T15:57:00","date_gmt":"2017-12-12T18:57:00","guid":{"rendered":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/?p=9646"},"modified":"2020-03-10T17:30:29","modified_gmt":"2020-03-10T20:30:29","slug":"026-amor-niveis-de-consciencia-seguranca-ou-forca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/026-amor-niveis-de-consciencia-seguranca-ou-forca\/","title":{"rendered":"026 &#8211; Amor, n\u00edveis de consci\u00eancia, seguran\u00e7a ou for\u00e7a"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"9646\" class=\"elementor elementor-9646\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-41b176b elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"41b176b\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-1315b4b\" data-id=\"1315b4b\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7136ec6 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"7136ec6\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h3 style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">026 &#8211; Amor, n\u00edveis de consci\u00eancia, seguran\u00e7a ou for\u00e7a<\/span><\/strong><\/h3>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-ed8d5b7 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"ed8d5b7\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-3bca0f8\" data-id=\"3bca0f8\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7d28675 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"7d28675\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h4>Autor:\u00a0Vicente do Prado Tolezano 12-12-2017<\/h4><h4>A principal caracter\u00edstica humana, em diferencia\u00e7\u00e3o de qualquer outro ser, \u00e9 a posse da ESTRUTURA CONSCIENCIAL, a qual, apesar de aparente trocadilho de palavras, opera sobre n\u00f3s mesmo \u201cinconscientemente\u201d. Queremos, com isso, dizer que mesmo sem consci\u00eancia da pr\u00f3pria estrutura consciencial, ela irradia efeitos sobre n\u00f3s.<\/h4><h4>A nossa tomada de CONSCI\u00caNCIA \u00e9 a tomada da CONSCI\u00caNCIA DE SI, do nosso EU e de tal forma que, em n\u00edvel fino, n\u00f3s SOMOS a nossa pr\u00f3pria CONSCI\u00caNCIA.<\/h4><h4>Essa consci\u00eancia de n\u00f3s mesmos \u00e9, em grande sentido, a consci\u00eancia de um PARADOXO, o de que, ao mesmo tempo, somos integrantes da natureza\/do todo e tamb\u00e9m somos uma unidade separada dessa natureza\/todo.<\/h4><h4>Noutras palavras, \u00e9 a consci\u00eancia que, ao mesmo tempo nos faz COMUNICAR com o universo, quando nos outorga uma LUZ pela qual vemos essa \u201crela\u00e7\u00e3o eu-todo\u201d, mas ao mesmo tempo nos d\u00e1 SOLID\u00c3O desse mesmo todo universal por meio de VOZES INTERIORES, tal que umas FALAM e outras ESCUTAM, mas s\u00f3 entre elas mesmas, cada qual uma \u201cfra\u00e7\u00e3o\u201d de n\u00f3s.<\/h4><h4>A parte de SEPARA\u00c7\u00c3O\/SOLID\u00c3O contida nesse paradoxo \u00e9, evidentemente, manancial de muita ang\u00fastia, ansiedade, vergonha e sentimento de culpa. Com ou sem a tomada pr\u00f3pria de consci\u00eancia sobre isso, todos os nossos movimentos, de um jeito ou de outro, s\u00e3o respostas a essa condi\u00e7\u00e3o de separa\u00e7\u00e3o, percebida\/sentida\/vivida afetivamente muitas vezes como \u201csensa\u00e7\u00e3o de t\u00e9dio\/desamparo\/vazio\u201d, podendo alcan\u00e7ar at\u00e9 o grau de desespero.<\/h4><h4>Nosso desafio, pois, \u00e9, na balan\u00e7a do paradoxo, diminuir o peso do prato da SEPARA\u00c7\u00c3O e aumentar o peso do lado da UNI\u00c3O\/FUS\u00c3O. Se revertemos a balan\u00e7a, troca-se a ansiedade\/ang\u00fastia por sentimento de CONTENTAMENTO.<\/h4><h4>Veja que \u00e9 t\u00e3o natural a partida do processo que uma crian\u00e7a pequena, ainda em estado de inoc\u00eancia pr\u00e9-consciente, instintivamente BUSCA cura para o estado de solid\u00e3o\/desamparo pela presen\u00e7a f\u00edsica da m\u00e3e at\u00e9 que, num momento, essa presen\u00e7a n\u00e3o mais bastar\u00e1 e ser\u00e1 necess\u00e1rio BUSCAR outros meios para supera\u00e7\u00e3o da separa\u00e7\u00e3o.<\/h4><h4>Passadas fases et\u00e1rias mais instintivas, o \u201ccomo\u201d do movimento em vistas da fus\u00e3o indica o n\u00edvel de consci\u00eancia da pessoa, em outras palavras, o pr\u00f3prio \u201cgrau de ser\u201d dela. O \u201ccomo\u201d desse movimento \u00e9 a face reversa de \u201cqual a busca\u201d da pessoa.<\/h4><h4>Na ascens\u00e3o da consci\u00eancia, as buscas podem ascender a v\u00e1rios patamares que podem ser classificados, em ordem crescente em busca de (i) prazeres, (ii) reconhecimento social, (iii) cumprimento de dever e (iv) liberta\u00e7\u00e3o. Quem est\u00e1 nos patamares de cima goza de alguma realiza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m dos patamares de baixo, mas quem est\u00e1 nestes nem consegue vislumbrar os de cima.<\/h4><h4>A busca por prazer goza de mir\u00edades de possibilidades e flerta fort\u00edssima com os v\u00edcios em geral como sexo, \u00e1lcool, drogas, jogo, baladas, etc\u2026 Especial destaque \u00e9 que o CONSUMISMO materialista tamb\u00e9m est\u00e1 nesta categoria. Todo prazer, no sentido aqui tratado, \u00e9, contudo, predominantemente triste, pois seus efeitos contra a ang\u00fastia evaporam efemeramente. Uma vida hedonista \u00e9 vida de \u201cenxugar gelo\u201d.<\/h4><h4>Para a escala de reconhecimento social, h\u00e1 um modo intenso para apaziguar a ansiedade da separa\u00e7\u00e3o, at\u00e9 porque duram pouco seus efeitos, que s\u00e3o os rituais orgi\u00e1sticos.<\/h4><h4>Nas sociedades arcaicas, esses rituais eram mais expl\u00edcitos. Urge esclarecer que o que caracteriza uma orgia n\u00e3o \u00e9 exatamente e apenas pr\u00e1tica de sexo grupal, mas, mais precisamente, estados de transe grupais, que podem tamb\u00e9m ser alcan\u00e7ados sem pr\u00e1tica sexual. Contemporaneamente, o carnaval, futebol em est\u00e1dios, grandes shows carregam elementos dos ritos orgi\u00e1sticos arcaicos.\u00a0 O famoso \u201ccirco romano\u201d, incluindo os espet\u00e1culos de gladiadores, est\u00e1 nessa zona. \u00c9 muito frequente haver, na dimens\u00e3o orgi\u00e1stica, express\u00f5es de \u00edmpeto destrutivo, ao menos simbolicamente.<\/h4><h4>O jeito mais ordin\u00e1rio de todos para tentar apaziguar o drama da solid\u00e3o integra o n\u00edvel de busca de reconhecimento social e, ao contr\u00e1rio da orgia, n\u00e3o \u00e9 intenso, mas sim at\u00e9 muito sutil, embutida na ROTINA. que \u00e9 a via de uni\u00e3o pelo pertencimento\/conformidade grupal, tamb\u00e9m conhecida por \u201cconformidade de rebanho\u201d, num esquema que inculca que \u00e9 \u201cnormal\u201d o que \u00e9 feito pela turba.<\/h4><h4>A maior parte da popula\u00e7\u00e3o sempre esteve nesta zona. ARIST\u00d3TELES, a seu modo, j\u00e1 tinha apontado esse fen\u00f4meno quando tratava da escravid\u00e3o sutil. A urbaniza\u00e7\u00e3o s\u00f3 cresceu desde ent\u00e3o e segue crescendo e tal que esse fen\u00f4meno dos aut\u00f4matos-rotinizados-med\u00edocres est\u00e1 em solo f\u00e9rtil para crescer, j\u00e1 que nela a pr\u00f3pria estrutura de trabalho condensa essa l\u00f3gica.\u00a0 ERICH FROMM, nos idos da d\u00e9cada de 50, j\u00e1 explicitou o fen\u00f4meno naquela altura, sendo inequ\u00edvoco que s\u00f3 se incrementou. Vide o dizer do psicanalista alem\u00e3o sobre o homem de rebanho e coteja com a contemporaneidade:<\/h4><h4>\u201cO homem torna-se \u201csujeito a ponto\u201d, \u00e9 parte da for\u00e7a de trabalho, ou da for\u00e7a burocr\u00e1tica de escreventes e gerentes. Tem pouca iniciativa, suas tarefas s\u00e3o prescritas pela organiza\u00e7\u00e3o do trabalho; existe mesmo pouca diferen\u00e7a entre os que est\u00e3o no alto da escada e os que ficam em baixo. Todos realizam tarefas prescritas pela estrutura total da organiza\u00e7\u00e3o, a velocidade prescrita, da maneira prescrita. Mesmo os sentimentos s\u00e3o prescritos: cordialidade, toler\u00e2ncia, lealdade, ambi\u00e7\u00e3o e capacidade de conviver com todos sem atritos. A divers\u00e3o \u00e9 rotinizada de maneiras semelhantes, embora n\u00e3o de todo t\u00e3o dr\u00e1sticas. Os livros s\u00e3o escolhidos pelos clubes de livros, os filmes pelos donos dos cinema e pelas sugest\u00f5es de an\u00fancios que eles pagam; o resto \u00e9 tamb\u00e9m uniforme: o passeio dominical de autom\u00f3vel, a sess\u00e3o de televis\u00e3o, o jogo de cartas, as festas sociais. Do nascimento \u00e0 morte, de segunda a segunda-feira, de manh\u00e3 \u00e0 noite, todas as atividades s\u00e3o rotinizadas e pr\u00e9-fabricadas.\u201d<\/h4><h4>Mutatis mutandis, a mais das rela\u00e7\u00f5es no trabalho, tamb\u00e9m as rela\u00e7\u00f5es de par, \u201cditas\u201d conjugais, podem estar no mesmo esquema de rotiniza\u00e7\u00e3o inalada sutilmente. A maior parte das rela\u00e7\u00f5es de par est\u00e3o orientadas por bases bastante pragm\u00e1ticas ou de exibi\u00e7\u00e3o e sob o ch\u00e3o da rotina. Igualmente se passa com muitos grupos ideol\u00f3gicos, incluindo religiosos, etc\u2026 Vacas querem rebanho, \u00e9 o princ\u00edpio.<\/h4><h4>Acrescente que, n\u00e3o sem raz\u00e3o, a ideia de IGUALDADE (reconhecido por ela) passou a estar em voga, pois inculca valor na \u201cmesmice\u201d, tal como que ter os mesmos trabalhos, mesmos h\u00e1bitos, mesmas formas de lazer, mesmas concep\u00e7\u00f5es abstratas, etc\u2026 fosse alguma forma de uni\u00e3o. Ouro de tolo.<\/h4><h4>As buscas da uni\u00e3o existencial por prazer e por reconhecimento revelam quase nenhuma ou muito pouca matura\u00e7\u00e3o. Costumam ser avizinhadas de muita mesquinharia, vaidade, orgulho e v\u00edcios em geral. S\u00e3o buscas de SEGURAN\u00c7A\/ESCAPISMO contra o desamparo e n\u00e3o s\u00e3o buscas de FOR\u00c7A. As posi\u00e7\u00f5es s\u00e3o predominantemente DEFENSIVAS e t\u00eam mais interesse em RECEBER, conservar amor e n\u00e3o t\u00eam interesse em produzir\/dar amor, sen\u00e3o em formas de \u201capar\u00eancia\u201d.<\/h4><h4>Como s\u00f3i a tudo que \u00e9 defensivo, nessas buscas h\u00e1 \u201cpouca abertura\u201d da pessoa para com o todo, o que, pois, j\u00e1 mostra a inefic\u00e1cia de uni\u00e3o efetiva, pois algo fechado n\u00e3o se une com um todo externo!<\/h4><h4>O dilema existencial nosso n\u00e3o \u00e9 responder ao peso da ansiedade de separa\u00e7\u00e3o, pois a resposta sempre ser\u00e1 dada, mas se vamos responder buscando SEGURAN\u00c7A ou FOR\u00c7A, ou seja, resposta que \u201cfinge que resolve\u201d ou que resolve. Essa \u00e9 a diferen\u00e7a entre ILUS\u00c3O e REALISMO, ou DIVERS\u00c3O e VERS\u00c3O, ou F\u00daTIL e \u00daTIL, POSTURA EVASIVA ou POSTURA INVASIVA etc\u2026, at\u00e9 que, ao cabo, seja a diferen\u00e7a entre PULS\u00c3O DE VIDA e PULS\u00c3O DE MORTE.<\/h4><h4>As vias de supera\u00e7\u00e3o do peso do desamparo existencial por FOR\u00c7A demandam o desabotoamento amoroso, que se inicia com a via do CUMPRIMENTO DE DEVER, fase em que o algu\u00e9m tem a consci\u00eancia de que n\u00e3o faz X ou Y coisa por conta de tais e quais retornos imediatistas pragm\u00e1ticos ou por cobran\u00e7a de algu\u00e9m , mas por que TEM que fazer isso por SI num sentido de resposta difusa a Deus\/Universo\/Natureza\/Cosmos e com um sentido de SER UM CAR\u00c1TER.<\/h4><h4>\u00c9 o caso de SER HONESTO porque tem que ser HONESTO e n\u00e3o apenas ser honesto para evitar ser punido; mais, de que se tiver que ser DESONESTO por for\u00e7a de alguma circunst\u00e2ncia qualquer, ele arca at\u00e9 com a consequ\u00eancia punitiva respectiva e descumpre o \u00edmpeto da circunst\u00e2ncia mas n\u00e3o descumpre o mandamento do dever.<\/h4><h4>Outro nome que se d\u00e1 a \u201cmandamento do dever\u201d \u00e9 \u201cmandamento do amor\u201d ou, mais simplesmente, \u201camor\u201d apenas. Dentro das vozes do di\u00e1logo da consci\u00eancia, sempre fala de forma mais grave a voz que proclama em n\u00f3s e para n\u00f3s esse mandamento do amor. As atitudes de foco no prazer ou na conformidade n\u00e3o s\u00e3o atitudes de resposta pr\u00f3pria a essa voz, mas at\u00e9 e mais precisamente s\u00e3o atitudes para \u201cdeixar de ouvir\u201d a voz mandamental.<\/h4><h4>A rigor, o n\u00edvel de consci\u00eancia de assun\u00e7\u00e3o de dever \u00e9 uma permiss\u00e3o\/abertura para ouvir a voz mandamental e \u00e9 o come\u00e7o da FOR\u00c7A, pois uma vez que se comece a ouvir a voz interior, a pessoa come\u00e7a seu processo de integra\u00e7\u00e3o de ser, que \u00e9 um fen\u00f4meno puramente espiritual, constituinte de uma \u201cunidade razoavelmente constante de vida\u201d (com car\u00e1ter).<\/h4><h4>Os n\u00edveis de consci\u00eancia anterior n\u00e3o permitem isso, j\u00e1 que a vida nos prazeres tem por regra ser quebradi\u00e7a\/oscilante\/inconstante e a vida na depend\u00eancia grupal, a seu turno, \u00e9 totalmente circunstancial e, pois, flutuante por elementos externos. Os n\u00edveis anteriores s\u00e3o improdutivos, pois produ\u00e7\u00e3o s\u00f3 come\u00e7a na assun\u00e7\u00e3o do dever de produzir\/amar, j\u00e1 que \u00e9 s\u00f3 nessa altura que surgem as pergunta \u201co que devo fazer da minha vida?\u201d (ou inv\u00e9s de \u201cdo que eu gosto\u201d), como \u201cqual minha voca\u00e7\u00e3o\u201d (ao inv\u00e9s de qual o trabalho\/profiss\u00e3o), \u201cquem eu amo\u201d (ao inv\u00e9s de \u201cser\u00e1 se vai dar certo\u201d com x ou y pessoa?), qual a obra a deixar (ao inv\u00e9s de quando posso curtir o \u00f3cio\/aposentadoria, coloquial \u201ctempo para mim\u201d com vi\u00e9s at\u00e9 hedonista) , etc\u2026<\/h4><h4>No sentido pr\u00f3prio, s\u00f3 produz quem assume, por sua iniciativa e por conta apenas \u00e0 pr\u00f3pria voz mandamental, RESPONSABILIDADE por gerar\/fortalecer\/cuidar\/fomentar\/aconselhar a cadeia da vida. Produzir tem raiz na aritm\u00e9tica, como resultado a multiplica\u00e7\u00e3o. \u00c9 pr\u00f3prio do amoroso multiplicar. Os demais podem, na melhor das hip\u00f3teses somar (\u201csoma\u201d em grego vem do corpo e quem n\u00e3o ama \u00e9 \u201capenas corpo\u201d), mas frequentemente dividem ou subtraem (formas sutis de destrui\u00e7\u00e3o).<\/h4><h4>O movimento de ouvir ao mandamento e responder-lhe de acordo \u00e9 um movimento de ABERTURA.<\/h4><h4>\u00c9 \u00f3bvio que ganhar amor \u00e9 maravilhoso, mas a quest\u00e3o central do amor que aqui tratamos, de alcance do contentamento existencial, \u00e9 pela perspectiva de DAR AMOR. Nova licen\u00e7a pedida para trazermos o ERICH FROMM:<\/h4><h4>\u201cDar \u00e9 a mais alta express\u00e3o da pot\u00eancia. No pr\u00f3prio ato de dar, ponho \u00e0 prova minha for\u00e7a, minha riqueza, meu poder. Essa experi\u00eancia de elevada vitalidade e pot\u00eancia enche-me de alegria. Provo-me como superabundante, pr\u00f3digo, cheio de vida e, portanto, como alegre.\u201d<\/h4><h4>Sem meias palavras: quem alcan\u00e7a a fase adulta da vida e n\u00e3o alcan\u00e7a a consci\u00eancia de ouvir a voz da \u201cnorma\u201d universal do amor padece de PATOLOGIA MORAL e, pois, n\u00e3o \u00e9 \u201cnormal\u201d e experimenta sensa\u00e7\u00f5es de \u201cvida n\u00e3o vivida\u201d, para n\u00e3o sermos mais m\u00f3rbidos. O fato de que a maioria n\u00e3o \u00e9 normal, n\u00e3o invalida a \u201cnorma\u201d, que \u00e9 universal e n\u00e3o \u00e9 circunstancial\/cultural\/jur\u00eddica. Assim \u00e9 a ESTRUTURA DA CONSCI\u00caNCIA, tal como apontamos na partida deste texto. N\u00e3o \u00e9 tema de opini\u00e3o ou de v\u00e3o relativismo.<\/h4><h4>As pessoas podem fingir normalidade e felicidade (e esconder vergonhas), mas esta s\u00f3 \u00e9 efetiva a partir da FOR\u00c7A DE AMAR. Antes disso, \u00e9 s\u00f3 felicidade de \u201cfoto para a rede social\u201d. Uma curiosidade pertinente \u00e9 que \u201cfelicidade\u201d vem da cepa etimol\u00f3gica latina \u201cfelix\u201d que denota ao mesmo tempo a \u201cfelicidade\u201d e a \u201cfertilidade\u201d.<\/h4><h4>Ainda que seja o amor a vereda do contentamento existencial, o \u00fanico a trazer a fusionante paz existencial como aqui tratamos, o ingresso no n\u00edvel da consci\u00eancia do amor \u00e9 muito traum\u00e1tico no primeiro momento e implica sofrimentos diversos. As pessoas podem at\u00e9 entrar em \u201cp\u00e2nico\u201d com a tomada de consci\u00eancia do mandamento universal por conta de tantos lutos de seu ego por que ter\u00e1s que atravessar e, mais duro ainda, que \u00e9 evidenciar \u2013 e sofrer por isso \u2013 com mais vivacidade que o seu entorno social \u00e9 composto, em esmagadora maioria, de gente desamorosa\/impotente\/farsante\/t\u00f3xica (para n\u00e3o descer muito \u2026).<\/h4><h4>Esfor\u00e7os at\u00e9 estoicos\/espartanos podem ser necess\u00e1rios para se manter a for\u00e7a de ser o \u00fanico ou um dos poucos vagalumes da noite. Aos que perseverarem, contudo, a fase do trauma se esvai em alguma hora. Ser\u00e1 a fase da LIBERTA\u00c7\u00c3O, momento cume de ABERTURA, j\u00e1 praticamente fusionante por inexist\u00eancia de resist\u00eancia, e em que o cumprimento do mandamento universal seguir\u00e1 intocado, mas sem muito espanto com as impot\u00eancias do meio, trocando o estoicismo-espartano por fluidez a um ponto de parecer fruta madura.<\/h4><h4>Lembramos a met\u00e1fora de que a fruta madura, se n\u00e3o for deglutida (fusionada) como alimento para algu\u00e9m cair\u00e1 naturalmente (dever natural de amar) do galho ao ch\u00e3o onde se decompor\u00e1, FUSIONANDO-SE com o todo, pondo, pois, fim ao seu SER SEPARADO.<\/h4><h4>Em qualquer das possibilidades, se deglutida ou decomposta, a fruta deixa as sementes para novas \u00e1rvores e frutos com efeitos ad infinitum para a cadeia da vida. Veja que quando ela se fusiona, j\u00e1 ficaram para tr\u00e1s suas fase eg\u00f3ica em que recebia a seiva da \u00e1rvore e prote\u00e7\u00e3o do galho e\u00a0fase de reconhecimento pela beleza de flores antes da matura\u00e7\u00e3o.<\/h4><h4>A fruta \u00e9 FORTE e sempre cumpre seu dever mandamental de amar. N\u00f3s podemos buscar a ilus\u00e3o da SEGURAN\u00c7A, que nem d\u00e1 alegria temporal como n\u00e3o impede o fluxo, mas pode nos tolher do poder de alimentar outrem tanto quanto de n\u00e3o deixarmos efeitos ou vest\u00edgios no infinito da cadeia da vida. Nesses casos, a voz consci\u00eancia vai GRITAR. A vida \u00e9 para sermos felizes. Logo, amemos.<\/h4>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-0fe62d9 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"0fe62d9\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-09ead34\" data-id=\"09ead34\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-1d965a3 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"1d965a3\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">A reprodu\u00e7\u00e3o do texto \u00e9 livre, devendo ser citada a fonte e preservada a unidade do pensamento.<\/span><\/strong><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-2a24acf elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"2a24acf\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-50 elementor-top-column elementor-element elementor-element-cd5d84e\" data-id=\"cd5d84e\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-9ba4128 elementor-widget 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#000000;\">Tem forma\u00e7\u00f5es complementares diversas na \u00e1rea da Gest\u00e3o, Psican\u00e1lise, Media\u00e7\u00e3o, Filosofia Clinica, L\u00f3gica e Argumenta\u00e7\u00e3o e outras sobre a Alma Humana.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-6f47b3e elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"6f47b3e\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-33 elementor-top-column elementor-element elementor-element-4f8963a\" data-id=\"4f8963a\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap\">\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-33 elementor-top-column 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Queremos, com isso, dizer que mesmo sem consci\u00eancia da pr\u00f3pria estrutura consciencial, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2095,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[85,50],"tags":[221,24,215,220,192,223,219,182,178,225,224,216,222,218],"class_list":["post-9646","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-artigos-amor-consciencia-e-liberdade","tag-abertura","tag-amor","tag-conscienca","tag-contentamento","tag-eric-fromm","tag-estrutura-consciencial","tag-eu","tag-felicidade","tag-fusao","tag-honestidade","tag-mandamento-universal-do-amor","tag-matruidade","tag-patologia-moral","tag-si"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9646","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9646"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9646\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9652,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9646\/revisions\/9652"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2095"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9646"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9646"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9646"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}