{"id":15928,"date":"2020-10-19T20:34:41","date_gmt":"2020-10-19T23:34:41","guid":{"rendered":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/?p=15928"},"modified":"2020-10-19T20:44:21","modified_gmt":"2020-10-19T23:44:21","slug":"autodidata-x-analfabeto-funcional-livre-x-servo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/autodidata-x-analfabeto-funcional-livre-x-servo\/","title":{"rendered":"072 Autodidata X Analfabeto Funcional &#8211; Livre X Servo"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"15928\" class=\"elementor elementor-15928\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-e6d380c elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"e6d380c\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-a67938c\" data-id=\"a67938c\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-036b8a8 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"036b8a8\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h3 style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">072 &#8211; Autodidata X Analfabeto Funcional &#8211; Livre X Servo<\/span><\/strong><\/h3>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-ac1eb35 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"ac1eb35\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-db1a81f\" data-id=\"db1a81f\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-43124a6 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"43124a6\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h4>Autor: Vicente do Prado Tolezano<\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">\u00c9 dif\u00edcil conceber liberdade mais fecunda que a do que o autodidata.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">O livre \u00e9 aquele que, claro que dentro das devidas propor\u00e7\u00f5es, se basta; ele \u00e9 por si, sem depend\u00eancia de v\u00ednculos existenciais com outros (\u201crela\u00e7\u00e3o de autoridade\/poder\u201d).<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Ser livre n\u00e3o \u00e9 ser pessoa sem regra. O pr\u00f3prio termo \u201cautonomia\u201d quer dizer \u201cregras alcan\u00e7adas por si\u201d ou com \u201cregras pr\u00f3prias\u201d. Liberdade, afinal, n\u00e3o se confunde n\u00e3o apenas com a n\u00e3o depend\u00eancia de outros, mas tamb\u00e9m n\u00e3o se confunde com a erraticidade e tampouco com anarquia.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Pessoas livres, frise-se, s\u00e3o bastante controladas, na perspectiva de controle propriamente essencial \u2013 o controle sobre si como uma categoria metaf\u00edsica de forma.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">As pessoas n\u00e3o livres, por sua vez, ou recebem controle externo (como conforma\u00e7\u00e3o) ou ficam err\u00e1ticas\/ca\u00f3ticas (desinformado), como uma categoria metaf\u00edsica de mera mat\u00e9ria.\u00a0 \u00a0<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">N\u00e3o nascemos livres. Ali\u00e1s, somos a esp\u00e9cie mais dependente que h\u00e1 n\u00e3o apenas porque somos a \u00fanica que se defronta com o \u201cdilema da liberdade\u201d, mas tamb\u00e9m por conta de que at\u00e9 mesmo a nossa animalidade \u00e9 a mais dependente de todas, dada a insufici\u00eancia meramente instintiva para a vida humana.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Nossa quest\u00e3o existencial \u00e9 fazermo-nos livres no curso da vida, como por v\u00e1rios nascimentos espirituais sucessivos e progressivos sobre o nascimento org\u00e2nico, ao qual n\u00e3o demos causa. Esse processo se chama de perfectibilidade ou matura\u00e7\u00e3o.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Na perspectiva propriamente cognitiva, a maturidade \u00e9 exatamente saber aprender por si, seja por (i) sele\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria de fontes, seja por (ii) capacidade de colheita direta dos dados da realidade,\u00a0 seja por (iii) delibera\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria dos objetos de interesse e a (iv) capacidade de refletir e sintetizar sucessivas vezes tudo isso.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">O amadurecido como acima apontado \u00e9 o AUTODIDATA.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">PLAT\u00c3O (428 \u2013 348 a.C.) chamava o que ora apontamos como autodidata como o \u201chomem de esp\u00edrito dial\u00e9tico\u201d, aquele que saiu sozinho da caverna, que supera estranhamentos consigo na medida em que progride na vis\u00e3o \u201cdas cores\u201d e que, ao cabo, resta um \u201cestranho\u201d aos seus ex-colegas de c\u00e1rcere, conformados \u00e0s sombras externas.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">O saudoso Pierluigi Piazzi (1943 &#8211; 2015) afirmava ami\u00fade que a fun\u00e7\u00e3o \u00fanica de escola haveria de ser o est\u00edmulo a essa condi\u00e7\u00e3o de autodidatismo. Tinha toda raz\u00e3o nessa, ali\u00e1s, obviedade.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Agregamos que mais que \u201cescola\u201d, tudo o mais que seja sadio deve concorrer para a estimula\u00e7\u00e3o libert\u00e1ria.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Uma fam\u00edlia, e.g., que at\u00e9 acolhe a prole mas inibe o natural v\u00f4o para fora do ninho perverte a raz\u00e3o de ser da pr\u00f3pria fam\u00edlia, que inclui educar existencialmente no sentido amplo para a liberdade externa e n\u00e3o para o \u201cparasitismo\u201d.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Na perspectiva cognitiva, um paralelo apropriado ao parasita afetivo\/existencial\/mimado \u00e9 o ANALFABETO FUNCIONAL, o tipo cuja intelig\u00eancia \u00e9 s\u00f3 posti\u00e7a.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Analfabetos funcionais podem cumprir algumas fun\u00e7\u00f5es de superf\u00edcie ou periferia, mas nunca se basta, pois ou n\u00e3o entende\/significa o que faz ou depende plenamente da ordem\/mando\/instru\u00e7\u00e3o ou outras formas de \u201cnomia\u201d para com elas se conformar.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Alguns analfabetos funcionais at\u00e9 sobem alguns degraus da escada, mas s\u00f3 mediante \u201cchutes no fundilho\u201d, os quais, se cessados, implicam a parada imediata e estacionamento na condi\u00e7\u00e3o de parasita.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">O autodidata e o analfabeto funcional s\u00e3o os opostos extremos entre si. Um tem princ\u00edpio de a\u00e7\u00e3o em si e o outro \u00e9 s\u00f3 inercial (reativo ou parasita) e a\u00ed reside o discernimento pr\u00f3prio: atitude ou car\u00e1ter de agir x car\u00e1ter de parasitar.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Afirmamos que as atrofias cognitivo-intelectuais dos analfabetos funcionais, por tantas vezes, n\u00e3o s\u00e3o propriamente \u201co\u201d problema, mas, mais acuradamente, \u201cefeito\u201d do problema essencial, que \u00e9 a ren\u00fancia de liberdade. \u00c9 mais ou menos o caso da pessoa meio cega porque deixa as suas pr\u00f3prias p\u00e1lpebras s\u00f3 meio abertas.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">A ren\u00fancia \u00e0 liberdade (por via de consequ\u00eancia, da raz\u00e3o) foi profundamente examinada por ERICH FROMM (1.900 \u2013 1.980), que inclui esse tema na sua tipologia de car\u00e1cteres humanos, particularmente claro que o analfabeto funcional se encaixa no car\u00e1ter de aut\u00f4mato, tamb\u00e9m dito car\u00e1ter dependente ou simbi\u00f3tico, cujas caracter\u00edsticas mais profundas s\u00e3o i) medo de solid\u00e3o, 2) sentimento de insignific\u00e2ncia e 3) sensa\u00e7\u00e3o de impot\u00eancia. Esses tipos nunca maturam, em paralelo a que Arist\u00f3teles (385 \u2013 322 a.C.) predicava ao servo, que \u00e9 aquele que n\u00e3o consegue desenvolver virtudes.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Ler um livro, estabelecer uma interpreta\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, por conta de articula\u00e7\u00e3o intelectiva pr\u00f3pria sobre o que foi proposto pelo Autor, pelo que foi pressuposto por ele, mediado com o que se concorda\/refuta e acrescenta s\u00e3o atos n\u00e3o s\u00f3 de \u201cintelig\u00eancia\u201d, mas s\u00e3o atos de \u201cdecis\u00f5es sem\u00e2nticas\u201d.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">O analfabeto funcional n\u00e3o alcan\u00e7a decidir e nem pisa nos solos sem\u00e2nticos. Afinal, analfabeto funcional \u201cfunciona mas n\u00e3o significa\u201d. Toda sua perspectiva \u00e9 de instru\u00e7\u00e3o\/ordem para fazer alguma coisa, nem que seja de um chefe\/autoridade imagin\u00e1rios.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">O analfabeto funcional pode ter passado anos a fio nos bancos escolares e quedar-se s\u00f3 passivamente.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">S\u00e3o muitos os autores (Pascal Bernardin, John Gato, Mortimer Adler, entre outros) que indicam que a escolariza\u00e7\u00e3o extensa pode n\u00e3o s\u00f3 ser divorciada da educa\u00e7\u00e3o sem\u00e2ntica como pode s\u00f3 se prestar a ajudar na camuflagem de v\u00e1rias auto sabotagens da liberdade individual.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Quem n\u00e3o conhece diplomados desprovidos de qualquer significa\u00e7\u00e3o e evasivos ao menor suspiro?<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Quem tamb\u00e9m n\u00e3o conhece irm\u00e3os de mesma fam\u00edlia, recebedores de mesmas condi\u00e7\u00f5es sociais, materiais e afetivas, mas um bate as asas e outro se acocora e n\u00e3o por problemas \u201cneurol\u00f3gicos\u201d, mas s\u00f3 por atitude mesmo e tantas vezes acobertadas essas por pseudo racionaliza\u00e7\u00f5es?<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">A\u00ed vem a pergunta: como ajudar um analfabeto funcional?<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Em muitas vezes, a pergunta acima \u00e9 a mesma pergunta de como ajudar aquele que renuncia da sua liberdade, o que, nem de longe, aspira por ser por si e insiste, insiste e insiste mais mais e mais nos jogos subterfugiosos m\u00faltiplos?<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">\u00c9 evidente que n\u00e3o se v\u00e3o \u201cresolver\u201d tantos e tantos casos pois tinham raz\u00e3o BERTRAND RUSSEL (1.872 &#8211; 1970) quando asseverava que <em>a maioria das pessoas prefere morrer a pensar<\/em> e SIGMUND FREUD (1.856 \u2013 1.939) ao afirmar que <em>a maioria das pessoas n\u00e3o quer realmente a liberdade<\/em>, pois esta implica responsabilidade.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Libertar quem decidiu profundamente fugir da liberdade equivale a jogar p\u00e9rolas aos porcos. Eles pisar\u00e3o sobre elas e se voltar\u00e3o ao doador das p\u00e9rolas, conta a passagem evang\u00e9lica.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Outros tantos casos h\u00e1 em que a liberta\u00e7\u00e3o ser\u00e1 \u00e1rdua, mas poss\u00edvel.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Na nossa pr\u00f3pria pr\u00e1tica de mentoria, constatamos avan\u00e7os de v\u00e1rios mentorandos inicialmente queixosos de gargalo na cogni\u00e7\u00e3o quando trabalhamos a ressignifica\u00e7\u00e3o das suas \u201crela\u00e7\u00f5es de autoridade\u201d ao longo da vida.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Ou seja, confirmamos o gargalo de cogni\u00e7\u00e3o como efeito do gargalo da liberdade. Por vezes, as pessoas assumem condi\u00e7\u00e3o de aut\u00f4matos por meros erros\/desordens conceituais, os quais, se reordenados, permitem a retomada do fluxo de progress\u00e3o existencial, inclu\u00edda a retomada da intelig\u00eancia.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Claro que os casos mais f\u00e1ceis de analfabetismo funcional a ser superados s\u00e3o os de atrofias cognitivas decorrentes de letramento e\/ou numeramento prec\u00e1rios, sem nexo direto de um psiquismo auto sabotador.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Nesses casos, uma dificuldade que costuma surgir \u00e9 um senso de vergonha que pode fazer a pessoa resistir em retroceder para, s\u00f3 ap\u00f3s, progredir. Superada a vergonha, h\u00e1 trabalho por fazer e este costuma vingar.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">O caminho de solu\u00e7\u00e3o nos casos acima implica voltar ao b\u00e1sico, \u00e0 apreens\u00e3o de, por exemplo, an\u00e1lise sint\u00e1tica, leitura de cr\u00f4nicas, de poesia, composi\u00e7\u00e3o de textos b\u00e1sicos, pr\u00e1tica em manuseio de dicion\u00e1rios, etc &#8230;<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Sem voltar aos pisos primeiros, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel subir o pr\u00e9dio sem que, ao menos, ele fique torto.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">J\u00e1 atendemos a diplomados em universidade e gente at\u00e9 com cargos razo\u00e1veis em organiza\u00e7\u00f5es, mas que jamais tinham lido livros! Escrevem at\u00e9, mas em \u201cescrita funcional\u201d, sem conseguir incluir articula\u00e7\u00e3o, coordena\u00e7\u00e3o, conex\u00e3o entre ideias ou discernir tens\u00f5es sem\u00e2nticas. A vasta maior parte da for\u00e7a de trabalho do Brasil \u00e9 assim ou pior.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Se a pessoa tiver a humildade de retomar o b\u00e1sico que ficou negligenciado, h\u00e1 como avan\u00e7ar, como j\u00e1 dissemos, e at\u00e9 buscar um paradigma de autodidatismo. A prop\u00f3sito, este articulista tem 51 anos de idade e declara publicamente que carregou tra\u00e7os de analfabetismo funcional at\u00e9 os 34 anos, ocasi\u00e3o em que era advogado, dono de escrit\u00f3rio e com 2 p\u00f3s gradua\u00e7\u00f5es, mas a posse de \u201cfineza sem\u00e2ntica\u201d n\u00e3o tinha toda estabilidade devida. \u00a0<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Urge, como j\u00e1 dito, estimular a liberdade e desenvolvimento das pessoas, mas com a aten\u00e7\u00e3o de que estimular \u00e9 s\u00f3 estimular mesmo, tal como abrir uma porta convidar a entrar, sem, contudo, empurrar para entrar. Todas as experi\u00eancias de educar \u00e0 f\u00f3rceps ou por bajula\u00e7\u00e3o s\u00f3 alcan\u00e7am simulacros como os analfabetos funcionais s\u00e3o.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Deveria ser \u00f3bvio que liberdade n\u00e3o se imp\u00f5e. Autodidatismo, por sua vez, sempre foi coisa rara e louv\u00e1vel e nem a universaliza\u00e7\u00e3o das escolas far\u00e1 ele ser regra, sen\u00e3o de exce\u00e7\u00e3o nos meios do parasitismo-analfabeto-funcional-servil-escapista.<\/span><\/h4>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O oposto pleno ao analfabeto funcional \u00e9 o autodidata. \u00c9 a mesma oposi\u00e7\u00e3o entre servid\u00e3o e liberdade. Analfabeto funcional, tantas vezes, \u00e9 aquele que se sabota justamente para n\u00e3o ser livre. \u00c9 \u00e1rduo libertar o servo.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":15929,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[85,49],"tags":[555,556,548,549,551,550,552,553],"class_list":["post-15928","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-artigos-educacao","tag-autodidatismo","tag-bertrand-russel","tag-erich-fromm","tag-freud","tag-john-gatto","tag-mortimer-adler","tag-pascal-bernardin","tag-pierluigi-piazzi"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15928","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15928"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15928\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15935,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15928\/revisions\/15935"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15929"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15928"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15928"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15928"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}