{"id":34171,"date":"2025-05-04T07:32:50","date_gmt":"2025-05-04T10:32:50","guid":{"rendered":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/?p=34171"},"modified":"2025-05-04T16:45:45","modified_gmt":"2025-05-04T19:45:45","slug":"virtudes-tema-eterno-perspectivas-de-platao-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/virtudes-tema-eterno-perspectivas-de-platao-3\/","title":{"rendered":"VIRTUDES, TEMA ETERNO, PERSPECTIVAS DE PLAT\u00c3O"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"34171\" class=\"elementor elementor-34171\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-728569d7 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"728569d7\" data-element_type=\"section\" data-settings=\"{&quot;background_background&quot;:&quot;classic&quot;}\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-39e976c1\" data-id=\"39e976c1\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-2060e9b7 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"2060e9b7\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-xl\">Virtudes, Tema Eterno, Perspectivas de Plat\u00e3o<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-25907567 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"25907567\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h4 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000000;\">Artigo do Vicente Tolezano<\/span><\/h4><p><span style=\"color: #000000;\">O tema das virtudes, a rigor, n\u00e3o \u00e9 novo nem antigo, mas perene. Afinal, condiz com a mais inevit\u00e1vel das quest\u00f5es humanas que \u00e9: como viver a vida? As reflex\u00f5es dos pensadores gregos cl\u00e1ssicos seguem a iluminar. Neste artigo, nosso foco \u00e9 discorrer rapidamente sobre a vis\u00e3o de Plat\u00e3o (428 \u2013 348 a.C.) a respeito delas.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Virtude (\u1f00\u03c1\u03b5\u03c4\u03ae, em grego) significa for\u00e7a, bem-aventuran\u00e7a ou excel\u00eancia, no sentido de vida humana excelentemente vivida, no que respeita a\u00a0\u00a0uma valora\u00e7\u00e3o moral e espiritual. O oposto da virtude \u00e9 o v\u00edcio (\u03b4\u03b9\u03b1\u03c6\u03b8\u03bf\u03c1\u03ac), que significa fraqueza, desvio, corrup\u00e7\u00e3o, etc\u2026 e carrega valora\u00e7\u00e3o pejorativa.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">H\u00e1 um sentido em dizer \u201cvirtude\u201d como \u201ca virtude\u201d, um senso do\u00a0todo\u00a0, da posse de uma excel\u00eancia em geral, como um \u201ccar\u00e1ter virtuoso, bondoso, forte\u201d, etc\u2026 ou dizer \u201cvirtude\u201d como \u201cfra\u00e7\u00f5es da virtude em geral\u201d, fra\u00e7\u00f5es essas que n\u00e3o s\u00e3o exatamente divis\u00f5es reais, fixas, mas sim divis\u00f5es meramente mentais para facilita\u00e7\u00e3o de entendimento.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Virtude n\u00e3o pode ser dada a ningu\u00e9m, sen\u00e3o, no m\u00e1ximo, podem-se dar orienta\u00e7\u00e3o e exemplo, mas necessariamente virtude \u00e9 uma conquista pessoal, de si sobre si, ou simplesmente n\u00e3o \u00e9 virtude.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">A considera\u00e7\u00e3o anterior abre as portas para o entendimento de um aspecto central na teoria das virtudes, que \u00e9 seu aspecto objetivo, independente do meio social. Plat\u00e3o inclusive cunhou, no di\u00e1logo A Rep\u00fablica, a met\u00e1fora do \u201chomem ouro\u201d, aquele homem excelente a tal ponto que n\u00e3o \u00e9 influenciado pelo meio, tal que ser\u00e1 virtuoso por si, nada lhe importando se o seu meio for plenamente viciado.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">A oportunidade da met\u00e1fora \u00e9 tal que o ouro \u00e9 o metal mais resistente \u00e0 oxida\u00e7\u00e3o. Fica claro que h\u00e1 grande intimidade entre os sensos de \u201cvirtude\u201d e \u201csantidade\u201d. A intimidade \u00e9 t\u00e3o grande que ambas compartilham m\u00e9trica \u201cmeta mundana\u201d, transcendente da vida e conven\u00e7\u00f5es sociais, jur\u00eddicas, pol\u00edticas, etc\u2026<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Para a cosmovis\u00e3o grega, inclusive mas n\u00e3o limitada ao pensamento de Plat\u00e3o, a cosmovis\u00e3o atual que temos de afirmar muito categoricamente que o \u201chomem \u00e9 filho do meio\u201d oscilaria entre o ris\u00edvel e o vergonhoso.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">A cosmovis\u00e3o dos helenos era de que o homem era filho do cosmos, cabendo-lhe captar a ordem c\u00f3smica para si (senso de voca\u00e7\u00e3o) e mover-se de acordo com ela num processo de desenvolvimento sucessivo de \u201cvit\u00f3ria sobre si\u201d e cujo oposto \u00e9 a \u201cautoderrota\u201d.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">A p\u00f3lis, a comunidade, o meio, etc\u2026 podem at\u00e9 ser um obst\u00e1culo para a posse das virtudes ao inv\u00e9s de ser \u201cprovedora\u201d delas. Ali\u00e1s, a maior dor existencial de Plat\u00e3o, da qual jamais se resignou, foi a injusti\u00e7a social feita contra o mais virtuoso dos homens, S\u00f3crates, que foi condenado \u00e0 morte num julgamento totalmente manipulado.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Os sensos de \u201cvit\u00f3ria sobre si\u201d ou de \u201cautoderrota\u201d n\u00e3o s\u00e3o \u201cmeras palavras\u201d sem propriedade. Suas consist\u00eancias decorrem de uma concep\u00e7\u00e3o muito pormenorizada de uma \u201cestrutura fragmentada da alma\u201d e tal que h\u00e1 vit\u00f3ria sobre si quando esses fragmentos se conciliam por meio da virtude e h\u00e1 derrota quando, pelos v\u00edcios, esses fragmentos se dissociam mais.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">O espec\u00edfico tema da fragmenta\u00e7\u00e3o da alma ser\u00e1 objeto de artigo pr\u00f3prio deste autor.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Um dos efeitos da posse da aret\u00e9 \u00e9 o gozo da felicidade, felicidade aqui discernida como um bem espiritual, muito mais contundente que os sensos de prazer ou de sucesso, bens \u201ceventualmente\u201d \u00fateis, mas materiais e, portanto, pass\u00edveis de ser \u201couro de tolos\u201d.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Plat\u00e3o tinha muita lucidez quanto \u00e0\u00a0\u00a0possibilidade\u00a0da\u00a0\u00a0vida ser bem guarnecida de prazer, de sucesso, de conforto, etc\u2026, mas ser infeliz. S\u00f3crates, a seu turno, o maior paradigma intelectual e de vida virtuosa de Plat\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o era rico ou poderoso como sofreu a mais terr\u00edvel das injusti\u00e7as,\u00a0mas morreu feliz e tamb\u00e9m convicto da sua felicidade\u00a0<em>post mortem<\/em>, c\u00f4nscio do que se passava, certo da sua conduta bem orientada a partir de uma ordem c\u00f3smica atuante sobre a ordem meramente convencional\u00a0. Toda trama, drama e banho de lucidez sobre o particular est\u00e1 no di\u00e1logo F\u00e9don.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">A disciplina, por sua vez, que estuda as virtudes e os meios de seu alcance, e por via de consequ\u00eancia a felicidade, \u00e9 a \u201c\u00e9tica\u201d (\u03b7\u03b8\u03b9\u03ba\u03c9\u03bd). Ainda usamos contemporaneamente esse termo, mas at\u00e9 mesmo pela nossa altera\u00e7\u00e3o de cosmovis\u00e3o, alteramos seu sentido de \u201cvi\u00e9s transcendente\u201d, de conex\u00e3o at\u00e9 divina, dos gregos para regras de \u201cviabilidade da conviv\u00eancia social\u201d.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Passemos \u00e0s virtudes principais, vistas pela perspectiva de fra\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Plat\u00e3o inventariava em 4 as virtudes basilares, tamb\u00e9m ditas cardeais, comumente ditas por Sabedoria (<a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/www.perseus.tufts.edu\/hopper\/morph?l=fronh%2Fsei&amp;la=greek&amp;can=fronh%2Fsei0&amp;prior=e(\/phtai\">\u03c6\u03c1\u03bf\u03bd\u03ae\u03c3\u03b5\u03b9<\/a>), Temperan\u00e7a (<a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/www.perseus.tufts.edu\/hopper\/morph?l=sw%2Ffrwn&amp;la=greek&amp;can=sw%2Ffrwn0&amp;prior=nou=\">\u03c3\u03ce\u03c6\u03c1\u03c9\u03bd<\/a>), Justi\u00e7a (\u03b4\u03b9\u03ba\u03b1\u03b9\u03bf\u03c3\u03cd\u03bd\u03b7) e Coragem (<a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/www.perseus.tufts.edu\/hopper\/morph?l=a%29ndrei%2Fa&amp;la=greek&amp;can=a%29ndrei%2Fa0&amp;prior=%5d\">\u1f00\u03bd\u03b4\u03c1\u03b5\u03af\u03b1<\/a>). \u00c9 da prefer\u00eancia deste autor dizer \u201cdiscernimento\u201d em vez de Sabedoria, dizer \u201cautodom\u00ednio\u201d em vez de Temperan\u00e7a e dizer \u201cfortaleza\u201d em vez de Coragem.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">O discernimento (<a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/www.perseus.tufts.edu\/hopper\/morph?l=fronh%2Fsei&amp;la=greek&amp;can=fronh%2Fsei0&amp;prior=e(\/phtai\">\u03c6\u03c1\u03bf\u03bd\u03ae\u03c3\u03b5\u03b9<\/a>) \u00e9 a capacidade de inteligir ou entender, ser l\u00facido quanto a coisas, situa\u00e7\u00f5es, pessoas, separar valores bons de valores maus, raciocinar, ponderar objetivamente, estabelecer objetivos, etc\u2026 Discernir \u00e9 operar com sem\u00e2ntica.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Os opostos do discernimento s\u00e3o a ignor\u00e2ncia, ingenuidade e estupidez.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">N\u00e3o confundir discernimento com erudi\u00e7\u00e3o, at\u00e9 porque eruditos nada l\u00facidos n\u00e3o s\u00e3o poucos \u2026 Ademais, pessoas n\u00e3o eruditas mas muito l\u00facidas h\u00e1 tamb\u00e9m.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Analfabetos Funcionais, ou seja, a maior parte das pessoas, n\u00e3o t\u00eam a virtude do discernimento. Ao cabo, eles n\u00e3o t\u00eam \u201cfins sem\u00e2nticos\u201d, mas s\u00f3 fins \u201cfuncionais\u201d. Os desatentos cr\u00f4nicos, ent\u00e3o, sequer os tais \u201cfins funcionais\u201d t\u00eam.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">O discernimento dos car\u00e1cteres humanos \u00e9 uma capacidade de discernimento \u00e1rduo de se obter,\u00a0\u00a0coisa s\u00f3 alcan\u00e7\u00e1vel na senioridade. Ali\u00e1s, Plat\u00e3o \u00e9 uma grande fonte tamb\u00e9m para colher e articular elementos nas reflex\u00f5es dos car\u00e1cteres humanos. Uma dica: aproximar-se de qualquer pessoa sem ativamente se ocupar de discernir seu car\u00e1ter \u00e9 coisa de, cumulativamente, ignorante e ing\u00eanuo.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">O meio de desenvolvimento do discernimento \u00e9 a reflex\u00e3o s\u00f3bria muito ativa e muito constante. Diz-se est\u00fapido, por sua vez, aquele que recusa ativamente refletir e conhecer, nutrindo ojeriza a isso, comumente aliada a um senso de orgulho de repudiar a raz\u00e3o.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Autodom\u00ednio (<a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/www.perseus.tufts.edu\/hopper\/morph?l=sw%2Ffrwn&amp;la=greek&amp;can=sw%2Ffrwn0&amp;prior=nou=\">\u03c3\u03ce\u03c6\u03c1\u03c9\u03bd<\/a>), por sua vez, denota tanto (i) a capacidade de aplicar o discernimento a situa\u00e7\u00f5es concretas no absolutamente aqui e agora quanto (ii) a capacidade de n\u00e3o reagir por \u00edmpeto emocional.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Os opostos do autodom\u00ednio s\u00e3o a reatividade, sugestionabilidade, instabilidade, precipita\u00e7\u00e3o, procrastina\u00e7\u00e3o, compuls\u00e3o, lux\u00faria, apatia, etc\u2026<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">A virtude do autodom\u00ednio \u00e9 a mais \u00e1rdua para se obter e tamb\u00e9m a mais ruinosa de carecer. Sem ela, a pessoa est\u00e1 simplesmente \u00e0 deriva completa ante\u00a0\u00a0in\u00fameras manipula\u00e7\u00f5es e sedu\u00e7\u00f5es do dia a dia. Fala-se demasiado correntemente do v\u00edcio em dopamina \u2013 caso t\u00edpico da falta de autodom\u00ednio, seja pela sujei\u00e7\u00e3o \u00e0 pornografia, \u00e1lcool, droga, entretenimento chulo, jogos, etc\u2026<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">O alcance do autodom\u00ednio passa por toda a educa\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3prios afetos e temperamentos pessoais. Ou seja, inclui o corpo e os desejos.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">A met\u00e1fora de \u201csangue frio\u201d para o autodom\u00ednio \u00e9, em parte, boa, mas carrega um perigo de validar a \u201capatia\u201d ou \u201cindiferentismo\u201d como se bons fossem. Um ap\u00e1tico ou um indiferente certamente j\u00e1 trabalharam em si seus afetos mas o fizeram tamb\u00e9m viciosamente, de forma defensiva.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Uma afetividade equilibrada, n\u00e3o reativa, passa por ter afetos harmonicamente equilibrados e jamais anulados como fazem os ap\u00e1ticos e indiferentes.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Grandes recursos para a tonifica\u00e7\u00e3o afetiva e de autodom\u00ednio pugnados por Plat\u00e3o s\u00e3o a gin\u00e1stica e a m\u00fasica. Oportunamente, ser\u00e3o temas de artigos por parte deste autor.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">A justi\u00e7a (\u03b4\u03b9\u03ba\u03b1\u03b9\u03bf\u03c3\u03cd\u03bd\u03b7) \u00e9 tema ampl\u00edssimo, repleto de deriva\u00e7\u00f5es, nuan\u00e7as e vi\u00e9ses. O aspecto a destacar neste artigo \u00e9 de um equil\u00edbrio entre \u201cdar\u201d e \u201creceber\u201d e, ainda, numa perspectiva de cristaliza\u00e7\u00e3o geral de car\u00e1ter.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Dar \u00e9 uma das grandes caracter\u00edsticas propriamente humanas e nosso principal meio de contribui\u00e7\u00e3o. Quem n\u00e3o d\u00e1, d\u00e1 pouco, d\u00e1 insinceramente, d\u00e1 com desgosto n\u00e3o \u00e9 justo, mas sim avaro, parasita, sovina, acumulador, hip\u00f3crita, etc\u2026<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o justos os que d\u00e3o mal (\u00e0 pessoa errada, na hora errada, na oportunidade errada, etc\u2026). Podem ser ing\u00eanuos, masoquistas, desperdi\u00e7adores, etc\u2026<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Igualmente viciado em injusti\u00e7a \u00e9 o pratica injusti\u00e7a contra si e que n\u00e3o exige receber o que lhe \u00e9 devido nos limites do razo\u00e1vel, caso que pode at\u00e9 implicar o masoquismo.\u00a0\u00a0 Exigir justi\u00e7a a si \u00e9, inclusive, meio de dar ajuda ao pr\u00f3ximo para que este n\u00e3o se corrompa arruinando a n\u00f3s. Vem de S\u00f3crates o asserto que a n\u00e3o puni\u00e7\u00e3o de um culpado \u00e9, inclusive, uma grande injusti\u00e7a contra este pr\u00f3prio, que \u201cnormaliza\u201d o absurdo. Sim, no sentido aqui tratado, o masoquista e o d\u00e9bil em autoestima s\u00e3o mesquinhos.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">A fortaleza (<a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/www.perseus.tufts.edu\/hopper\/morph?l=a%29ndrei%2Fa&amp;la=greek&amp;can=a%29ndrei%2Fa0&amp;prior=%5d\">\u1f00\u03bd\u03b4\u03c1\u03b5\u03af\u03b1<\/a>) tamb\u00e9m tem espectro sem\u00e2ntico amplo. Vamos c\u00e1 focar o seu aspecto fulcral, que \u00e9 a boa gest\u00e3o sobre o pior dos conselheiros humanos que \u00e9 o medo. Medo n\u00e3o filtrado, por sua vez, aniquila uma das grandes dimens\u00f5es do esp\u00edrito humano que \u00e9 a esperan\u00e7a.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">A ideia de que fortaleza \u00e9 a capacidade de matar drag\u00f5es com uma espada \u00e9 uma ideia romantizada e apenas nada mais que isso. Em sentido estrito, matar drag\u00f5es s\u00f3 e s\u00f3 \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o da fortaleza se este drag\u00e3o \u00e9, em efeito, um obst\u00e1culo a uma miss\u00e3o nobre a cumprir, tal que ser\u00e1, naquele contexto, covardia n\u00e3o o matar.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Nada \u00e9 mais covarde do que n\u00e3o cumprir uma miss\u00e3o efetiva por medo. Isso \u00e9 particularmente f\u00e1cil de observar nos casos de voca\u00e7\u00e3o e amor em geral. A generalidade das pessoas declara ardorosamente que quer cumprir voca\u00e7\u00e3o (que \u00e9 altamente imbricada com o destino) e amar, mas, tantas e tantas vezes, por medo disso se sabotam\u00a0\u00a0por meio de apegos e subterf\u00fagios m\u00faltiplos. Todos conhecemos muitos covardes assim.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Regra pr\u00e1tica para constatar a covardia: o volume de apegos que a pessoa nutre e defende exaltadamente.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">O senso c\u00e1 pugnado, pois, \u00e9 de n\u00e3o paralisar miss\u00e3o efetiva por medo. A cada ato de covardia, tenha certeza o leitor, o grau de esperan\u00e7a da pessoa desce e da\u00ed gera mais medo, que implica em minora\u00e7\u00e3o da esperan\u00e7a, num ciclo viciado abomin\u00e1vel.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Ao cabo: se uma das virtudes cardeais faltar muito, as demais n\u00e3o operar\u00e3o e todo o conjunto d`alma declina. \u201cViver \u00e9 dificultoso\u201d, dizia o Guimar\u00e3es Rosa. Temos, entre outros, Plat\u00e3o, para ajudar na \u201cTravessia\u201d.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Plat\u00e3o est\u00e1 h\u00e1 25 s\u00e9culos nos iluminado e assim seguir\u00e1. Em breve, teremos aqui na Casa da Cr\u00edtica um curso sobre a Filosofia de Plat\u00e3o em especial sobre A Rep\u00fablica, um curso orientado para prover, acima de tudo, senso de virtudes c\u00e1 indicado. Seremos professores eu e o Dr. Joathas Bello.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">\u00a0SP, 04\/05\/25<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-b8508fc elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"b8508fc\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-2ac604a7\" data-id=\"2ac604a7\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-6c449c29 elementor-widget-divider--view-line elementor-widget elementor-widget-divider\" data-id=\"6c449c29\" 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Afinal, condiz com a mais inevit\u00e1vel das quest\u00f5es humanas que \u00e9: como viver a vida? As reflex\u00f5es dos pensadores gregos cl\u00e1ssicos seguem a iluminar. Neste artigo, nosso foco \u00e9 discorrer rapidamente sobre [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":34182,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-34171","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34171","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34171"}],"version-history":[{"count":16,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34171\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":34192,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34171\/revisions\/34192"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/34182"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34171"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34171"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34171"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}