{"id":9264,"date":"2022-10-14T13:17:00","date_gmt":"2022-10-14T16:17:00","guid":{"rendered":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/?p=9264"},"modified":"2022-11-26T10:56:38","modified_gmt":"2022-11-26T13:56:38","slug":"aconcepcaodecultura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/aconcepcaodecultura\/","title":{"rendered":"A Concep\u00e7\u00e3o de Cultura &#8211; Atualidade do Homem Massa de Ortega Y Gasset"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center;\"><strong>CONCEP\u00c7\u00c3O DE CULTURA &#8211; ATUALIDADE DO HOMEM MASSSA DE ORTEGA Y GASSET<\/strong><\/h3>\n<h4 style=\"text-align: center;\">Artigo de Vicente do Prado Tolezano.&nbsp;<\/h4>\n<h4>Vige entre n\u00f3s, hoje, um senso t\u00e1cito de que TUDO QUE SOCIAL \u00c9, DE PER SI, CULTURA. H\u00e1 at\u00e9 lei do estado carioca que declara que &#8220;FUNK \u00e9 cultura (Lei Estadual 5.543\/2009)&#8221;, cujo cheiro demag\u00f3gico chega at\u00e9 o leitor.<\/h4>\n<h4>O sentido reproduzido na dita lei, bem como em outros usos correntes do termo cultura como &#8220;mero estado&#8221; das coisas sociais como elas s\u00e3o, discrepa&nbsp; bastante &#8211; e a\u00ed o bus\u00edlis deste artigo &#8211; do sentido amplo, cl\u00e1ssico e tradicional que se atribu\u00eda ao termo.<\/h4>\n<h4>A sem\u00e2ntica cl\u00e1ssica, contida no termo CULTURA, evoca a no\u00e7\u00e3o de &#8220;CULTIVO&#8221;, ou seja, de uma MEDIA\u00c7\u00c3O humana ordenada sobre um fato bruto da natureza visando a um FIM.<\/h4>\n<h4>\u00cdnsitos a\u00ed tamb\u00e9m os sensos de MELHORAMENTO, REFINAMENTO, INCREMENTO, TRABALHO, etc.<\/h4>\n<h4>Pense na etimologia da express\u00e3o &#8220;AGRICULTURA&#8221;, composta das ra\u00edzes latinas AGRI (campo) e CULTURA (cultivo), e veja como fica clara a ideia de elabora\u00e7\u00e3o. Contrasta-a, agora, com as express\u00f5es opostas do EXTRATIVISMO ou at\u00e9 mesmo da PREDA\u00c7\u00c3O e observa com mais clareza ainda o sentido evocado.<\/h4>\n<h4>No paralelo humano social, a agricultura \u00e9 a cultura tomada na acep\u00e7\u00e3o de uma forma atenta, deliberada e progressiva, de mediar a vida para MELHOR viver, tudo por meio de uma acumula\u00e7\u00e3o, n\u00e3o apenas do horizonte social, mas, inclusive com perspectivas inter-geracionais.<\/h4>\n<h4>Tal como para o bom plantio da terra se empregam como semente os melhores frutos, tal se d\u00e1 no plantio do imagin\u00e1rio, das aspira\u00e7\u00f5es, e das pr\u00e1ticas humanas, os melhores modelos acumulados historicamente sendo a &#8220;cultura&#8221; justamente esse &#8220;fluxo ativos de filtro e luz&#8221;.<\/h4>\n<h4>Por conta dos tempos do Politicamente Correto, se tornou reprov\u00e1vel JULGAR, como se MELHOR ou PIOR n\u00e3o fosse o caso ou at\u00e9 mesmo como se toda a categoria ontol\u00f3gica da QUALIDADE n\u00e3o existisse.<\/h4>\n<h4>A rigor, uma (pseudo) cultura que prega a aboli\u00e7\u00e3o exagerada do JULGAMENTO QUALITATIVO \u00e9 uma cultura degenerada para a PREDA\u00c7\u00c3O. Difere \u2013 e at\u00e9 para pior \u2013 do EXTRATIVISMO, o qual, nesse paralelo, s\u00e3o as meras fisiologias humanas.<\/h4>\n<h4>Antes, o homem inculto, no sentido de ainda bastante bruto, ia \u00e0 busca da colheita e ca\u00e7as di\u00e1rias apenas pelas leis do desejo imediatos do corpo &#8211; aparatos instintivos. A sua dita &#8220;incultura&#8221; era porque n\u00e3o recebera alguma tradi\u00e7\u00e3o pret\u00e9rita que iluminasse como melhor ca\u00e7ar, como fabricar armas de ca\u00e7a, como arrebanhar animais, etc&#8230;<\/h4>\n<h4>A priori, toda gera\u00e7\u00e3o contribui com a&nbsp; posteridade com a reflex\u00e3o, registro e matura\u00e7\u00e3o de suas experi\u00eancias vitais.&nbsp;<\/h4>\n<h4>Na concep\u00e7\u00e3o, objeto de nossa cr\u00edtica, de que o &#8220;simples estado de coisas sociais&#8221; \u00e9 de per si cultura, sem mesmo julgar se n\u00e3o se est\u00e1 diante at\u00e9 de um descaminho cultural rumo ao bruto, n\u00e3o apenas o FUNK \u00e9 bem cultural, mas a pornografia tamb\u00e9m, idem a chulice em geral, a &#8220;cultura\/ind\u00fastria do crime&#8221;, situa\u00e7\u00e3o do analfabetismo funcional, etc&#8230;<\/h4>\n<h4>Nem tudo que seja real e mesmo socialmente aceito comporta um senso de &#8220;cultura&#8221; como advert\u00eancia de ilumina\u00e7\u00e3o \u00e0 vida.<\/h4>\n<h4>Esse fen\u00f4meno foi muito bem apontado h\u00e1 pouco menos de s\u00e9culo (1929) por JOS\u00c9 ORTEGA Y GASSET (1883-1955) na Espanha, particularmente na obra REBELI\u00c3O DAS MASSAS.<\/h4>\n<h4>O pensador espanhol chamava por &#8220;vulgo&#8221; ou por &#8220;homem massa&#8221; o inculto, aquele simplesmente fixado num certo &#8220;estado de coisas&#8221;, sem inten\u00e7\u00e3o de reflex\u00e3o e\/ou sem exig\u00eancia sobre si mesmo quanto \u00e0 progress\u00e3o existencial, a despeito de ser expressiva, em termos gerais, a ascens\u00e3o puramente material das pessoas.<\/h4>\n<h4>Ortega assenta expressamente que &#8220;o caracter\u00edstico do momento \u00e9 que a alma vulgar, sabendo-se vulgar, tem o denodo de afirmar o direito de vulgaridade e imp\u00f5e por toda a parte&#8221;. Essa &#8220;afirma\u00e7\u00e3o&#8221; se d\u00e1 em multid\u00f5es, mais precisamente, em multid\u00f5es de homens gen\u00e9ricos. Somos bem convencidos que o tempo passado desde a edi\u00e7\u00e3o da REBELI\u00c3O DAS MASSAS mais confirma que infirma as observa\u00e7\u00f5es orteguianas.<\/h4>\n<h4>Sobre a ruptura de um senso de fluxo intergeracional, para a simples primazia de um senso de &#8220;estado&#8221;, Ortega bem observa que &#8220;\u00e9 f\u00e1cil formular a impress\u00e3o que de si mesma tem nossa \u00e9poca: cr\u00ea ser mais que as demais, e ao mesmo tempo sente-se como um come\u00e7o, sem estar segura de n\u00e3o se agonia&#8221;.<\/h4>\n<h4>Bingo! A quebra do senso de cultura, no sentido cl\u00e1ssico que indicamos, \u00e9 muito mais aflitivo que libert\u00e1rio, nada importando para as mentes l\u00facidas (das pessoas n\u00e3o massas) as &#8220;apar\u00eancias em sentido contr\u00e1rio&#8221;. N\u00e3o sem raz\u00e3o, deve-se aqui registrar que poucos anos avante das observa\u00e7\u00f5es em lume, a Espanha se p\u00f4s num dos mais insanos abismos que foi sua &#8220;demon\u00edaca Guerra Civil&#8221;.&nbsp;<\/h4>\n<h4>Quem rompe com o passado \u00e9 arrogante e quem n\u00e3o visa contribuir para com o futuro \u00e9 ego\u00edsta. A combina\u00e7\u00e3o desses dois aspectos \u00e9 uma forma revolta e f\u00faria. As massas sempre t\u00eam esse esquema de revolta e f\u00faria&#8230;, ponto em que tamb\u00e9m Ortega foi escorreito.&nbsp;<\/h4>\n<h4>Se o foco da cultura \u00e9 o &#8220;estado&#8221; e n\u00e3o a &#8220;a\u00e7\u00e3o din\u00e2mica&#8221; isso n\u00e3o quer dizer que inexista a\u00e7\u00e3o, mas que a a\u00e7\u00e3o passa a ser de decad\u00eancia, pois largada est\u00e1 \u00e0s meras in\u00e9rcias defensivas, acomodativas, materiais, sem o elemento ativo que \u00e9 a &#8220;vontade deliberada&#8221;, atenta, com elabora\u00e7\u00e3o l\u00facida.<\/h4>\n<h4>Passa-se entre n\u00f3s, brasileiros, um ascenso material tamb\u00e9m, mas igualmente decad\u00eancia em v\u00e1rios patamares existenciais. Vide a pr\u00f3pria quest\u00e3o da &#8220;linguagem&#8221;. A despeito dos grandes passos dados na universaliza\u00e7\u00e3o escolar, o contingente, universit\u00e1rios inclu\u00eddos, de pessoas sem capacidade de letramento b\u00e1sico \u00e9 gigantesco e majorit\u00e1rio ao ponto de se fazer pejora\u00e7\u00e3o social a quem cultiva e exercita a linguagem escorreita.<\/h4>\n<h4>Veja-se que, no sentido ora trabalhado, a dita &#8220;cultura do analfabetismo funcional&#8221; n\u00e3o \u00e9 uma &#8220;cultura&#8221; propriamente, mas apenas &#8220;um estado meramente inercial desprovido justamente de cultura&#8221;.<\/h4>\n<h4>Se se avaliar pela perspectiva da &#8220;est\u00e9tica&#8221; em geral, o meramente &#8220;grotesco&#8221; \u00e9 chamado de &#8220;cultura&#8221; e pelo simples fundamento de que &#8220;\u00e9 assim porque muita gente faz assim&#8221;. O mesmo se diga sobre a amabilidade intersocial&#8230;<\/h4>\n<h4>Diga-se, destarte e nessa ordem de ideias, que a cultura do grotesto \u00e9 justamente um estado da falta de cultivo (cultura ativa) do belo.&nbsp;<\/h4>\n<h4>Fica claro ao leitor, j\u00e1, o poder de &#8220;enfeiti\u00e7amento&#8221; de um &#8220;jogo de palavras&#8221;?<\/h4>\n<p>Aumenta a posse de bens materiais &#8211; de consumo -, mas n\u00e3o a &#8220;consuma\u00e7\u00e3o humana&#8221;, que Ortega chamava de &#8220;altitude vital&#8221;, v\u00edcio de abund\u00e2ncia, a seu modo.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<h4>A percep\u00e7\u00e3o dessa brutaliza\u00e7\u00e3o da realidade \u00e9 amenizada pela &#8220;corrup\u00e7\u00e3o da linguagem&#8221;, particularmente com a corrup\u00e7\u00e3o sem\u00e2ntica do termo &#8220;cultura&#8221;, que se esvazia da sem\u00e2ntica de progress\u00e3o elaborada, l\u00facida, para ser o mero &#8220;estado de coisas&#8221;, tal como que se manipula um afeto com &#8220;trocadilho de nomes&#8221;.<\/h4>\n<h4>O monumental Plat\u00e3o (428 &#8211; 348 a.C.) j\u00e1 observara fundamentadamente na A REP\u00daBLICA que o que se passa na psique coletiva se passa na psique individual, mas que \u00e9 plenamente poss\u00edvel \u00e0 alma individual superar sua sociedade, por tantos autores chamadas de rebanho, e o nome dessa &#8220;for\u00e7a&#8221; \u00e9 &#8220;liberdade&#8221;.<\/h4>\n<h4>Ou seja, \u00e9 poss\u00edvel CULTIVAR-SE, buscando, por si, a supera\u00e7\u00e3o dos meros &#8220;estados inerciais&#8221; com nome de cultura at\u00e9 por for\u00e7a de lei, mas que n\u00e3o cultivam, sen\u00e3o cativam sensos de pertencimento, sect\u00e1rios, etc&#8230;, entre outras formas de pseudo compensa\u00e7\u00e3o de n\u00e3o ser &#8220;dono de si&#8221;.<\/h4>\n<h4>No limite nosso maior tesouro vital \u00e9 o nosso senso de &#8220;perfectibilidade&#8221;, que \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o biogr\u00e1fica evolutiva reflex\u00e3o sobre ela, ou seja, \u00e9 um projeto de &#8220;cultivos&#8221; passados e colheitas sucessivas, em processos continuados e reparat\u00f3rios igualmente sucessivos, sem &#8220;ruptura&#8221; de unidade. O drama da nossa liberdade \u00e9 que o &#8220;simples estado &#8221; n\u00e3o \u00e9, de per si, libert\u00e1rio, mas s\u00f3 a a\u00e7\u00e3o interarticulativa dos tempos vividos (social ou individualmente) mesmo.<\/h4>\n<h4>Para concluir com Ortega: &#8220;o homem massa \u00e9 o homem cuja vida carece de projeto e caminha ao acaso. Por isso, n\u00e3o constr\u00f3i nada, ainda que suas possibilidades, seus poderes, sejam enormes.&#8221; E todo esse &#8220;n\u00e3o cultivo&#8221;, conforme anotado, se mascara sob um &#8220;jogo de nomes&#8221;. Ningu\u00e9m \u00e9 culto por um mero padr\u00e3o de conformidade, mas sim um mero &#8220;homem massa&#8221;.<\/h4>\n<h4>SP, 18\/10\/22<\/h4>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"889\" src=\"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/paleta-de-cores-5-1-1024x889.png\" alt=\"\" loading=\"lazy\" srcset=\"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/paleta-de-cores-5-1-1024x889.png 1024w, https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/paleta-de-cores-5-1-300x261.png 300w, https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/paleta-de-cores-5-1-768x667.png 768w, https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/paleta-de-cores-5-1.png 1056w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"><\/p>\n<p><strong>Vicente do Prado Tolezano \u00e9 graduado em direito pe\u00e7a PUC\/SP e Mestre em Filosofia pela Faculdade do Mosteiro de S\u00e3o Bento de S\u00e3o Paulo. Dissertou sobre a Metaf\u00edsica de Arist\u00f3teles. \u00c9 articulistas, palestrante, professor e diretor da Casa da Cr\u00edtica e da Tolezano Advogados.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Tem forma\u00e7\u00f5es complementares diversas na \u00e1rea da Gest\u00e3o, Psican\u00e1lise, Media\u00e7\u00e3o, Filosofia Clinica, L\u00f3gica e Argumenta\u00e7\u00e3o e outras sobre a Alma Humana.<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"405\" height=\"225\" src=\"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/1.png\" alt=\"\" loading=\"lazy\" srcset=\"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/1.png 405w, https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/1-300x167.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 405px) 100vw, 405px\"><br \/>\n<a href=\"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/curso-trivium-turma-nova\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"405\" height=\"225\" src=\"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/2.png\" alt=\"\" loading=\"lazy\" srcset=\"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/2.png 405w, https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/2-300x167.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 405px) 100vw, 405px\">\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/seriecontosbrasileiros\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"405\" height=\"225\" src=\"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/3.png\" alt=\"\" loading=\"lazy\" srcset=\"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/3.png 405w, https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/3-300x167.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 405px) 100vw, 405px\">\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/serie-analfabetismo-funcional\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"405\" height=\"225\" src=\"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/5.png\" alt=\"\" loading=\"lazy\" srcset=\"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/5.png 405w, https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/5-300x167.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 405px) 100vw, 405px\">\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/serieartedeamar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"405\" height=\"225\" src=\"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/4.png\" alt=\"\" loading=\"lazy\" srcset=\"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/4.png 405w, https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/4-300x167.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 405px) 100vw, 405px\">\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O termo cultura foi bastante corrompido para denotar &#8220;mero estado&#8221; como se &#8220;a\u00e7\u00e3o de cultivo&#8221; fosse. Os efeitos danosos s\u00e3o imensos.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":23876,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[49],"tags":[19,607,42,43,606,431,84],"class_list":["post-9264","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos-educacao","tag-analfabetismo","tag-crise-cultural","tag-cultura","tag-funk","tag-homem-massa","tag-ortega-y-gasset","tag-platao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9264","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9264"}],"version-history":[{"count":49,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9264\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":23886,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9264\/revisions\/23886"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/23876"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9264"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9264"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9264"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}