{"id":29982,"date":"2024-06-12T20:07:13","date_gmt":"2024-06-12T23:07:13","guid":{"rendered":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/?p=29982"},"modified":"2024-06-12T20:17:24","modified_gmt":"2024-06-12T23:17:24","slug":"consonancia-e-dissonancia-cognitivas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/consonancia-e-dissonancia-cognitivas\/","title":{"rendered":"Conson\u00e2ncia e Disson\u00e2ncia Cognitivas"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"29982\" class=\"elementor elementor-29982\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-23be1ce9 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"23be1ce9\" data-element_type=\"section\" data-settings=\"{&quot;background_background&quot;:&quot;classic&quot;}\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-4d347b37\" data-id=\"4d347b37\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-665daebb elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"665daebb\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-xl\">CONSON\u00c2NCIA E DISSON\u00c2NCIA COGNITIVAS<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-75ca2ce8 elementor-drop-cap-yes elementor-drop-cap-view-default elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"75ca2ce8\" data-element_type=\"widget\" data-settings=\"{&quot;drop_cap&quot;:&quot;yes&quot;}\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h4 style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">Artigo do Vicente do Prado Tolezano.\u00a0<\/span><\/strong><\/h4><p><span style=\"color: #000000;\">Ao menos desde Plat\u00e3o (428 \u2013 348 a.C.) j\u00e1 se assenta que a alma humana, distinta da animal, \u00e9 naturalmente \u201cpartida\u201d, particularmente \u201ctripartida\u201d para esse gigante do pensamento. Ademais, assenta-se tamb\u00e9m que ser\u00e1 a harmonia entre essas tr\u00eas partes o que outorga, mais que mera intelig\u00eancia, a pr\u00f3pria SANIDADE ps\u00edquica.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">H\u00e1 uma parte que PERCEBE os dados da realidade, sejam eles objetos externos, sejam eles estados interiores nossos. Ao perceber, por exemplo, um c\u00e3o raivoso, tamb\u00e9m percebo o afeto de medo em mim. Essa parte pode at\u00e9 \u201cexclamar\u201d, mas n\u00e3o dirige a \u201cfala\u201d.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Outra parte da alma \u00e9 a parte INTELECTIVA, a que opera com concep\u00e7\u00e3o de conceitos\/ideias de car\u00e1ter abstrato. Essa parte \u201centende\u201d nexos causais entre as coisas, faz racioc\u00ednios, hierarquiza valores, p\u00f5e coisas em perspectivas de propor\u00e7\u00f5es, etc&#8230; Tamb\u00e9m \u00e9 a parte intelectiva a que articula a nossa linguagem, para al\u00e9m da mera exclama\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">A outra parte da nossa alma \u00e9 a VOLITIVA, a que se incumbe da VONTADE humana, que \u00e9 nosso \u201cPRINC\u00cdPIO DE A\u00c7\u00c3O\u201d. Essa \u00e9 a mais \u00edntima parte de nossa alma e \u00e9, a rigor, a que mais define nossa ess\u00eancia.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">N\u00e3o se confunda a vontade com o \u201cmero desejo\u201d (forma de paix\u00e3o). Nossos desejos h\u00e3o de ser \u201cpercebidos\u201d e n\u00e3o s\u00e3o propriamente \u201cdeliberados\u201d. Ali\u00e1s, comumente a vontade \u00e9 exatamente uma gest\u00e3o, supress\u00e3o ou modula\u00e7\u00e3o dos tais desejos percebidos, pois, em sentido bruto, eles s\u00e3o \u201cdissonantes\u201d.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Exemplificamos: se h\u00e1 10 mulheres lindas e dispon\u00edveis e um homem num mesmo ambiente, \u00e9 prov\u00e1vel que ele \u201cdeseje\u201d (rea\u00e7\u00e3o) as tais 10 mulheres ou, ao menos, v\u00e1rias delas. Logo, ele n\u00e3o \u201cquer\u201d nenhuma. O tal homem ter\u00e1 \u201cvontade\u201d (a\u00e7\u00e3o) se quiser uma das 10 mulheres ou nenhuma delas, independentemente de quantas ele \u201cmeramente desejar\u201d (rea\u00e7\u00e3o).<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Em suma: muito antes de Freud, j\u00e1 se sabia da \u201cirracionalidade\u201d dos desejos (que o psicanalista atribui ao inconsciente), sendo a vontade a for\u00e7a humana contra o caos desejante (que o psicanalista atribui \u00e0 consci\u00eancia).<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Animais s\u00f3 t\u00eam a parte perceptiva e, claro, os demais aparatos instintivos para sobreviver. At\u00e9 porque n\u00e3o \u201cunit\u00e1rios\u201d n\u00e3o mentem e nem tem como se dissociar (dissonar).<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">\u00c0 harmoniza\u00e7\u00e3o da triparti\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m se d\u00e3o os nomes de \u201cassocia\u00e7\u00e3o\u201d, \u201cintegra\u00e7\u00e3o\u201d, \u201cconson\u00e2ncia\u201d, \u201ctonifica\u00e7\u00e3o\u201d, \u201cintegridade\u201d ou \u201cautenticidade\u201d.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Como termos opostos ao dito senso de estado integra\u00e7\u00e3o se usam as express\u00f5es \u201cdesintegra\u00e7\u00e3o\u201d, \u201cdesuni\u00e3o\u201d, \u201cinautenticidade\u201d ou \u201cDISSON\u00c2NCIA COGNITIVA\u201d, assumido que as 3 partes da alma s\u00e3o \u201ccogni\u00e7\u00f5es\u201d (e o s\u00e3o em sentido amplo).<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Por vezes, se usa o termo disson\u00e2ncia cognitiva para indicar n\u00e3o apenas o estado de dissociado, mas o ato de manipula\u00e7\u00e3o externa para algu\u00e9m dissocie as suas faculdades de perceber, pensar e querer.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Meios ordin\u00e1rios da disson\u00e2ncia cognitiva: a) mentira; b) incoer\u00eancia; c) sabotagem.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Se h\u00e1 uma ma\u00e7\u00e3 \u00e0 frente, mas a pessoa diz que h\u00e1 uma pera ou que nada h\u00e1 est\u00e1 mentindo, praticando a mais cl\u00e1ssica forma de desintegra\u00e7\u00e3o pessoal. Pode-se mentir para terceiros e para si sobre o que se percebe do exterior, sobre o afeto que sente, sobre o pensamento que se tem e sobre a vontade pr\u00f3pria.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">A incoer\u00eancia e a sabotagem s\u00e3o, por sua vez, filhas da m\u00e3e mentira e sempre carregam o DNA desta. Veja exemplos absolutamente corriqueiros:<\/span><\/p><ol><li><span style=\"color: #000000;\">a pessoa declara que comer gl\u00faten faz mal \u00e0 sa\u00fade, mas n\u00e3o hesita em comer pizza, coxinha, p\u00e3o, etc&#8230; Isso \u00e9 incoer\u00eancia dissonante, por \u201cinocente\u201d que pare\u00e7a;<\/span><\/li><li><span style=\"color: #000000;\">a pessoa declara que a ama seu trabalho, seu chefe, sua equipe, que l\u00e1 \u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o da vida, mas volta para casa todo dia em t\u00e9dio crescente porque, em efeito, odeia o que faz. A quest\u00e3o \u00e9 a mesma com respeito \u00e0 pessoa que reclama, reclama e reclama do trabalho, do relacionamento ou de um v\u00ednculo qualquer mas apega-se a ele com unhas e dentes anos e anos a fio. S\u00e3o autossabotagens mais comuns que peixes no mar, igualmente dissonantes.<\/span><\/li><\/ol><p><span style=\"color: #000000;\">Vista com um m\u00ednimo de forma adulta e objetividade, toda disson\u00e2ncia \u00e9 RID\u00cdCULA e c\u00f4mica, ali\u00e1s, tragic\u00f4mica. Via de regra, a humanidade \u00e9 \u201cridiculamente fraca\u201d. Honor\u00e9 de Balzac\u00a0(<a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/1799\">1799<\/a>\u00a0\u2013\u00a0<a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/1850\">1850<\/a>), denunciante \u00e1cido e incans\u00e1vel das disson\u00e2ncias cognitivas sem fim, deu com justi\u00e7a o nome de A COM\u00c9DIA HUMANA ao conjunto de suas obras.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">De cada ato de disson\u00e2ncia cognitiva que emerge, a fraqueza das dimens\u00f5es ps\u00edquicas fundamentais do car\u00e1ter vai crescente. Ou seja, a autoestima e o senso de pot\u00eancia enfraquecem e podem ir ao ponto de colapso ps\u00edquico.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Ainda que n\u00e3o se aperceba de plano, quanto mais dissociado algu\u00e9m \u00e9, pior a aprecia\u00e7\u00e3o que faz de si, por mais que se dissimule (dissimula\u00e7\u00f5es j\u00e1 s\u00e3o, em si, disson\u00e2ncia) e de menos energia ativa se goza para que as \u201cvontades\u201d ven\u00e7am desejos, pelo que o senso de \u201cimpot\u00eancia\u201d vai se instalando passo a passo.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Tamb\u00e9m n\u00e3o duvide que o fundo do po\u00e7o dos dissociados \u00e9 \u201cloucura feia de ver e muito pior de viver\u201d \u2013 coisa de dor moral (car\u00eancia, ang\u00fastia, desespero, colapso, apatia, etc&#8230; e crescentes at\u00e9 que a veracidade, a coer\u00eancia e a fidelidade a si se restaurem).<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">A pra\u00e7a p\u00fablica (sociedade pol\u00edtica) sempre carregar\u00e1 muita disson\u00e2ncia cognitiva idiotizante das pessoas. N\u00e3o h\u00e1 sociedade pol\u00edtica sem que as massas aplaudam a \u201croupa nova do rei\u201d que est\u00e1 nu, conforme o cl\u00e1ssico conto de fadas de Hans Christian Andersen. N\u00e3o h\u00e1, igualmente, sociedade pol\u00edtica sem tra\u00e7os razo\u00e1veis da caverna de Plat\u00e3o, das Matrixes e das distopias de Huxley.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">O foco deste artigo, contudo, \u00e9 o \u201cvarejo\u201d das rela\u00e7\u00f5es interpessoais em geral e n\u00e3o o \u201catacado\u201d da sociedade pol\u00edtica.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Como os vulner\u00e1veis (os dissociados) s\u00e3o muitos, h\u00e1 sempre fartura de presas para os ca\u00e7adores. O encontro humano entre ca\u00e7ador e presa se chama rela\u00e7\u00e3o de poder (sem nexo direto no sentido acima de \u201cpoder pol\u00edtico\u201d), o qual, por pouco intuitivo que pare\u00e7a, se funda na \u201cfraqueza da presa\u201d e n\u00e3o na \u201cfor\u00e7a do ca\u00e7ador\u201d.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">A despeito de ser \u201ccanalhice\u201d sim, \u00e9 deveras f\u00e1cil dissociar as pessoas. S\u00f3 quem nutre um constante zelo l\u00facido e ativo pela sua integridade, veracidade, autenticidade, coer\u00eancia, etc&#8230; pode resistir aos ataques de disson\u00e2ncia cognitiva. Sem tais qualidades, o caso \u00e9 de \u201cincautos\u201d frente a sempre perigosos \u201cencontros humanos\u201d.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Vejamos exemplos do cotidiano de \u201cataques por meio da disson\u00e2ncia cognitiva\u201d, geradora de mais disson\u00e2ncia cognitiva e idiotiza\u00e7\u00e3o dos passivos a ela.<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Exemplo 01: a Sedu\u00e7\u00e3o!<\/strong><\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">A antiqu\u00edssima \u201carte\u201d da sedu\u00e7\u00e3o consiste em ati\u00e7ar desejos, expectativas e fantasias no seduzido, desejos que o sedutor j\u00e1 sabe de antem\u00e3o que n\u00e3o vai satisfazer. Sedu\u00e7\u00e3o \u00e9 \u00edntima da dimens\u00e3o sexual, mas n\u00e3o \u00e9 restrita a ela.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Ela instabiliza as capacidades de percep\u00e7\u00e3o e julgamento da v\u00edtima, sujeitas \u00e0 oscila\u00e7\u00e3o ou ambiguidade de afetos ora de ternura, ora de desprezo, ora presentes, ora ausentes, etc&#8230;<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Desde os Mitos Cl\u00e1ssicos da Esfinge e do Canto das Sereias j\u00e1 se advertem dos efeitos de INSANIDADE por disson\u00e2ncia cognitiva da sedu\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Quanto mais exausto, insano afetiva e mentalmente fica o seduzido, mais prostrado e cativo tende a ficar perante o sedutor, at\u00e9 que seja \u201cdescartado\u201d por este quando j\u00e1 estiver como um zumbi idiotizado, hora do gozo-mor do sedutor.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">O processo de sucumb\u00eancia do seduzido \u00e9 o processo de disson\u00e2ncia cognitiva sucessiva, tal que a percep\u00e7\u00e3o, entendimento e vontade j\u00e1 \u201cpeleiam entre si\u201d, dificultando de ver o \u00f3bvio de que a fantasia \u00e9 s\u00f3 fantasia perversa mesmo e que o pr\u00f3prio seduzido passou a mentir para si, a ficar incoerente consigo e a se autossabotar para \u201cajudar o sedutor lhe vampirizar\u201d passinho a passinho.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Vamos deixar uma dica de leitura de op\u00fasculo muito singelo e sucinto, mas l\u00facido para demonstrar o esquema da sedu\u00e7\u00e3o: A Esfinge Sem Segredo, de Oscar Wilde, esse grande especialista sobre a \u201cArte da Sedu\u00e7\u00e3o\u201d.<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Exemplo 02: Ass\u00e9dios Organizacionais<\/strong><\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">At\u00e9 existem, mas s\u00e3o poucas as hierarquias organizacionais que n\u00e3o sejam encontros porcamente mediados entre ca\u00e7adores e presas humanas!<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Abordamos aqui, em particular pela experi\u00eancia direta deste articulista, o dito \u201cmundo corporativo\u201d, o qual, a rigor, deveria ser chamado de \u201cinferno corporativo\u201d mesmo.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Via de regra de poucas exce\u00e7\u00f5es, os \u00fanicos passaportes de tr\u00e2nsito nesse \u201cinferno\u201d s\u00e3o bajula\u00e7\u00e3o (elogios totalmente insinceros), ataque passivo agressivo (censuras hip\u00f3critas), ambiguidade afetiva (geradora de exaspera\u00e7\u00e3o) e incoer\u00eancias diversas entre muitas formas de ass\u00e9dio.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Em artigos e v\u00eddeos j\u00e1 publicados no nosso site (casadacritica.com.br) e futuros s\u00e3o pormenorizados v\u00e1rios desses esquemas dissociantes. Neste artigo, o foco ser\u00e1 no \u201cpin\u00e1culo\u201d da dissocia\u00e7\u00e3o corporativa: o Workaholic.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">O Workaholic \u00e9, a rigor, um dissociado que j\u00e1 h\u00e1 muito est\u00e1 sendo assediado e j\u00e1 desceu muito no po\u00e7o feito da disson\u00e2ncia cognitiva e, comumente, \u00e9 tamb\u00e9m um dissociante de quem est\u00e1 abaixo dele hierarquicamente. Comumente, ele \u00e9 a for\u00e7a motriz dos \u201cpassaportes\u201d antes aludidos.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">O Workaholic passa a considerar a \u201ccorpora\u00e7\u00e3o\u201d, chefes, hierarquia, mercado, etc&#8230; como as \u201cr\u00e9guas da verdade\u201d e \u201cmonop\u00f3lio da bondade\u201d. A ele, vida e carreira s\u00e3o sin\u00f4nimos entre si.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Por paradoxal que pare\u00e7a na superf\u00edcie, ele \u00e9 altamente improdutivo. Deixa de produzir (sua integridade, a integridade alheia, afetos efetivos, amorosidade, cogni\u00e7\u00e3o amadurecida, etc&#8230;) porque tem que trabalhar compulsivamente. Isso \u00e9, sim, autossabotagem de car\u00e1ter servil, por mais fantasiosamente dissimulada que seja. A rigor, ele n\u00e3o \u201cquer\u201d isso, no sentido de ter \u201cvontade\u201d. Ele s\u00f3 tem \u201cdesejo\u201d mesmo, muito desejo, no sentido exato em que \u201cmuito desejo \u00e9 pouqu\u00edssima raz\u00e3o e \u00e9 a chave de cativeiro\u201d.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">A incoer\u00eancia dele \u00e9 que vive para trabalhar e n\u00e3o trabalha para viver. As mentiras dele s\u00e3o m\u00faltiplas por esquemas de \u201cromantiza\u00e7\u00e3o\u201d entre \u201cele\u201d e a \u201cempresa\u201d como se fossem 2 metades rec\u00edprocas \u00fanicas de uma ma\u00e7\u00e3 que, contudo, n\u00e3o existe. Tal como o seduzido, ser\u00e1 descartado oportunamente e com a \u201cmente perturbada\u201d.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Bela pe\u00e7a da nossa literatura que aponta esse tipo de problema \u00e9 o conto Hoje, Seu Ferreira n\u00e3o Trabalha, de Or\u00edgenes Lessa, autor do cl\u00e1ssico O Feij\u00e3o e o Sonho.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Exemplo 03: Gaslighting<\/strong><\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Gaslighting \u00e9 um nome novo para canalhice mais antiga que a descoberta da roda: a subvers\u00e3o da culpa.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Imagina uma situa\u00e7\u00e3o de infidelidade flagrada, mas em que infiel culpe exatamente a v\u00edtima, dizendo horrores mil num esquema dissonante da percep\u00e7\u00e3o dos fatos, da deturpa\u00e7\u00e3o das ideias, dos sensos de propor\u00e7\u00e3o, dos nexos de causa, etc&#8230;, tudo para que a uma alma incauta e d\u00e9bil se sinta culpada.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Os j\u00e1 dissociados ou carentes caem sim no jogo e ficam questionam mais a SI que a situa\u00e7\u00e3o. Tantas e tantas vezes, deixam de acreditar nas suas mem\u00f3rias, na sua capacidade pr\u00f3pria de entendimento, etc&#8230; No \u00e1pice, ap\u00f3s os degastes duros da dissocia\u00e7\u00e3o, chegam a at\u00e9 pedir desculpas enf\u00e1ticas ao ofensor! Nessa altura, j\u00e1 est\u00e1 \u201csucumbido\u201d e tamb\u00e9m ser\u00e1 descartado com a \u201cmente perturbada\u201d.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Os infi\u00e9is, os estelionat\u00e1rios, os narcisistas, os chefes t\u00f3xicos, entre as m\u00faltiplas esp\u00e9cies de \u201cperversos em geral\u201d fazem uso largo do gaslighting. Os desintegrados caem no jogo e idiotizam-se.<\/span><\/p><p><span style=\"color: #000000;\">Em resumo:<\/span><\/p><ol><li><span style=\"color: #000000;\">onde h\u00e1 poder, ou seja, em quase todo lugar, h\u00e1 ataque de disson\u00e2ncia cognitiva alheia;<\/span><\/li><li><span style=\"color: #000000;\">a \u00fanica defesa contra ela \u00e9 zelar ativamente, muito e sempre, como um auto compromisso para consigo, pela harmonia das 3 partes da alma n\u00e3o mentindo sobre o que se percebe, em si e fora de si, sobre o que se pensa e sobre o que se quer, n\u00e3o sendo incoerente entre pensamento e a\u00e7\u00e3o e sabotando a vontade;<\/span><\/li><li><span style=\"color: #000000;\">um pouco s\u00f3 que se esteja dissonante cognitivamente \u00e9 suficiente para atrair um ca\u00e7ador que vai catalisar muitas vezes mais essa disson\u00e2ncia.<\/span><\/li><\/ol>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section 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Saiba mais neste artigo.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":29990,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[77,508,615,549,614,84,613,159],"class_list":["post-29982","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos-amor-consciencia-e-liberdade","tag-alma","tag-desejo","tag-dissonancia-cognitiva","tag-freud","tag-pensamento","tag-platao","tag-sanidade","tag-vontade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29982","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29982"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29982\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":29994,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29982\/revisions\/29994"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/29990"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29982"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29982"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29982"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}