{"id":11844,"date":"2020-05-05T14:44:36","date_gmt":"2020-05-05T17:44:36","guid":{"rendered":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/?p=11844"},"modified":"2020-05-05T18:07:02","modified_gmt":"2020-05-05T21:07:02","slug":"065-todo-parte-cosmovisao-e-ideologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/065-todo-parte-cosmovisao-e-ideologia\/","title":{"rendered":"065 &#8211; Todo\/Parte, Cosmovis\u00e3o e Ideologia"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"11844\" class=\"elementor elementor-11844\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-41b176b elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"41b176b\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-1315b4b\" data-id=\"1315b4b\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7136ec6 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"7136ec6\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h3 style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">065 &#8211; Todo\/Parte, Cosmovis\u00e3o e Ideologia<\/span><\/strong><\/h3>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-ed8d5b7 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"ed8d5b7\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-3bca0f8\" data-id=\"3bca0f8\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7d28675 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"7d28675\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h4><span style=\"color: #000000;\">Autor: Vicente do Prado Tolezano 05\/05\/2020<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\"><strong>1) PARTE\/TODO<\/strong><\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Existem \u201cpartes\u201d e \u201ctodo\u201d, este um princ\u00edpio de ordem sobre aquelas. H\u00e1 todos parciais, partes de outros todos, ditos subtotais, e partes totais sobre outras partes da parte, ditas subpartes. Podemos dividir em tantas camadas queiramos, mas da tens\u00e3o de discernimento entre \u201cparte\u201d e \u201ctodo\u201d nunca escapamos, tal como o ovo n\u00e3o escapa da galinha e nem a galinha do ovo.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Mesmo quem n\u00e3o pense sobre o todo, tem uma intui\u00e7\u00e3o inconsciente\/difusa dele. O psiquismo duma crian\u00e7a j\u00e1 desnuda esse esquema, de que alguma organiza\u00e7\u00e3o explicativa das partes avulsas por um todo h\u00e1 de haver. \u201cTodo\u201d sempre inculca, repetimos, um senso de \u201cordem\u201d.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Na falta de recursos conceituais sobre viol\u00eancia, perigo, etc., crian\u00e7as, por exemplo, aprendem a imaginar \u201co boi da cara preta\u201d, que faz a vez ordenadora de um todo e sob o qual as pr\u00f3prias emo\u00e7\u00f5es de medo dessa crian\u00e7a se arrumam. Uma \u201cparte\u201d solta, sem um todo que d\u00ea alguma significa\u00e7\u00e3o, ainda que falsa, \u00e9 caos e o psiquismo n\u00e3o aguenta isso. Seria como membros sem cabe\u00e7a!<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Uma simples not\u00edcia, ou seja, uma parte da realidade, de que uma mo\u00e7a de minissaia dormira no banco do Uber e restou abusada costuma trazer rea\u00e7\u00f5es de subconscientes\u00a0 como \u201cquem mandou dormir no Uber?\u201d ou \u201csafada!\u201d, desnudando assun\u00e7\u00e3o de todos pressupostos, seja de tara masculina ou promiscuidade feminina.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Escapar da compuls\u00e3o reativa de explica\u00e7\u00f5es irrefletidas, simplistas, justificadoras ou cens\u00f3rias, que os antigos chamavam de \u201copini\u00e3o\u201d demanda maturidade intelectual.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\"><strong>2) COSMOVIS\u00c3O<\/strong><\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">\u00c0s propostas de compreens\u00e3o do todo \u00faltimo, no sentido de elucidar os modos de articula\u00e7\u00e3o entre as partes, d\u00e1-se o nome de COSMOVIS\u00c3O.\u00a0 Ali\u00e1s, o sentido da aglutina\u00e7\u00e3o etimol\u00f3gica de \u201ccosmos\u201d e \u201cvis\u00e3o\u201d se apresenta por si.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">\u00c9 \u00f3bvio que COSMOVIS\u00c3O \u00e9 um valor, eis que sua afirma\u00e7\u00e3o sempre implica, expl\u00edcita ou tacitamente, preteri\u00e7\u00e3o de outras propostas de todo. Cosmovis\u00f5es s\u00e3o a fina flor das possibilidades de significa\u00e7\u00e3o. A posse de uma cosmovis\u00e3o mais l\u00facida \u00e9 luz de lampi\u00e3o perto da luz de vagalume dos desprovidos duma.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">A rigor, propor cosmovis\u00f5es \u00e9 trabalho de fil\u00f3sofos, s\u00e1bios e m\u00edsticos e as partes, em si, s\u00e3o objeto de aten\u00e7\u00e3o dos cientistas, homens pr\u00e1ticos e pol\u00edticos.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Plat\u00e3o (428 \u2013 348 a.C.) exemplificou com a cosmovis\u00e3o paup\u00e9rrima dos homens da caverna, reduzidos a um \u201cpseudo todo\u201d meramente sens\u00edvel, e para os quais o mundo de luz plena era desconhecido e nem seria veross\u00edmil. Obviamente, o \u00e2mbito vital daqueles homens era \u00ednfimo, recordando-se sempre que significar integra a vitalidade humana.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">No pr\u00f3prio Mito da Caverna, Plat\u00e3o exalta o raro esp\u00edrito dial\u00e9tico, como a\u00e7\u00e3o de s\u00edntese para, sucessivamente, alcan\u00e7ar mais e mais luz, num esquema em que todas as partes, da exterioridade e interioridade, sejam na perspectiva do conhecimento quanto da atitude, se explicam a partir de sucessivos \u201ctodos maiores\u201d.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">O conhecimento das partes do mundo que, por exemplo, Arist\u00f3teles (384 \u2013 322 a.C.) teve \u00e9 seguramente muito inferior ao de qualquer cientista contempor\u00e2neo med\u00edocre, mas a intui\u00e7\u00e3o do todo por ele alcan\u00e7ada segue iluminando muito claramente as articula\u00e7\u00f5es das sucessivas descobertas de mais e mais \u201cpartes\u201d.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Em termos muito precisos, cosmovis\u00e3o n\u00e3o \u00e9 quest\u00e3o de \u201craz\u00e3o\u201d, mas de \u201cintelig\u00eancia\u201d no sentido cristalino.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">As grandes tradi\u00e7\u00f5es religiosas trazem cosmovis\u00f5es m\u00edsticas explicadoras, sob perspectivas distintas, do todo mundano e transcendente.\u00a0<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">O dualismo e integridade eterna da alma consoante cosmovis\u00e3o crist\u00e3, por exemplo, \u00a0elucida uma organiza\u00e7\u00e3o do todo e instiga a abordagens distintas das preconizadas por tradi\u00e7\u00f5es religiosas orientais com base no monismo e reencarna\u00e7\u00e3o da alma.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Outro exemplo de distin\u00e7\u00e3o, inclusive por invers\u00e3o, de cosmovis\u00f5es entre ocidentais e orientais, agora focada no aspecto da senci\u00eancia, foi anotado por Northrop Frye (1912 \u2013 1991), tal que para os OCIDENTAIS a raz\u00e3o conta do mundo exterior e as emo\u00e7\u00f5es do interior ao passo que para os ORIENTAIS a raz\u00e3o conta do meu interior e as emo\u00e7\u00f5es contam do mundo exterior.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">N\u00e3o h\u00e1 nenhuma d\u00favida de que, por isso ou pelo menos tamb\u00e9m por isso, os modos de exist\u00eancia e experi\u00eancias humana ocidental e oriental diferem-se em grandes linhas.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Aspecto muito importante \u00e9 que a busca natural por um todo, pr\u00f3prio da cosmovis\u00e3o, \u00e9 uma busca de natureza sint\u00e9tica, no sentido preciso de uma submiss\u00e3o do homem-parte a um todo por ele buscado, que lhe explique, \u00f3bvio, lhe transcenda, sempre com vistas ao aumento da lucidez e da amplitude da vida at\u00e9 seus extremos.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Quem persegue cosmovis\u00f5es sinceramente e pelo fim existencial em si tende, inclusive, a apreciar o encontro com cosmovis\u00f5es distintas, sempre \u00fateis na s\u00edntese dial\u00e9tica, como processo de ascens\u00e3o do esp\u00edrito.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">O pr\u00f3prio Plat\u00e3o, no Mito da Caverna, Plat\u00e3o j\u00e1 salientava sobre o esp\u00edrito de dial\u00e9tica (s\u00edntese) na persecu\u00e7\u00e3o dos fios de luz, o qual \u00e9 meio e atitude de travessia dolorosa da ignor\u00e2ncia para a lucidez \u201cem detrimento do esp\u00edrito defensivo\u201d, que \u00e9 aquele de manuten\u00e7\u00e3o de mero h\u00e1bito ou defesa\/imposi\u00e7\u00e3o de um estado de coisas.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Advertia ele do perigo do prisioneiro at\u00e9 matar o iluminado, ex-prisioneiro que fugira e viu o astro solar, ordem simb\u00f3lica do cosmos, que voltasse \u00e0 escurid\u00e3o para anunciar o sol aos que veem sombras.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\"><strong>3) IDEOLOGIA<\/strong><\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">\u00a0Uma degenera\u00e7\u00e3o de cosmovis\u00e3o tem nome certo, que \u00e9 IDEOLOGIA, a qual tem cara, cheiro e jeito de cosmovis\u00e3o, inclusive por ela quer se fazer passar, mas n\u00e3o a \u00e9, eis que carece da \u201calma sint\u00e9tica da cosmovis\u00e3o\u201d.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Ainda que a ideologia, na primeira vista, d\u00ea explica\u00e7\u00f5es de algumas totalidades (precisamente, sub-totalidades), tem INTERESSES e se presta de expediente ao esp\u00edrito defensivo distinto da s\u00edntese, apegando-se nas \u201creduzidas\u201d sombras, o que modernamente chamamos de \u201cego\u201d ou \u201cego-expandido-coletivo\u201d.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Por exemplo, o todo do ide\u00f3logo marxista \u00e9 a mesquinharia da luta de classes, ao passo que o do ide\u00f3logo liberal \u00e9 a benevol\u00eancia da iniciativa individual, num esquema em que ambas as abordagens t\u00eam efeitos reducionistas do todo humano \u00e0s suas formula\u00e7\u00f5es de abordagem do homem enquanto ato e efeito econ\u00f4micos.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Ainda que efetiva a dimens\u00e3o econ\u00f4mica do homem, ela \u00e9 parte, quando muito um sub-sub-sub-total. As ideologias subvertem parte pelo todo, num esquema em que buscam <strong>conter o todo na parte ao inv\u00e9s de sintetizar a parte no todo<\/strong>. Noutras palavras, <em>o que deveria ser explicado vira fonte da explica\u00e7\u00e3o!<\/em><\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Ideologias t\u00eam \u201cquezinhos\u201d de verdade e seus QUEZ\u00d5ES de erros, absolutamente como as sombras da caverna plat\u00f4nica. O esp\u00edrito reducionista \u00e9 muito grave porque distancia do senso de realidade e \u00e9 erro em si mesmo de perspectiva existencial.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">A etimologia de ideologia elucida como \u201clei das ideias\u201d, tal como que as ideias \u00e9 que legislariam sobre realidade, criando-a, ao inv\u00e9s de captarem-na.<\/span><\/h4><h4>\u00a0Ide\u00f3logos, via de regra, t\u00eam ojeriza \u00e0s ideologias advers\u00e1rias (que s\u00e3o as contr\u00e1rias) ou apenas adversativas (que s\u00e3o as mais amplas), eis que carecem de atitude e \u00e2nimo de s\u00edntese e rendi\u00e7\u00e3o a um todo.<\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Sua \u00e2nsia \u00e9 de PODER e a simples n\u00e3o confirma\u00e7\u00e3o de poder \u00e9 irritantemente frustrante, fazendo lembrar que parte \u00e9 s\u00f3 parte mesmo, tal que n\u00e3o se cria nada, apenas se descobre.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Pouco importa se a parte da ideologia \u00e9 fundada em economia, sexo, nacionalismo, fundamentalismo religioso, ou outra parte destacada, que na quest\u00e3o de fundo \u00e9 apenas busca de amparo\/manuten\u00e7\u00e3o\/defesa de uma posi\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos outros, seja para se defender, para atacar, influenciar ou deixar de ser influenciado, julgar, comparar, enfim, atritar mesmo.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Na perspectiva do indiv\u00edduo, aderir a uma posi\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica \u00e9 s\u00f3 fingidamente ato de cren\u00e7a e, substancialmente, \u00e9 ato de busca de poder com arrimo em busca \u00faltima consciente ou n\u00e3o, de amparo psicol\u00f3gico identit\u00e1rio num grupo real ou mesmo imagin\u00e1rio contra \u201coutros\u201d, igualmente reais ou imagin\u00e1rios a partir de uma narrativa que pode ser t\u00e3o fant\u00e1stica como uma simples \u201cparte ser transformada no todo\u201d.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">A explica\u00e7\u00e3o ps\u00edquica, ali\u00e1s, de toda ideologia \u00e9 a mesma explica\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno do, um subterf\u00fagio de escapismo existencial.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Fanatismo religioso, por exemplo, nada mais \u00e9 que ideologia com roupa espiritual, pseudo purgativa de vida desordenada e at\u00e9 tamb\u00e9m para (pseudo) exonerar\/expiar pr\u00e1tica de maldade por um \u00e1libi de um todo perversamente concebido at\u00e9 como sagrado.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">As \u201cexplica\u00e7\u00f5es de um todo\u201d, mesmo que falso, como j\u00e1 assinalamos, s\u00e3o sempre buscadas, ainda que inconscientemente, e produzem efeitos concretos poderosos. Logo, \u00e9 justamente a\u00ed que residem os esquemas de contingenciamento e manipula\u00e7\u00e3o de consci\u00eancias, inclusive os autoenganos deliberados.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Tamb\u00e9m \u00e9 perfeitamente poss\u00edvel ades\u00e3o a ideologias por conta de manipula\u00e7\u00e3o de poder de \u201cparte da consci\u00eancia\u201d contra \u201coutra parte da consci\u00eancia\u201d dum mesmo indiv\u00edduo, caso pr\u00f3prio das pessoas \u201cdissociadas\u201d, coisa mais comum que peixes no mar.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Importante notar, e aqui o bus\u00edlis do artigo, que o esquema causal entre cosmovis\u00e3o e ideologia \u00e9 oposto, tal que (i) se mudam os interesses, o ide\u00f3logo muda de ideologia, ao passo que (ii) se algu\u00e9m muda de cosmovis\u00e3o, a\u00ed ele muda seus interesses e a\u00e7\u00f5es.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Ide\u00f3logos sequer se avexam em insinuar que se suas ideologias n\u00e3o d\u00e3o cabo dos fatos da realidade, o caso seria de erro dos fatos e n\u00e3o da explica\u00e7\u00e3o! Satisfazem-se em arguir que a ideologia alheia tamb\u00e9m n\u00e3o d\u00e1 conta dos fatos e que seria \u201cmais viciada\u201d que a deles, refor\u00e7ando o esquema que \u00e9 o posicionamento para com o \u201coutro\u201d o centro da aten\u00e7\u00e3o.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Assunto tratado de forma quase que s\u00f3 ideol\u00f3gica \u00e0s esc\u00e2ncaras no Brasil respeita ao ano de 1964. H\u00e1 razo\u00e1veis consensos entre v\u00e1rios fatos (partes) passados (ditadura, AI5, torturas, guerrilha, explos\u00f5es, atentados), pois mais objetivos, mas, quanto \u00e0 compreens\u00e3o explicativa, reina a Torre de Babel, eis que ela (a compreens\u00e3o) sequer \u00e9 buscada em primazia das prefer\u00eancias meramente ideol\u00f3gicas.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Aplaudir efusivamente ou ojerizar histericamente o regime verde-oliva \u00e9 ades\u00e3o ideol\u00f3gica interessada, no m\u00ednimo dos m\u00ednimos, numa afetividade de ego individual ou coletivo, para subterfugiar alguma a\u00e7\u00e3o\/interesse de hoje, que, muito provavelmente, n\u00e3o tem nexo f\u00e1tico causal nenhum com o passado \u2013 s\u00f3 imagin\u00e1rio.<\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">\u00c9 absolutamente certo que, goste-se ou n\u00e3o, 1964, tal como eventos hist\u00f3ricos quaisquer, ter\u00e1 sido apenas e t\u00e3o somente uma \u201cparte\u201d, e nunca um \u201ctodo em si\u201d suficientemente autoexplicativo e nem fundador das demais explica\u00e7\u00f5es, pouco importando as densidades argumentativas ou das narrativas imagin\u00e1rias de manique\u00edsmo ideol\u00f3gico<\/span><span style=\"color: #000000;\"> <em><a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/www.google.com\/search?q=%C3%A0+la+gauche+ou+%C3%A0+la+droite&amp;spell=1&amp;sa=X&amp;ved=2ahUKEwjS9IaP1JvpAhWXD7kGHVdDAigQBSgAegQIEBAp\">\u00e0 la gauche ou \u00e0 la droite.<\/a><\/em><\/span><\/h4><h4><span style=\"color: #000000;\">Ao cabo: para viver em plenitude, \u00e9 necess\u00e1ria busca por cosmovis\u00e3o l\u00facida, alinhando-se o indiv\u00edduo a todos sucessivamente descobertos e, para fingir (a outros e a si) que se vive em plenitude mas com a certeza de que se vive muito reduzidamente basta uma ideologia.<\/span><\/h4>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-0fe62d9 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"0fe62d9\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-09ead34\" data-id=\"09ead34\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-1d965a3 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"1d965a3\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">A reprodu\u00e7\u00e3o do texto \u00e9 livre, devendo ser citada a fonte e preservada a unidade do pensamento.<\/span><\/strong><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-2a24acf elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"2a24acf\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-50 elementor-top-column elementor-element elementor-element-cd5d84e\" data-id=\"cd5d84e\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-9ba4128 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"9ba4128\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-8934 size-medium\" src=\"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Design-sem-nome-3-300x300.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Design-sem-nome-3-300x300.png 300w, https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Design-sem-nome-3-1024x1024.png 1024w, https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Design-sem-nome-3-150x150.png 150w, https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Design-sem-nome-3-768x768.png 768w, https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/Design-sem-nome-3.png 1080w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-50 elementor-top-column elementor-element elementor-element-162d43e\" data-id=\"162d43e\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-ef0d6db elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"ef0d6db\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><span style=\"color: rgb(0, 0, 0);\">Vicente do Prado Tolezano \u00e9 graduado em direito pe\u00e7a PUC\/SP e Mestre em Filosofia pela Faculdade do Mosteiro de S\u00e3o Bento de S\u00e3o Paulo, com investiga\u00e7\u00e3o sobre a Metaf\u00edsica de Arist\u00f3teles. \u00c9 diretor da Casa da Cr\u00edtica e da Tolezano Advogados.<\/span><br><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Tem forma\u00e7\u00f5es complementares diversas na \u00e1rea da Gest\u00e3o, Psican\u00e1lise, Media\u00e7\u00e3o, Filosofia Clinica, L\u00f3gica e Argumenta\u00e7\u00e3o e outras sobre a Alma Humana.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-6f47b3e elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"6f47b3e\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-33 elementor-top-column elementor-element elementor-element-4f8963a\" data-id=\"4f8963a\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap\">\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-33 elementor-top-column elementor-element elementor-element-6809389\" data-id=\"6809389\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap 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H\u00e1 todos parciais, partes de outros todos, ditos subtotais, e partes totais sobre outras partes da parte, ditas subpartes. Podemos dividir em tantas camadas queiramos, mas da tens\u00e3o de discernimento [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":11852,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[85,50],"tags":[44,462,461,463,464,84,359],"class_list":["post-11844","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-artigos-amor-consciencia-e-liberdade","tag-aristoteles","tag-cosmovisao","tag-ideologia","tag-mito-da-caverna","tag-northrop-frye","tag-platao","tag-poder"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11844","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11844"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11844\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11855,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11844\/revisions\/11855"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11852"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11844"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11844"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11844"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}