{"id":22958,"date":"2022-07-26T03:35:53","date_gmt":"2022-07-26T06:35:53","guid":{"rendered":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/?p=22958"},"modified":"2022-07-26T11:03:45","modified_gmt":"2022-07-26T14:03:45","slug":"paradoxos-a-riqueza-semantica-entre-shakespeare-guimaraes-rosa-e-socrates","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/paradoxos-a-riqueza-semantica-entre-shakespeare-guimaraes-rosa-e-socrates\/","title":{"rendered":"Paradoxos, a Riqueza Sem\u00e2ntica &#8211; Entre Shakespeare, Guimar\u00e3es Rosa e S\u00f3crates"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"22958\" class=\"elementor elementor-22958\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-10c6cb1d elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"10c6cb1d\" data-element_type=\"section\" data-settings=\"{&quot;background_background&quot;:&quot;classic&quot;}\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-1ade8758\" data-id=\"1ade8758\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-38820f52 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"38820f52\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-xl\">PARADOXOS, A RIQUEZA SEM\u00c2NTICA - ENTRE SHAKESPEARE, GUIMAR\u00c3ES ROSA E S\u00d3CRATES<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-2aaa502c elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"2aaa502c\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h4 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000000;\"><b>Artigo de Vicente do Prado Tolezano.\u00a0<\/b><\/span><\/h4><h4>\u00a0<\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">William Shakespeare (1564-1616) assentou que \u201ch\u00e1 mais coisas entre o c\u00e9u e a terra do que pode imaginar nossa v\u00e3 filosofia\u201d. O nosso gigante-mor das letras, Jo\u00e3o Guimar\u00e3es Rosa (1908-1967), lavrou asserto, a sua vez, que ombreia perfeitamente o bardo ingl\u00eas: \u201c<a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/kdfrases.com\/frase\/102602\">Tudo, ali\u00e1s, \u00e9 a ponta de um mist\u00e9rio, inclusive os fatos\u201d<\/a>.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Ambos os assertos desnudam a nossa insuper\u00e1vel impot\u00eancia sem\u00e2ntica, tal que todo nosso saber se reveste de ilus\u00f5es e precariedade. Evocam, ademais, atitude de abertura para recep\u00e7\u00e3o dos sentidos sucessivos e infinitos da realidade em n\u00edveis crescentemente sutis.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">\u201cSer ou n\u00e3o ser, eis a quest\u00e3o\u201d, o dilema central humano conforme exposto pelo bardo, n\u00e3o \u00e9 quest\u00e3o de intelig\u00eancia meramente racionalista. \u00c9 dom\u00ednio de assombro metaf\u00edsico mesmo. Bebe na fonte do paradoxo, pois at\u00e9 para o n\u00e3o ser, este h\u00e1 de ser, tal que mesmo o n\u00e3o ser seria um n\u00e3o ser \u201csendo\u201d, em forma de ger\u00fandio mesmo!<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Numa camada mais alta de decifra\u00e7\u00e3o de sentido, a tens\u00e3o entre \u201cser ou n\u00e3o ser\u201d implica perquirir se Deus e o diabo existem ou n\u00e3o, sem o que ele, o dilema, encartaria uma mera emiss\u00e3o fon\u00e9tica nonsense.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Rosa, por sua vez, invoca o senso amplo de \u201ctravessia\u201d para dar contornos \u00e0 tens\u00e3o do ser ou n\u00e3o ser. Fez isso explicitamente na colet\u00e2nea de contos Sagarana (pequena saga ou jornada) e mormente no Grande Sert\u00e3o: Veredas.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Riobaldo, o narrador e protagonista do Grande Sert\u00e3o: Veredas, era o \u201cser que era\u201d, e porque atravessou o sert\u00e3o, em contraste com os muitos \u201cseres que n\u00e3o eram\u201d porque, propriamente, \u201cn\u00e3o atravessaram o sert\u00e3o\u201d, no sentido simb\u00f3lico, n\u00e3o conceitualista, envolvido.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">\u201c<em>H\u00e1 algo de podre no reino da Dinamarca<\/em>\u201d, Hamlet, protagonista da pe\u00e7a de mesmo nome de autoria do bardo, \u00f3rf\u00e3o com dor viva e cr\u00f4nica da orfandade, descobriu, em rela\u00e7\u00e3o aos tipos mais perversos e tamb\u00e9m distra\u00eddos-escapistas do seu entorno e que imp\u00f5em uma certa for\u00e7a ambiental do n\u00e3o ser.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Por seu turno, Riobaldo, tamb\u00e9m \u00f3rf\u00e3o com dor viva e cr\u00f4nica da orfandade, tamb\u00e9m descobriu que jagun\u00e7os, catrumanos, militares, agentes pol\u00edticos, fazendeiros, etc&#8230; n\u00e3o eram menos podres que os podres do Reino da Dinamarca \u2013 ao cabo e otimistamente eram apenas \u201ccondicionados\u201d. Na dic\u00e7\u00e3o shakespeariana, o l\u00e9xico equivalente seria o de \u201cteatralizados\u201d.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Afinal de contas e segundo a voz l\u00facida de Riobaldo, \u201co sert\u00e3o est\u00e1 em toda parte&#8230; o sert\u00e3o \u00e9 do tamanho do mundo\u201d, seja, pois, na Dinamarca, seja no norte de Minas Gerais ou alhures.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">\u201cParte\u201d, por sua vez, quer dizer mais que apenas \u201cpartes espaciais f\u00edsico\u201d, pois, Riobaldo segue a contar que \u00a0o &#8220;Sert\u00e3o \u00e9 o sozinho &#8230; Sert\u00e3o: \u00e9 dentro da gente.\u201d<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Ademais de transcender dom\u00ednios f\u00edsicos e ps\u00edquicos, ele tamb\u00e9m \u00e9 din\u00e2mico. Ele (aqui sob o l\u00e9xico do real), o \u201creal n\u00e3o est\u00e1 nem na sa\u00edda nem na chegada: ele se disp\u00f5e para a gente \u00e9 no meio da travessia\u201d.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Ou seja, n\u00e3o s\u00f3 atravessa o sert\u00e3o quem anda ou s\u00f3 se instala no ser quem tem a\u00e7\u00e3o, mas os pr\u00f3prios temas s\u00f3 exsurgem a quem j\u00e1 est\u00e1 em princ\u00edpio de a\u00e7\u00e3o. J\u00e1 vem de Arist\u00f3teles (384-322 a.C.) o tratamento de nossa natureza mais essencial como \u201cvontade\u201d, a qual, por sua vez, denota \u201cmovimento ordenado e ordenante\u201d. No pensar do Fil\u00f3sofo, o homem voluntarioso \u00e9 o ser que \u00e9 (ou atravessa) e o n\u00e3o voluntarioso \u00e9 o que n\u00e3o \u00e9 (n\u00e3o atravessa).<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Registre-se que Arist\u00f3teles n\u00e3o deu cabo de sua tese sobre a vontade sem ter enfrentado os paradoxos tensionais do finito e infinito e da parte e o todo.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">No \u00e2mago, as quest\u00f5es encartadas versam sobre a liberdade (sugerida no l\u00e9xico \u201cveredas\u201d). Ser ou n\u00e3o ser \u00e9 \u201cser ou n\u00e3o ser livre\u201d. Atravessar ou n\u00e3o atravessar, por igual, \u00e9 libertar-se deixar-se cativo.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Liberdade aqui \u00e9 liberdade metaf\u00edsica, imanente, escavadora de si, tanto quanto transcendente, extrapoladora de si: senso unitivo, paradoxal, da profundidade com a altura!<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Por mais, contudo, que sejamos livres, o sert\u00e3o nos acompanha (est\u00e1 at\u00e9 em nosso crespo). Afinal, conta Riobaldo: \u201csert\u00e3o \u00e9 onde o pensamento da gente se forma mais forte do que o poder do lugar\u201d. Sucede que esses pensamento e lugares s\u00e3o infinitos. Liberdade, ali\u00e1s, \u00e9 o contato ou abertura para com o infinito. O cativeiro \u00e9 que tende ao finito.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Riobaldo ocupou-se do dilema do ser ou n\u00e3o ser em toda sua vida. Seu \u00e1pice foi a decis\u00e3o longamente maturada de sair do bando jagun\u00e7o, consumando um primeiro plano de travessia e em que ele gozou de um senso de liberdade, superador de tantas dores de orfandade e a partir do qual ele narra ao interlocutor n\u00e3o indicado as err\u00e2ncias do entorno e as pr\u00f3prias, inclu\u00edda a\u00ed sua vacila\u00e7\u00e3o quanto a um suposto ou eventual pacto com o dem\u00f4nio.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Hamlett, por sua vez, fez sua travessia ao ser ao deliberar e cumprir de matar Cl\u00e1udio, o assassino de seu pai, ap\u00f3s, tamb\u00e9m, muita relut\u00e2ncia interior. Por igual, n\u00e3o foram poucas suas err\u00e2ncias e que contam tamb\u00e9m com encontros supostos e eventuais com vozes fantasmag\u00f3ricas, corroborando os aspectos m\u00edstico-mist\u00e9riosos envolvidos em toda atividade sem\u00e2ntica.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Sem\u00e2ntica \u00e9 uma s\u00edntese ou decifra\u00e7\u00e3o da s\u00edntese, tal como dizer que algo \u00e9 mais em rela\u00e7\u00e3o ao que ele \u00e9! Essa \u00e9 riqueza humana e ser\u00e1 justamente nosso fino fio divino?<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">N\u00e3o s\u00e3o meramente l\u00f3gicas, nem contradit\u00f3rias e nem incoerentes as sagas de Riobaldo ou de Hamlet. Elas s\u00e3o verdadeiras, nuamente reais, por que, mais acuradamente, s\u00e3o paradoxais, ou, em outras palavras, s\u00e3o abertas corajosamente aos paradoxos sem\u00e2ntico e libert\u00e1rio. S\u00e3o muito mais ricas, assim, que o meramente racional-racionalista.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">\u201cViver \u00e9 dificultoso\u201d, reverbera tantas e tantas vezes Riobaldo. Tomamos licen\u00e7a em agregar que viver \u00e9 dificultoso porque \u00e9 paradoxal.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Paradoxos n\u00e3o permitem o est\u00e1tico nem acomoda\u00e7\u00f5es. Imp\u00f5em \u00a0dinamismo tensional, de abertura \u00e0 a\u00e7\u00e3o (travessia). V\u00e3o muito al\u00e9m dos dom\u00ednios f\u00edsicos-l\u00f3gicos. O espiritual, o sem\u00e2ntico e o libert\u00e1rio, sempre s\u00e3o paradoxais.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Espanquemos agora algumas confus\u00f5es lexicais-terminol\u00f3gicas.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Se algu\u00e9m afirma que \u201cfulano est\u00e1 em Nova York e em Paris \u00e0s 14:00 do dia X\u201d esse algu\u00e9m est\u00e1 a afirmar uma \u201ccontradi\u00e7\u00e3o\u201d l\u00f3gica, gritar\u00edamos. Contradi\u00e7\u00e3o revela uma impossibilidade objetiva, sendo esse seu \u00fanico sentido, justamente o de ser um nonsense.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">\u201cEu pugno e defendo a veda\u00e7\u00e3o ao fumo, mas eu fumo e fumarei sem parar\u201d. Isso, por sua vez, cuida de uma \u201cincoer\u00eancia\u201d. \u00c9 diferente da contradi\u00e7\u00e3o porque \u00e9 algo objetivamente poss\u00edvel (e, ali\u00e1s, \u00e9 comum), goza de sentidos f\u00e1ticos, mas tende \u00e0 valora\u00e7\u00e3o pejorativa de algum sujeito, como padecente de alguma err\u00e2ncia, desordem ou fraqueza.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">\u201cBeltrano tem qualidades e defeitos\u201d. Precisamente, esse asserto com oposi\u00e7\u00e3o de predicados do mesmo sujeito veicula um \u201coximoro\u201d. \u00c9 diferente da contradi\u00e7\u00e3o porque \u00e9 algo poss\u00edvel e \u00e9 diferente da incoer\u00eancia porque n\u00e3o precisa carregar conota\u00e7\u00e3o pejorativa. Seu mister \u00e9 salientar a complexidade do sujeito.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Vejamos agora o asserto cl\u00e1ssico de S\u00f3crates (470-399 a.C.) \u201cs\u00f3 sei que nada sei\u201d. Esse \u00e9, precisamente, um paradoxo. Afirmar que cuidasse de contradi\u00e7\u00e3o seria n\u00e3o alcan\u00e7ar a intelig\u00eancia meta-l\u00f3gica envolvida. Tamb\u00e9m n\u00e3o padece de nenhuma pejora\u00e7\u00e3o incoerente. Ao reverso, \u00e9 um asserto louv\u00e1vel de atitude. N\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m apenas complexo ou carregador de oposi\u00e7\u00f5es constantes. Ele \u00e9 propriamente paradoxal, tal que as aparentes oposi\u00e7\u00f5es sintetizam-se e outorgam, cumulativamente, sentidos de abertura a possibilidades, louvor de atitude e um claro senso de plus transcendente em rela\u00e7\u00e3o a meras complexidades.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Veredas nascem no sert\u00e3o e nos norteiam neles. Veredas t\u00eam \u00e1gua (fluida) e o sert\u00e3o aridez (est\u00e1tica). Quanto isomorfia sob apar\u00eancia de oposi\u00e7\u00e3o que Rosa conseguiu iluminar!<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Paradoxo \u00e9 para os raros. S\u00f3crates foi um raro de carne e osso e que atravessou o sert\u00e3o ou o Reino da Dinamarca ateniense. Riobaldo e Hamlet s\u00e3o raros de fic\u00e7\u00e3o, mas de fic\u00e7\u00e3o mais real que a maioria da realidades que s\u00e3o as realidades humanas do n\u00e3o ser, daquelas que s\u00e3o sem travessia.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">A\u00ed outro paradoxo de que tantas vezes nos olvidamos na contemporaneidade meramente racionalista: de que o Ficto \u00e9 que \u00e9 a porta de entrada ao Real!<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Escrevo este artigo hoje porque acabo de voltar da \u201ctravessia f\u00edsica, a p\u00e9, de 200 km, do sert\u00e3o mineiro concreto que inspirou Rosa\u201d. Foi um abrir de portas da coragem de significar. Precisamente, de significar o SERT\u00c3O.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">As obras de Shakespeare e Rosa s\u00e3o predominantemente paradoxais no sentido aqui tratado e por isso mesmo inesgot\u00e1veis. Elas abrem, abrem e abrem possibilidades sem fim, tal que sempre nos lembram que nada sabemos e mais e mais quanto mais atravessarmos. S\u00e3o autores obrigat\u00f3rios \u00e0 nossa matura\u00e7\u00e3o \u201cpara o alto\u201d. Seus pin\u00e1culos, na vis\u00e3o deste articulista, s\u00e3o O Menestrel e Grande Sert\u00e3o: Veredas.<\/span><\/h4><p>SP, 26\/07\/22<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-1d9d1834 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"1d9d1834\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-4081fa65\" data-id=\"4081fa65\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7ae56475 elementor-widget-divider--view-line elementor-widget elementor-widget-divider\" 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Shakespeare, Guimar\u00e3es Rosa e S\u00f3crates desnudaram isso.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":22975,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[85,50,49,1],"tags":[44,72,299,75,154],"class_list":["post-22958","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-artigos-amor-consciencia-e-liberdade","category-artigos-educacao","category-sem-categoria","tag-aristoteles","tag-guimaraesrosa","tag-liberdade","tag-shakespeare","tag-socrates"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22958","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22958"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22958\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":22966,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22958\/revisions\/22966"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/22975"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22958"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22958"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22958"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}