{"id":22654,"date":"2022-04-16T23:33:41","date_gmt":"2022-04-17T02:33:41","guid":{"rendered":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/?p=22654"},"modified":"2022-04-16T23:34:59","modified_gmt":"2022-04-17T02:34:59","slug":"perdao-vinganca-e-ressentimento-aceitacao-ou-negacoes-do-luto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/perdao-vinganca-e-ressentimento-aceitacao-ou-negacoes-do-luto\/","title":{"rendered":"Perd\u00e3o, Vingan\u00e7a e Ressentimento &#8211; Aceita\u00e7\u00e3o ou Nega\u00e7\u00f5es do Luto"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"22654\" class=\"elementor elementor-22654\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-5099ea94 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"5099ea94\" data-element_type=\"section\" data-settings=\"{&quot;background_background&quot;:&quot;classic&quot;}\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-3efb146e\" data-id=\"3efb146e\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-17b2870d elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"17b2870d\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-xl\">PERD\u00c3O, VINGAN\u00c7A E RESSENTIMENTO, \nACEITA\u00c7\u00c3O OU NEGA\u00c7\u00d5ES DO LUTO\n<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-1fc6b7e1 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"1fc6b7e1\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h4 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000000;\"><b>Artigo de Vicente do Prado Tolezano.\u00a0<\/b><\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Amor, no seu sentido efetivo, \u00e9 raro. A maioria n\u00e3o ama, n\u00e3o \u00e9 amada e nem testemunha atos de amor. Perd\u00e3o \u00e9 forma de amor, a mais rara delas. Pouqu\u00edssimos perdoam genuinamente.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Perd\u00e3o vem do grego\u00a0<em>aphiemi <\/em>e do latim <em>dimittre<\/em>, ambos com sentidos de descartar, jogar fora, libertar, etc&#8230;<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">O perd\u00e3o tem dois opostos: a vingan\u00e7a, na oposi\u00e7\u00e3o extrema, e o ressentimento, em oposi\u00e7\u00e3o menos radical, ambas formas de aprisionantes.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">H\u00e1 2 condi\u00e7\u00f5es absolutas da realidade perante as quais s\u00f3 o perd\u00e3o \u00e9 solu\u00e7\u00e3o libert\u00e1ria.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">A primeira condi\u00e7\u00e3o \u00e9 que todos j\u00e1 fomos, somos e voltaremos a ser v\u00edtimas de injusti\u00e7as, trai\u00e7\u00f5es ou danos diversos por for\u00e7as alheias e mesmo pr\u00f3prias.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Todas as pretens\u00f5es de pessoa, fam\u00edlia, grupo, sociedade, na\u00e7\u00e3o, mundo, etc&#8230; perfeitos s\u00e3o s\u00f3 utopia mesmo e de patamar at\u00e9 propriamente infantil.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">A outra condi\u00e7\u00e3o respeita a que \u201co tempo n\u00e3o para\u201d. Isso \u00e9 f\u00e1cil de entender, mas \u00a0paradoxalmente, \u00e9 \u00e1rduo aceitar disso decorre que a vida \u00e9 necessariamente uma \u201csucess\u00e3o ininterrupta de lutos (perdas)\u201d.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Lutos n\u00e3o tem origem exclusiva em injusti\u00e7as. H\u00e1 lutos absolutamente naturais, benignos, a despeito de serem at\u00e9 muito doloridos. Lutos s\u00e3o inclusive a medula do nosso processo de amadurecimento, que, em bons termos, implica um \u201csenso de renascer\u201d tamb\u00e9m sucessivo.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">A percep\u00e7\u00e3o dos potenciais de renascimento \u00e9 diretamente decorrente da virtude de esperan\u00e7a, que, por sua vez, \u00e9 \u00edntima da orienta\u00e7\u00e3o \u00e0 produtividade, a qual ou \u00e9 a cara ou a coroa da moeda com o \u201camor\u201d.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">\u201cEsperan\u00e7a\u201d \u00e9 aqui tratada em sentido metaf\u00edsico, de supera\u00e7\u00e3o do \u201ctempo do mundo\u201d. O propriamente esperan\u00e7oso n\u00e3o se apega a promessas ou expectativas de x, y, z pessoas, sociedades, na\u00e7\u00f5es, l\u00edderes ou grupos particulares. Se liga a um senso de um todo universal, de \u00edndole c\u00f3smica ou divina como fonte de sentido. \u00c9 l\u00e1 que h\u00e1 bondade infusa no curso das coisas, ainda que imprevis\u00edvel.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Nesta perspectiva, o esperan\u00e7oso e produtivo faz eco ao preceito evang\u00e9lico de que \u00e9 <em>maldito o homem que confia no homem<\/em>! Ou seja, n\u00e3o lhe \u00e9 um grande esc\u00e2ndalo a obviedade que o homem \u00e9, via de regra, maldoso mesmo.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">O perd\u00e3o n\u00e3o tem nexos necess\u00e1rios com \u201cdesculpa\u201d a algum culpado, nem com \u201cesquecimento\u201d de algo que existiu, nem com necessidade de \u201cconviver ou fazer as pazes\u201d com o perdoado e nem mesmo depende do \u201carrependimento\u201d do perdoado (salvo se cuidar do autoperd\u00e3o, caso em que o arrependimento \u00e9 uma etapa do luto).<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Perd\u00e3o \u00e9 decis\u00e3o (mais precisamente atitude), de sublima\u00e7\u00e3o ou resili\u00eancia dos potenciais pr\u00f3prios para produzir novos efeitos esperan\u00e7osamente para ao futuro, libertando-se de efeitos maldosos de pret\u00e9ritas danifica\u00e7\u00e3o, desordem ou desvitaliza\u00e7\u00e3o, vindos de terceiros ou de si mesmo.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">\u00c9 como renascer em outro patamar de consci\u00eancia ap\u00f3s luto ou como um organismo que excreta alimentos t\u00f3xicos congestionados e retoma sua vitalidade at\u00e9 com mais consci\u00eancia corporal.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">\u00c9 \u00f3bvio que quem n\u00e3o cultiva produtividade amorosa e esperan\u00e7a em sentidos mais sutis ter\u00e1 muita dificuldade para perdoar, pois, a rigor, tem, de antem\u00e3o, menos rumos para \u201cretomar\u201d. Usando o paralelo org\u00e2nico, veja-se um corpo saud\u00e1vel tem muito mais facilidade em retomar a sa\u00fade ap\u00f3s uma intoxica\u00e7\u00e3o que um intoxicado com n\u00edvel baixo de sa\u00fade.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">A sa\u00fade moral e an\u00edmica se chama \u201cfor\u00e7a de vontade\u201d.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Analisemos agora os tipos que n\u00e3o perdoam, come\u00e7ando pelo tipo extremo: o vingativo.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">O vingativo pseudo racionaliza sua desforra por meio de arranjos subterfugioso diversos envolvendo \u201ccompensa\u00e7\u00e3o\u201d, \u201chonra\u201d, \u201cpreven\u00e7\u00e3o defensiva\u201d e at\u00e9 mesmo a \u201cjusti\u00e7a\u201d.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Erich Fromm (1900-1980), fil\u00f3sofo alem\u00e3o, foi muito feliz em registrar o impulso ps\u00edquico da vingan\u00e7a como uma \u201cfun\u00e7\u00e3o irracional de desfazer magicamente o que foi feito realisticamente\u201d. Fica evidente que o vingativo quer subverter o tempo para n\u00e3o ter que se enlutar.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">N\u00e3o sem raz\u00e3o, pois, \u00e9 comum vingativo at\u00e9 mais se amargurem quando consumam a vingan\u00e7a, pois a\u00ed sua ilus\u00e3o desaparece dando espa\u00e7o ao choque de realidade e ele pode ver-se como \u201cbobo\u201d (ou \u201clouco\u201d) que at\u00e9 se prejudicou mais ao vingar-se.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">H\u00e1 pessoas que declaram vingan\u00e7a at\u00e9 como objetivo de vida e se enchem de vangl\u00f3ria em afirmar que n\u00e3o se preocupam em se prejudicar sua vida, contanto que prejudiquem a vida do outro que imputam ofensor.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Por vezes, a declara\u00e7\u00e3o de vingan\u00e7a n\u00e3o \u00e9 declarada, s\u00f3 \u00e9 ruminada internamente, mas n\u00e3o por isso menos existente.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">H\u00e1 hip\u00f3teses de desejo vingativos n\u00e3o \u00e9 determinado a uma pessoa, mas difuso a uma generalidade, desde um grupo ou uma classe de pessoas, ou, ainda, \u00e0 totalidade da ordem do ser. \u00a0<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Os primeiros casos supra indicados foram salientados pela bela po\u00e9tica de Antoine de Saint-Exup\u00e9ry: \u201c\u00e9 loucura odiar todas as rosas porque uma te espetou\u201d. O \u00faltimo caso consiste no pior poss\u00edvel do ser humano, que \u00e9 a \u201crevolta existencial\u201d, recusa obstinada do ser e por um esquema de vingan\u00e7a destrutiva de tudo \u2013 \u00f3dio geral.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">A aludida revolta contra a ordem do ser implica, por \u00f3bvio, que a vingan\u00e7a tamb\u00e9m se volte contra si. N\u00e3o se duvide dos horrores que algu\u00e9m que n\u00e3o perdoa sequer a si pode impor-se sob um esquema de \u201cloucura vingativa\u201d.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Analisemos, agora, os ressentidos.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">O esquema ps\u00edquico subjacente do ressentimento discrepa em invers\u00e3o da vingan\u00e7a num ponto central: ao passo em que o vingativo n\u00e3o aceita o passado para n\u00e3o se enlutar, o ressentido aceita o passado para casar com o luto respectivo e tal que passar a negar a possibilidade de futuro!<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Ademais, o car\u00e1ter geral do vingativo \u00e9 do tipo \u201cnecr\u00f3filo\u201d o e car\u00e1ter geral do ressentido \u00e9 o do tipo \u201cparasit\u00e1rio\u201d, ambos car\u00e1cteres improdutivos.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Descreve-se o ressentido como aquele que sente, ressente v\u00e1rias vezes, reconta v\u00e1rias vezes e at\u00e9 amplifica as dores de um mal sofrido, estacionando-se nos lutos que gostaria que fossem infinitos.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Louis Lavelle (1883-1951), fil\u00f3sofo franc\u00eas, chama o ressentimento de \u201ccomplac\u00eancia\u201d e at\u00e9 de \u201camor \u00e0 dor\u201d. Ele assevera que o ressentido \u201c<em>n\u00e3o busca repelir a dor para fora de si, mas, ao contr\u00e1rio, nutri-la e mant\u00ea-la no fundo de si<\/em>\u201d.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">\u00c9, pois, um esquema ps\u00edquico de n\u00e3o perdoar para pseudo justificar as desist\u00eancias do eu pr\u00f3prio. Cinicamente, o ressentido sugere que queria sim ser potente, livre e produtivo para o futuro, mas que, infelizmente, ele foi injusti\u00e7ado (como se fosse s\u00f3 ele) por algu\u00e9m ou algo de for\u00e7a maior e \u00e9 t\u00e3o grande a danifica\u00e7\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 cicatriz\u00e1vel (e imperdo\u00e1vel).<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Fica claro que, no cabo, o esquema oscila entre o vitimismo e culto expiat\u00f3rio. A experi\u00eancia mostra tamb\u00e9m que n\u00e3o s\u00e3o incomuns os \u201cressentidos de maldades de que sequer existiram\u201d.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Os parasitas-ressentidos constituem a maior parte da popula\u00e7\u00e3o. N\u00e3o s\u00e3o necessariamente totalmente parasitados, mas mant\u00eam debilidade (abatimento, mediocriza\u00e7\u00e3o) sobre suas pot\u00eancias, vivendo sub-exist\u00eancias pseudo racionalizadas no esquema acima descrito.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Ainda que n\u00e3o fa\u00e7am maldades como os vingativos, seguem maldosos, no m\u00ednimo por um vi\u00e9s de muito amesquinhamento defensivo.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">O professor brasileiro Luiz Felipe Pond\u00e9 aponta na sua obra nominada justamente A ERA DO RESSENTIMENTO o fen\u00f4meno como tra\u00e7o social constante e afirma que \u201c<em>no futuro, n\u00e3o seremos lembrados como a era do iPad, nem da Apple, mas como a era do ressentimento<\/em>\u201d.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Em rota de fecho deste artigo, cabe observar exemplos biogr\u00e1ficos de pessoas com for\u00e7as not\u00f3rias de perdoar, que reconheceram objetivamente as injusti\u00e7as profundas de que padeceram, que aceitaram e elaboraram sublimativamente os lutos e seguiram a miss\u00e3o de produzir: Fiodor Dostoievski (1921-1981) e Viktor Frankl (1905-1997).<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">O escritor russo, todos sabem, s\u00f3 n\u00e3o foi carente de injusti\u00e7as, entre as quais condena\u00e7\u00e3o \u00e0 morte, suspensa s\u00f3 quando ele j\u00e1 estava alinhado no muro de fuzilamento e pris\u00e3o com requintes de trabalho for\u00e7ado na Sib\u00e9ria por v\u00e1rios anos.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Seus m\u00faltiplos lutos foram cicatrizados a ponto de ele florescer como gigante da literatura e, inclusive, retratar a pr\u00f3pria quest\u00e3o das profundidades humanas. Seu cl\u00e1ssico Crime e Castigo, a rigor, desnuda minuciosamente o processo, \u00e1rduo e sincero, de autoperd\u00e3o do protagonista Rasknolnikov.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Passo a passo, o esquema de automanipula\u00e7\u00e3o para o mal (matar a agiota que o humilhava) do ent\u00e3o \u201cvingativo\u201d Raskolnikov, seguido de seu arrependimento efetivo, inclu\u00eddo sua autoden\u00fancia \u00e0 pol\u00edcia, at\u00e9 seu descanso redentor n\u00e3o s\u00f3 pelo cumprimento de pena de pris\u00e3o que ele mesmo ajudou a receber, mas pela capacidade sublimativa do perd\u00e3o, at\u00e9 para si.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Viktor Frankl, neuropsiquiatra austr\u00edaco, padeceu na pele e carne dos horrores nazistas, incluindo campo de concentra\u00e7\u00e3o. Entre tantas humilha\u00e7\u00f5es, viola\u00e7\u00f5es e mortes que ele testemunhou a olhos nus estavam at\u00e9 seus \u00edntimos.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Ele reconheceu os lutos profundos dos e os elaborou sem se tornar vingativo nem ressentido. Da elabora\u00e7\u00e3o dos lutos ele chegou a, inclusive, compor outra via de psicoterapia, a Logoterapia, associada \u00e0 busca de sentido da vida e cujo centro est\u00e1 a capacidade humana de, em qualquer circunst\u00e2ncia da vida, escolher sua atitude, com muito destaque \u00e0 decis\u00e3o ativa de perdoar e construir o futuro.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Este articulista n\u00e3o sabe se Erich Fromm e Viktor Frankl se conheceram ou corresponderam entre si. Foram praticamente contempor\u00e2neos, ambos t\u00eam origem judaica, um alem\u00e3o e outro austr\u00edaco, ambos proveram reflex\u00f5es fin\u00edssimas e convergentes sobre o amor produtivo versus automanipula\u00e7\u00e3o destruidora. Fromm conseguiu fugir antes da opoteose da barb\u00e1rie nazista que Frankl vivenciou na pele e carne. Ambos s\u00e3o autores obrigat\u00f3rios a quem se ocupa do amor.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">O perd\u00e3o liberta dos lutos para podermos viver. Ele sempre \u00e9 decis\u00e3o individual, intransfer\u00edvel e dispon\u00edvel. Este artigo \u00e9 publicado no domingo de P\u00e1scoa de 2.022. Bons renascimentos sucessivos a todos.<\/span><\/h4><p>SP, 17\/04\/22<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-3bfd8615 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"3bfd8615\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-45a2f8ff\" data-id=\"45a2f8ff\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-357350a elementor-widget-divider--view-line elementor-widget elementor-widget-divider\" data-id=\"357350a\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"divider.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-divider\">\n\t\t\t<span class=\"elementor-divider-separator\">\n\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-4675311e elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"4675311e\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-20 elementor-top-column elementor-element elementor-element-1a230ac4\" data-id=\"1a230ac4\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-3288d44a elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"3288d44a\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"405\" height=\"225\" src=\"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/1.png\" class=\"attachment-large size-large wp-image-20535\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/1.png 405w, https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/1-300x167.png 300w\" sizes=\"(max-width: 405px) 100vw, 405px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-20 elementor-top-column elementor-element elementor-element-41054961\" data-id=\"41054961\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-42c78f7a elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"42c78f7a\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/curso-trivium-turma-nova\/\">\n\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" width=\"405\" height=\"225\" src=\"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/2.png\" class=\"attachment-large size-large wp-image-20536\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/2.png 405w, https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/2-300x167.png 300w\" sizes=\"(max-width: 405px) 100vw, 405px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-20 elementor-top-column elementor-element elementor-element-571d19eb\" data-id=\"571d19eb\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7656202b elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"7656202b\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/cursos-contos-brasileiros\/\">\n\t\t\t\t\t\t\t<img decoding=\"async\" width=\"405\" height=\"225\" src=\"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/3.png\" class=\"attachment-large size-large wp-image-20537\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/3.png 405w, https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/3-300x167.png 300w\" sizes=\"(max-width: 405px) 100vw, 405px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-20 elementor-top-column elementor-element elementor-element-6e7cb88d\" data-id=\"6e7cb88d\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-2bb685d5 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"2bb685d5\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/serie-analfabetismo-funcional\/\">\n\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"405\" height=\"225\" src=\"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/5.png\" class=\"attachment-large size-large wp-image-20534\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/5.png 405w, https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/5-300x167.png 300w\" sizes=\"(max-width: 405px) 100vw, 405px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-20 elementor-top-column elementor-element elementor-element-1c8d113f\" data-id=\"1c8d113f\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-50250c17 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"50250c17\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/serieartedeamar\/\">\n\t\t\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"405\" height=\"225\" src=\"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/4.png\" class=\"attachment-large size-large wp-image-20533\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/4.png 405w, https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/4-300x167.png 300w\" sizes=\"(max-width: 405px) 100vw, 405px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/a>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PERD\u00c3O, VINGAN\u00c7A E RESSENTIMENTO, ACEITA\u00c7\u00c3O OU NEGA\u00c7\u00d5ES DO LUTO Artigo de Vicente do Prado Tolezano.&nbsp; Amor, no seu sentido efetivo, \u00e9 raro. A maioria n\u00e3o ama, n\u00e3o \u00e9 amada e nem testemunha atos de amor. Perd\u00e3o \u00e9 forma de amor, a mais rara delas. Pouqu\u00edssimos perdoam genuinamente. Perd\u00e3o vem do grego&nbsp;aphiemi e do latim dimittre, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":22655,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[85,50],"tags":[24,193,188,548,117,282,596,119,432,597],"class_list":["post-22654","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-artigos-amor-consciencia-e-liberdade","tag-amor","tag-carater","tag-dostoievski","tag-erich-fromm","tag-louis-lavelle","tag-perdao","tag-ponde","tag-ressentimento","tag-viktor-frankl","tag-vinganca"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22654","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22654"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22654\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":22659,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22654\/revisions\/22659"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/22655"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22654"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22654"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22654"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}