{"id":29837,"date":"2024-05-23T17:07:29","date_gmt":"2024-05-23T20:07:29","guid":{"rendered":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/?p=29837"},"modified":"2024-05-23T17:11:09","modified_gmt":"2024-05-23T20:11:09","slug":"a-pergunta-quem-sou-eu-e-a-forca-da-solidao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/a-pergunta-quem-sou-eu-e-a-forca-da-solidao\/","title":{"rendered":"A PERGUNTA \u201cQUEM SOU EU\u201d E A FOR\u00c7A DA SOLID\u00c3O"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"29837\" class=\"elementor elementor-29837\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-7acb3322 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"7acb3322\" data-element_type=\"section\" data-settings=\"{&quot;background_background&quot;:&quot;classic&quot;}\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-65b20514\" data-id=\"65b20514\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7ddd7897 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"7ddd7897\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-xl\">A PERGUNTA \u201cQUEM SOU EU\u201d E A FOR\u00c7A DA SOLID\u00c3O<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-34ab561e elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"34ab561e\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h4 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>A PERGUNTA \u201cQUEM SOU EU\u201d E A FOR\u00c7A DA SOLID\u00c3O<\/strong><\/span><\/h4>\n<h4 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Vis\u00f5es de Ortega Y Gasset, Erich Fromm e Louis Lavelle<\/strong><\/span><\/h4>\n<h4>&nbsp;<\/h4>\n<h4><span style=\"color: #000000;\">A solid\u00e3o de qualquer um pode significar opostos extremos entre si: desde padecimento de desamparo, car\u00eancia, vergonha, inibi\u00e7\u00e3o, etc&#8230; ou gozo de contentamento, sufici\u00eancia e amizade para consigo.<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"color: #000000;\">A solid\u00e3o \u00e9 assunto com forte parentesco com a \u201cpergunta das perguntas\u201d:&nbsp;<\/span><\/h4>\n<h4>&nbsp;<\/h4>\n<ol>\n<li>\n<h4><span style=\"color: #000000;\"><strong>Quem sou eu?<\/strong><\/span><\/h4>\n<\/li>\n<\/ol>\n<h4><span style=\"color: #000000;\"><strong>&nbsp;<\/strong><\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"color: #000000;\">Tal pergunta tamb\u00e9m carrega sentidos bastante opostos entre si. Em certos sentidos, ela \u00e9 fac\u00edlima de ser respondida e, noutros, \u00e9 talvez a mais \u00e1rdua quest\u00e3o humana, eis que se reveste de contornos at\u00e9 de \u201csegredo\u201d.<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"color: #000000;\">\u00c9 fac\u00edlimo responder a tal pergunta dando respostas superficiais do nosso Ego, que \u00e9 pouco mais, ou at\u00e9 nada mais, que nosso \u201clugar social\u201d: sou filho de Fulano, parente de Beltrano, exer\u00e7o profiss\u00e3o tal, estou na classe social x, moro em tal lugar, tenho padr\u00e3o de consumo x, y e z, e assim por diante.<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"color: #000000;\">Em grande medida, \u00e9 natural e mesmo indispens\u00e1vel entendermo-nos igual &nbsp;(\u201cigualados\u201d, em voz passiva) aos nossos \u201clugares sociais\u201d, os quais, a rigor, s\u00e3o mais contados a n\u00f3s que contados por n\u00f3s.<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"color: #000000;\">Mas que se atente que tal \u201cnaturalidade\u201d \u00e9 coisa et\u00e1ria, pr\u00f3pria para crian\u00e7as e de adolescentes, seres naturalmente desamparados, desorientados e a quem as apar\u00eancias ainda s\u00e3o tomadas como \u201ccoisa verdadeira\u201d.<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"color: #000000;\">O volume de marmanjos na idade cronol\u00f3gica, mas psiquicamente imaturos, seja por demasiada demora em maturar, seja por recusa intensa da matura\u00e7\u00e3o e defesa apegada, man\u00edaca, da autoinfantiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 muito grande. Nenhum leitor deste texto carece de conhecer muitos casos em seus c\u00edrculos pr\u00f3ximos e se, ali\u00e1s, n\u00e3o \u00e9 por si, um \u201cmarmanjo infantil\u201d.<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"color: #000000;\">\u00c9 absolutamente inevit\u00e1vel para a matura\u00e7\u00e3o que se suba o n\u00edvel da resposta \u00e0 pergunta de \u201cquem sou eu\u201d. Uma pessoa amadurecida n\u00e3o responde a \u201cquem sou eu\u201d apenas por Egos, pap\u00e9is sociais, opini\u00f5es de terceiros acerca de si, rela\u00e7\u00f5es em que se est\u00e1, etc&#8230; Afinal, seria como algu\u00e9m tentar dizer que \u201c\u00e9 as roupas que veste\u201d, resposta que sequer alcan\u00e7a o \u201ccorpo\u201d e, deveras menos ainda, a \u201calma\u201d, \u201co car\u00e1ter\u201d, \u201ca voca\u00e7\u00e3o\u201d, etc&#8230;, que s\u00e3o os componentes reais do tal Eu.<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"color: #000000;\">\u00c9 sempre oportuno refratar as luzes de Ortega e Gasset, que salienta que &#8220;e<em>u&nbsp;sou&nbsp;eu&nbsp;e&nbsp;minha circunst\u00e2ncia<\/em>&#8220;. Desse asserto, a que aderimos, destacamos que n\u00e3o h\u00e1 como algu\u00e9m ser apenas as circunst\u00e2ncias \u2013 \u201cegos\u201d.<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"color: #000000;\">N\u00e3o h\u00e1 exagero em afirmar que os que s\u00e3o s\u00f3 \u201cegos\u201d (egocentrados) s\u00e3o, de certa forma, \u201cn\u00e3o Eus\u201d ou \u201cEus despersonalizados\u201d.<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"color: #000000;\">Gasset \u00e9 muito taxativo num senso de \u201caltitudes vitais\u201d distintas de pessoa a pessoa. \u00c9 claro que o s\u00f3 egocentrado vive rasteiramente.<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"color: #000000;\">Uma express\u00e3o l\u00facida aos egocentrados foi proposta por Erich Fromm, pensador teuto-americano que influencia muito este articulista: \u201caut\u00f4mato\u201d. Ele salienta, ademais, que a \u201cmassa humana\u201d \u00e9 predominantemente de aut\u00f4matos: \u201ca<em>s rela\u00e7\u00f5es humanas s\u00e3o essencialmente as de aut\u00f4matos alienados, cada qual baseando sua seguran\u00e7a na posi\u00e7\u00e3o mais pr\u00f3xima do rebanho e em n\u00e3o ser diferente por pensamentos, sentimentos ou a\u00e7\u00f5es<\/em>\u201d.<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"color: #000000;\">Os aut\u00f4matos s\u00e3o sedentos insaci\u00e1veis de pseudo seguran\u00e7a e s\u00f3 da pseudo mesmo, por car\u00eancia de condi\u00e7\u00f5es de personalidade efetiva. No todo do pensamento frommiano, se demonstrar\u00e1 que a personalidade efetiva, \u201co Eu al\u00e9m das circunst\u00e2ncias\u201d, s\u00f3 se constitui com os elementos ps\u00edquicos da \u201cautoestima\u201d e \u201csenso de pot\u00eancia\u201d, ambas coisas raras na escala social. Os personalizados s\u00e3o esperan\u00e7osos e n\u00e3o sedentos de pseudo seguran\u00e7a.<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"color: #000000;\">Outra luz a ser refratada \u00e9 a de Louis Lavelle, que assevera que o Eu, nos sentidos amadurecido, adulto e inteligente do termo, para mais que as acep\u00e7\u00f5es meramente eg\u00f3icas, se chama de tr\u00eas sin\u00f4nimos: \u201cSI\u201d, \u201cconsci\u00eancia\u201d ou mesmo \u201cconsci\u00eancia de si\u201d.<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"color: #000000;\">A natureza do SI, para Lavelle, \u00e9 de uma POLIFONIA, ou seja, uma multiplicidade de vozes interiores. Essas vozes ora se associam e ora se dissociam.<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"color: #000000;\">Est\u00e3o associadas quando dialogam sincera e ordenadamente entre si, por meio de \u201caten\u00e7\u00e3o muito ativa e muito prolongada\u201d. Nessa situa\u00e7\u00e3o, a quest\u00e3o de \u201cquem sou eu\u201d estar\u00e1 sempre presente e tal que a resposta a ela estar\u00e1 sempre sendo incrementada sucessivamente.<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"color: #000000;\">Estar\u00e3o dissociadas tais vozes quando emude\u00e7am, tumultuem (inclusive tumulto ensaiado \u2013 caso do autoengano deliberado), rixem entre si ou, por m\u00faltiplos meios, deixam de se ordenar, caso em que a reposta efetiva sobre o Eu fica debilitada.<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"color: #000000;\">Nesses casos de debilita\u00e7\u00e3o da descoberta essencial, exsurge muita dor, pois \u201cn\u00e3o ser efetivamente d\u00f3i muito\u201d. Da\u00ed, a necessidade da \u201cdistra\u00e7\u00e3o\u201d como lenitivo pr\u00eat-\u00e0-porter.<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"color: #000000;\">Distra\u00e7\u00e3o \u00e9 o oposto pr\u00f3prio da \u201caten\u00e7\u00e3o\u201d. Distra\u00e7\u00f5es s\u00e3o m\u00faltiplas e mesmo infinitas (ilus\u00f5es, fantasias, desejos, prazeres, conv\u00edvio, festas e, claro, Egos, muitos e infinitos Egos). O movimento de distra\u00e7\u00e3o \u00e9 de busca de labirinto. Gira-se tanto no labirinto que n\u00e3o se teria tempo para responder \u00e0 \u201cpergunta das perguntas\u201d.&nbsp; O movimento oposto, da aten\u00e7\u00e3o, \u00e9 de busca de caminho para fora do labirinto. Ou seja, pela aten\u00e7\u00e3o, vai-se incrementando a resposta.<\/span>&nbsp;<\/h4>\n<h4><span style=\"color: #000000;\">Um asserto de relevo de Lavelle ao qual igualmente aderimos e que arremata o ponto da ess\u00eancia da distra\u00e7\u00e3o, pr\u00f3ximo ao senso de labirinto: \u201c<em>a distra\u00e7\u00e3o \u00e9 sinal da minha incapacidade de bastar-me a mim mesmo<\/em>\u201d.<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"color: #000000;\">Sobre a aten\u00e7\u00e3o, pr\u00f3xima ao senso de caminho, o mesmo autor asseverou, por sua vez: \u201c<em>a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a um s\u00f3 tempo um ato de liberdade\u201d.<\/em><\/span><\/h4>\n<h4>&nbsp;<\/h4>\n<ol start=\"2\">\n<li>\n<h4><span style=\"color: #000000;\"><strong>A Solid\u00e3o<\/strong><\/span><\/h4>\n<\/li>\n<\/ol>\n<h4>&nbsp;<\/h4>\n<h4><span style=\"color: #000000;\">Como se diz coloquialmente \u201cos bares est\u00e3o cheios de gente vazia\u201d. Est\u00e3o l\u00e1 justamente para se distrair e tampar os ouvidos da pergunta \u201cquem sou eu\u201d.<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"color: #000000;\">O egocentrado se aterroriza com a solid\u00e3o, pois nela os egos n\u00e3o conseguem nutri\u00e7\u00e3o e a pessoa cai no v\u00e1cuo. Na solid\u00e3o, tudo impele \u00e0 \u201caten\u00e7\u00e3o\u201d ao senso de \u201csegredo\u201d que h\u00e1 em cada um de n\u00f3s. Medo da solid\u00e3o \u00e9 medo do segredo e \u00e9 medo de liberdade e constitui, segundo Fromm, a g\u00eanese at\u00e9 do masoquismo<a style=\"color: #000000;\" href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>.<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"color: #000000;\">Quem tem personalidade ou o SI desenvolvidos n\u00e3o fica propriamente a s\u00f3s pela aus\u00eancia de outros, mas \u201c<em>quando se est\u00e1 a s\u00f3s, diz-se que se est\u00e1 a s\u00f3s consigo mesmo\u201d <\/em>(asserto de Lavelle).<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"color: #000000;\">N\u00e3o duvide o leitor do inferno que \u00e9 uma vida que n\u00e3o pode se desligar da comunidade dos egos e nem, tamb\u00e9m, da quantidade de vidas infernais que h\u00e1. S\u00f3 muito excepcionalmente, o conv\u00edvio social \u00e9 prop\u00edcio \u00e0 aten\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"color: #000000;\">Observe-se este outro asserto de Lavelle:<em> \u201co valor de um homem se mede pela pot\u00eancia de solid\u00e3o que nele subsiste, mesmo em meio \u00e0 sociedade, e pelo ardor interior que a alimenta<\/em>\u201d.<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"color: #000000;\">Ficam \u00f3bvias duas conclus\u00f5es: a) que o \u201cvalor\u201d humano \u00e9 a abertura ou aten\u00e7\u00e3o adulta e solit\u00e1ria \u00e0 quest\u00e3o do \u201csegredo inesgot\u00e1vel de quem eu sou\u201d; b) a solid\u00e3o efetiva (solitude) \u00e9 de natureza espiritual.<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"color: #000000;\">O abono da solid\u00e3o n\u00e3o pugna pela vida ermit\u00e3 ou mon\u00e1stica. Cabe abonos \u00e0 solid\u00e3o material, f\u00edsica, como em exerc\u00edcios de recolhimento, retiro, peregrina\u00e7\u00e3o, medita\u00e7\u00e3o, ora\u00e7\u00e3o, entre v\u00e1rias formas de afastamento material propriamente dito. Isso, contudo, tende mais \u00e0 natureza de meio de tonifica\u00e7\u00e3o que uma finalidade em si, pois somos greg\u00e1rios e \u201cdevedores de amor\u201d por dar.<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"color: #000000;\">&nbsp;O abono que aqui se faz da solid\u00e3o \u00e9 o abono da tonifica\u00e7\u00e3o da personalidade, da capacidade de enfrentar constantemente a pergunta das perguntas, da constitui\u00e7\u00e3o do SI, com autoestima e senso de pot\u00eancia e, claro, da forte capacidade de aten\u00e7\u00e3o, aten\u00e7\u00e3o que n\u00e3o resta abalada mesmo em conv\u00edvios repletos de oferta de distra\u00e7\u00f5es (que conquista nobre!).<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"color: #000000;\">O forte para ficar consigo inclusive na presen\u00e7a dos outros sem ruptura da integridade do seu Eu pode, claro, fazer frentes sucessivas perante a quest\u00e3o de quem sou eu, elaborando, ao cabo de toda uma vida, respostas sucessivas n\u00e3o err\u00e1ticas, mas progressivas \u2013 epifania!<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"color: #000000;\">Ainda que toda a cultura milite e influencie contrariamente, h\u00e1 del\u00edcias no ensimesmamento volunt\u00e1rio l\u00facido e n\u00e3o carente. A rigor, esse foi um <em>modus vivendi<\/em> comum de S\u00f3crates conforme anotado, n\u00e3o sem raz\u00e3o, por Plat\u00e3o.&nbsp;<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"color: #000000;\">Tamb\u00e9m n\u00e3o sem raz\u00e3o, S\u00f3crates n\u00e3o era distra\u00eddo e tampouco deixou abalar sua integridade e nem endureceu seu cora\u00e7\u00e3o em todos os muitos conv\u00edvios, inclusive perversos, que travava.<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"color: #000000;\">N\u00e3o duvide de uma regra pr\u00e1tica de concep\u00e7\u00e3o deste ensa\u00edsta: \u201cde quem n\u00e3o tolera solid\u00e3o alguma, nada espere de edificante e at\u00e9 mesmo dele se acautele\u201d. D\u00ea algum valor pois aos que treinam ativamente sua solid\u00e3o. Tendem a estar criando for\u00e7as importantes.<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"color: #000000;\">Lavelle, mais uma vez a luz dele, tamb\u00e9m parece abonar a considera\u00e7\u00e3o acima, pois assevera: \u201c<em>ningu\u00e9m jamais far\u00e1 algo de grande no mundo se primeiro n\u00e3o for capaz de fechar-se em si mesmo, de encerrar-se numa solid\u00e3o perfeita como num casco duro no qual descubra a semente de seu pr\u00f3prio crescimento, o segredo de sua for\u00e7a e de seu destino<\/em>\u201d.<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"color: #000000;\">Escrevi este artigo num momento de releitura de 3 Obras muito marcantes para minha forma\u00e7\u00e3o: A Arte de Amar, de Erich Fromm; A Consci\u00eancia de Si, Louis Lavelle; e O Homem e os Outros de Ortega Y Gasset. O momento tamb\u00e9m era vizinho \u00e0 minha sa\u00edda para uma Peregrina\u00e7\u00e3o de Longa Dist\u00e2ncia, pr\u00e1tica a que me dedico para \u201crevelar segredos\u201d.<\/span><\/h4>\n<h4>&nbsp;<\/h4>\n<h4><span style=\"color: #000000;\">Vicente do Prado Tolezano<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"color: #000000;\">SP., 23\/05\/24<\/span><\/h4>\n<h4><span style=\"color: #000000;\"><a style=\"color: #000000;\" href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> A vis\u00e3o meramente caricata de \u201cmasoquismo\u201d \u00e9 de \u201cv\u00edcio sexual\u201d ou \u201cde quem gosta de apanhar\u201d. O senso mais apurado, contudo, \u00e9 o medo extremo de solid\u00e3o, tal que a pessoa prefere se manter num v\u00ednculo em que at\u00e9 apanha pelo receio de ficar s\u00f3.<\/span><\/h4>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-1dbc0c8d elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"1dbc0c8d\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-71d1e6fb\" data-id=\"71d1e6fb\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7a0c9154 elementor-widget-divider--view-line 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aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":29842,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-29837","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29837","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29837"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29837\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":29844,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29837\/revisions\/29844"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/29842"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29837"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29837"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29837"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}