{"id":9296,"date":"2017-04-18T01:52:00","date_gmt":"2017-04-18T01:52:00","guid":{"rendered":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/?p=9296"},"modified":"2021-10-17T11:17:39","modified_gmt":"2021-10-17T14:17:39","slug":"007-o-importante-mesmo-e-a-imaginacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/007-o-importante-mesmo-e-a-imaginacao\/","title":{"rendered":"007 O importante mesmo \u00e9 a &#8230; Literatura, vitamina da imagina\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"9296\" class=\"elementor elementor-9296\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-41b176b elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"41b176b\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-1315b4b\" data-id=\"1315b4b\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7136ec6 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"7136ec6\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h3 style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">007 O importante mesmo \u00e9 a \u2026 Literatura, vitamina da imagina\u00e7\u00e3o<\/span><\/strong><\/h3>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-ed8d5b7 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"ed8d5b7\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-3bca0f8\" data-id=\"3bca0f8\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7d28675 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"7d28675\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h4>Autor:\u00a0Vicente do Prado Tolezano 18-04-2017<\/h4><h4>S\u00e3o 4 as pot\u00eancias do discurso humano, segundo inventariou Olavo de Carvalho, e com a men\u00e7\u00e3o a que tal tese j\u00e1 estivesse presente em Arist\u00f3teles, ainda que de forma n\u00e3o expl\u00edcita.<\/h4><h4>S\u00e3o elas: a PO\u00c9TICA, a RET\u00d3RICA, a DIAL\u00c9TICA e a L\u00d3GICA. Para n\u00f3s, modernos, podemos perfeitamente chamar a dial\u00e9tica de \u201cpensamento cr\u00edtico\u201d. Os antigos, a seu turno, chamavam a l\u00f3gica de \u201canal\u00edtica\u201d.<\/h4><h4>Jamais se perca de vista, na compreens\u00e3o do aristotelismo, a intui\u00e7\u00e3o de ISOMORFIA (ou organicismo) entre as dimens\u00f5es da realidade. Tal que tudo na realidade f\u00edsica, metaf\u00edsica, mental, lingu\u00edstica e etc., h\u00e1 de guardar algum grau de \u201csemelhan\u00e7a estrutural\u201d, sem a qual se esvaziariam ao v\u00e1cuo as condi\u00e7\u00f5es do conhecimento. Muito pr\u00f3xima da no\u00e7\u00e3o aristot\u00e9lica de ISOMORFIA (ou organicismo) \u00e9 o atual HOLISMO.<\/h4><h4>Dessa forma, justo dizer que s\u00e3o 4 as possibilidades amplas de discurso, porque s\u00e3o, respectivamente, 4 as grandes faculdades da mente, a saber imagina\u00e7\u00e3o (fantasia, criatividade), vontade (desejo, aspira\u00e7\u00e3o), cren\u00e7a (opini\u00e3o, cogita\u00e7\u00e3o, delibera\u00e7\u00e3o, hip\u00f3tese) e intui\u00e7\u00e3o (raz\u00e3o l\u00f3gica), as quais ganham diversos outros nomes, por sinon\u00edmia, inclusive sinon\u00edmia parcial por acr\u00e9scimo de algum vi\u00e9s diferencial. Igualmente justo dizer que a divis\u00e3o em 4 dos g\u00eaneros de discursos, ou faculdades mentais, \u00e9 uma divis\u00e3o de explica\u00e7\u00e3o, mas que todas imbricam-se mutuamente.<\/h4><h4>Nosso recorte neste artigo se volta \u00e0 IMAGINA\u00c7\u00c3O, o ch\u00e3o da casa das pot\u00eancias da alma humana, e tal que sem ela ou com a defici\u00eancia dela seguem igualmente deficientes as demais pot\u00eancias, tal como paredes fixadas em ch\u00e3o torto ou fofo (na melhor das hip\u00f3teses). De menos imagina\u00e7\u00e3o, seguem-se menos vontades; de menos vontades, seguem-se menos cren\u00e7as; de menos cren\u00e7as, seguem-se menos intui\u00e7\u00f5es puras. Assim \u00e9 o esquema.<\/h4><h4>Vamos ver um caso bem simpl\u00f3rio de pot\u00eancia da imagina\u00e7\u00e3o e que passa despercebido na maioria das vezes. Pegue um objeto qualquer em tua m\u00e3o e pergunta-te qual o \u201cNOME DELE\u201d. Vamos supor que \u00e9 uma \u201ccaneta\u201d.<\/h4><h4>Ledo engano, caro leitor. Tu n\u00e3o d\u00e1s nome ao \u201cobjeto em si\u201d, mas \u00e0 \u201cimagem que est\u00e1 em tua mente\u201d (tamb\u00e9m chamada de fantasma).<\/h4><h4>Nossa percep\u00e7\u00e3o sensorial da realidade \u00e9 sempre mediada por nosso imagin\u00e1rio e \u00e9 t\u00e3o denso isso que o NOME dito das coisas \u00e9, em precis\u00e3o, o nome das nossas representa\u00e7\u00f5es imagin\u00e1rias. Ainda que, claro, exista uma rela\u00e7\u00e3o entre as imagens e a realidade em si, at\u00e9 porque, sen\u00e3o, o edif\u00edcio da proposta de ISOMORFIA ruiria.<\/h4><h4>Tu sabes o que fizeste ontem ou o que queres fazer? Claro que sabes, pois tens IMAGINA\u00c7\u00c3O! \u00c9 a posse da imagina\u00e7\u00e3o que nos d\u00e1 mem\u00f3ria e nos permite proje\u00e7\u00f5es.<\/h4><h4>\u00c9 mais sutil de constatar, pois, que IMAGINA\u00c7\u00c3O n\u00e3o se limita \u00e0 recep\u00e7\u00e3o de \u201cimagens visuais\u201d, mas envolve \u201cimagens de todos os demais sentidos\u201d. Para os limites deste artigo, limitamo-nos ao aspecto mais trivial de imagina\u00e7\u00e3o visual.<\/h4><h4>Quem imagina menos, percebe menos, memoriza menos, projeta menos e interpreta menos. A nossa imagina\u00e7\u00e3o \u00e9 nutrida pela simples experi\u00eancia de viver, pois os sentidos n\u00e3o param de a alimentar, mas se cuida de uma \u201cnutri\u00e7\u00e3o passiva do imagin\u00e1rio\u201d, quase vegetativa e, pois, pouco promissora de t\u00f4nus forte no futuro. Toda experi\u00eancia real nossa agrega nosso imagin\u00e1rio (e da\u00ed em diante as demais faculdades).<\/h4><h4>A \u201cnutri\u00e7\u00e3o ativa do imagin\u00e1rio\u201d e com alta dose de VITAMINA CONCENTRADA se chama LITERATURA, particularmente a literatura CL\u00c1SSICA, aquela resultante do filtro hist\u00f3rico que j\u00e1 separou o universal do meramente transit\u00f3rio.<\/h4><h4>Esse sentido do discurso PO\u00c9TICO n\u00e3o se limita \u00e0 poesia propriamente dita mas \u00e0 recep\u00e7\u00e3o sensorial direta ou simb\u00f3lica e \u00e0 respectiva elabora\u00e7\u00e3o de imagens com articula\u00e7\u00e3o\/ordena\u00e7\u00e3o de linguagem (de poesia, verso, prosa, arte, etc.).<\/h4><h4>J\u00e1 assististe a um filme cujo livro inspirador tamb\u00e9m lera? Qual te proveu maior EXPERI\u00caNCIA? Seguramente, o livro, pois se vale de S\u00cdMBOLO \u201cn\u00e3o pict\u00f3rio\u201d (os grafemas) e tal que \u00e0 m\u00edngua de uma \u201cimagem dada\u201d, tu CRIASTE as IMAGENS, em uma \u201cVERS\u00c3O\u201d pr\u00f3pria, tua, no sentido de uma experi\u00eancia \u00fanica tua.<\/h4><h4>Obviamente que um filme provoca experi\u00eancias distintas em distintas pessoas, mas te provoca muito MENOS CRIA\u00c7\u00c3O que uma obra liter\u00e1ria. Guarda em mente que \u201ccria\u00e7\u00e3o\u201d, acima de tudo, \u00e9 \u201ca capacidade de criar imagens\u201d, sempre em vers\u00e3o \u00fanica de possibilidades de exist\u00eancia.<\/h4><h4>\u00c9 o exerc\u00edcio cumulado, cumulado e cumulado de \u201ccria\u00e7\u00e3o imagin\u00e1ria pr\u00f3pria\u201d que te d\u00e1 os nutrientes e elabora\u00e7\u00e3o para o edif\u00edcio da tua intelig\u00eancia, altamente entrosado com o desenvolvimento da tua personalidade igualmente pr\u00f3pria, ou seja, de tua VERS\u00c3O DO TEU PR\u00d3PRIO SER.<\/h4><h4>Compara sociedades em que a cultura liter\u00e1ria \u00e9 densa com outras em que \u00e9 escassa, e tire as conclus\u00f5es. O Brasil integra o segundo grupo, como deve saber. Tu podes tamb\u00e9m, e sem riscos de altera\u00e7\u00e3o da conclus\u00e3o, praticar o mesmo exerc\u00edcio comparativo sem considerar \u201csociedades\u201d, mas sim \u201cindiv\u00edduos\u201d.<\/h4><h4>Ao cabo, vale relembrar Johann Goethe (1749 \u2013 1832), que j\u00e1 disse uma vez que \u201co decl\u00ednio da literatura indica o decl\u00ednio de uma na\u00e7\u00e3o\u201d., que<\/h4>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-0fe62d9 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"0fe62d9\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-09ead34\" data-id=\"09ead34\" 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Prado Tolezano 18-04-2017 S\u00e3o 4 as pot\u00eancias do discurso humano, segundo inventariou Olavo de Carvalho, e com a men\u00e7\u00e3o a que tal tese j\u00e1 estivesse presente em Arist\u00f3teles, ainda que de forma n\u00e3o expl\u00edcita. 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