{"id":10374,"date":"2019-09-05T15:43:00","date_gmt":"2019-09-05T18:43:00","guid":{"rendered":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/?p=10374"},"modified":"2020-03-22T16:10:04","modified_gmt":"2020-03-22T19:10:04","slug":"055-amor-a-patria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/055-amor-a-patria\/","title":{"rendered":"055 &#8211; Amor \u00e0 P\u00e1tria"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"10374\" class=\"elementor elementor-10374\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-41b176b elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"41b176b\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-1315b4b\" data-id=\"1315b4b\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7136ec6 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"7136ec6\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h3 style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">054 &#8211; Amor \u00e0 P\u00e1tria<\/span><\/strong><\/h3>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-ed8d5b7 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"ed8d5b7\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-3bca0f8\" data-id=\"3bca0f8\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7d28675 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"7d28675\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h4>Autor: Vicente do Prado Tolezano 05\/09\/2019.<\/h4><h4>O amor \u00e0 P\u00e1tria \u00e9 daquelas esp\u00e9cies ditas de \u201camor-natural\u201d e, pois, de certa forma apenas um proto-amor (eis que amor, propriamente, \u00e9 necessariamente sobrenatural).<\/h4><h4>\u00c9 um recurso afetivo para uso extra-ninho, tal que a multid\u00e3o de fora n\u00e3o seja, ao menos simbolicamente, geradora de estranheza. Algo como longa manus de afei\u00e7\u00e3o familiar.<\/h4><h4>Os derivativos da P\u00e1tria, tais como nacional, patr\u00edcio, territorialidade, soberania, etc \u2026 s\u00e3o apetrechos para constru\u00e7\u00e3o de egos-expandidos-coletivos.<\/h4><h4>Ali\u00e1s, n\u00e3o poderia ser diferente, pois justamente EGO \u00e9 a moeda circulante nas interrela\u00e7\u00f5es humanas e tal que sem ele estas seriam imposs\u00edveis, eis que cada humano veria o outro como um perigo iminente (ainda que, de fato, o seja!).<\/h4><h4>\u00c9 exatamente o EGO expandido-coletivo de \u201cnacional\u201d um caldo comum de um m\u00ednimo multilateral e m\u00fatuo de proje\u00e7\u00f5es, retroproje\u00e7\u00f5es, expectativas, etc \u2026 que suaviza o imp\u00e9rio do instinto prim\u00e1rio de luta e fuga, cuja determina\u00e7\u00e3o \u00e9 de fazer ver tudo como amea\u00e7a.<\/h4><h4>Por sua vez, n\u00e3o \u00e9 porque seja necess\u00e1rio o ego-expandido-coletivo para, mais que a conviv\u00eancia humana, a pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia individual (somos greg\u00e1rios!) que as suas dimens\u00f5es meramente ILUS\u00d3RIAS passam a ser reais.<\/h4><h4>Mesmo as pessoas muito virtuosas, independentes, intelectualmente argutas e que j\u00e1 alcan\u00e7aram o patamar de personalidade amorosa (ou seja, as menos \u201cego\u00edstas\u201d) n\u00e3o podem ser propriamente \u201crealistas\u201d com rela\u00e7\u00e3o ao tema da P\u00e1tria. A rigor, s\u00e3o ex-desiludidas (no bom sentido do termo) para com ela.<\/h4><h4>Fica evidente, pois, que h\u00e1 de haver respeito, sen\u00e3o mesmo cultivo do senso de P\u00e1tria, mas dentro, tamb\u00e9m evidentemente, de limites moderados.<\/h4><h4>Pelo amor \u00e0 P\u00e1tria, o melhor das pot\u00eancias humanas nunca emergir\u00e1, sendo que o reverso poder\u00e1 bem ser o caso. P\u00e1trias nascem para suavizar perigos vitais imediatos mediante deslocamento do senso desse perigo para alhures. Por isso, todas as P\u00e1trias se associam e evocam o b\u00e9lico.<\/h4><h4>O melhor humano \u00e9 o Amor Ag\u00e1pico, voltado ao Divino, a totalidades da humanidade, da cria\u00e7\u00e3o, \u00e0 exist\u00eancia ou ao ser como um todo e que \u00e9 a r\u00e9gua \u00fanica para viabilizar e mesmo aferir amores particulares (filia).<\/h4><h4>Dista da raridade fazer tomar a P\u00e1tria (porque coletiva, num sentido) como substituta da totalidade ag\u00e1pica, esquema ali\u00e1s bastante manjado de mera idolatria, sob o qual, pois, moram vacuidade humana e mesmo \u00f3dio existencial.<\/h4><h4>Regra que n\u00e3o mente \u00e9 de que todo ser vazio busca preenchimento, nem que seja um pseudo-preenchimento, como s\u00f3i ser majoritamente. Noutras palavras, quem n\u00e3o ama, busca pseudo-amores, tal como a idolatria \u00e0 P\u00e1tria.<\/h4><h4>Quem j\u00e1 n\u00e3o ouviu a tolice (para dizer pouco) de que pagar imposto \u00e9 primaz em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 caridade!<\/h4><h4>Afirmar confian\u00e7a nos nacionais em preteri\u00e7\u00e3o aos estrangeiros \u00e9 outra tolice ami\u00fade repetida como mantra intermin\u00e1vel. Tomado em conta apenas o aspecto de nacional\/estrangeiro, qualquer indiv\u00edduo \u00e9 igualmente confi\u00e1vel ou abomin\u00e1vel. A rigor, esse tipo de in\u00e9rcia \u00e9 express\u00e3o sutil de orgulho.<\/h4><h4>Outro besteirol \u00e9 o ativismo pol\u00edtico, que muito dificilmente ter\u00e1 um m\u00ednimo de ressaibo de amor (nada importando a corrente pol\u00edtica eleita), eis que se impregna de INTERESSE duns \u201csobre\u201d outros, ao passo que amor \u00e9 antag\u00f4nico absoluto, j\u00e1 que h\u00e1 de ser desinteressado e \u201cpara\u201d outros. Mais sutil ainda, mas ativismo pol\u00edtico \u00e9 express\u00e3o de orgulho fundo.<\/h4><h4>Correntemente, ali\u00e1s, o ativismo pol\u00edtico nem respeita a ilus\u00e3o da P\u00e1tria, nos m\u00ednimos que ela pudesse prover de positivo. Quase todas os ativistas est\u00e3o orientados em fidelidade a agendas \u201cglobais\u201d (muito diferente de \u201cuniversal\u201d) e querem usar o aparato P\u00e1tria como uma \u201cconvers\u00e3o coletiva\u201d a um programa, ainda que hipocritamente \u00e0 P\u00e1tria se declare amor.<\/h4><h4>Nacionalismos, xenofobia, fanatismos, pieguices diversas, etc \u2026 entre outros horrores de egos-orgulhosos-est\u00fapidos s\u00e3o farinhas do mesmo saco ruim.<\/h4><h4>P\u00e1tria sempre \u00e9 um ficto, nunca um percepto, mesmo que efeitos concretos dela derivem, o que, ali\u00e1s, \u00e9 comum \u00e0s ideias. Propriamente, o Brasil n\u00e3o existe como subst\u00e2ncia. Existe um territ\u00f3rio, bem como um padr\u00e3o difuso de idiossincrasias, algumas refer\u00eancias imagin\u00e1rias associadas, etc \u2026 ao conceito de Brasil, o que, contudo, n\u00e3o lhe outorga estatuto ontol\u00f3gico para al\u00e9m de ente ficcional.<\/h4><h4>Nunca se peca em excesso relembrar o poeta Donne: \u201cque nossos afetos n\u00e3o nos matem e nem morram\u201d.<\/h4><h4>Em adequada (moderada!) propor\u00e7\u00e3o, que amemos a P\u00e1tria tanto quanto ela seja vis motivacional das personalidades de camadas infra 8 (as dos jovens ou dos imatur\u00e1veis) e preservemo-nos dos v\u00edcios que a despropor\u00e7\u00e3o gera.<\/h4><h4>Morrer pela P\u00e1tria? Jamais, sen\u00e3o para tolos mesmo. Que morramos por amor em prol de algu\u00e9m, mas a P\u00e1tria em si, no limite, n\u00e3o \u00e9 ningu\u00e9m. Pode ser ofensivo a muitos, mas morrer pela P\u00e1tria \u201cem si\u201d n\u00e3o difere de morrer por um time de futebol \u2013 s\u00f3 sectarismo mesmo.<\/h4><h4>Qualquer \u00e9tica meramente cidad\u00e3, por mais desenvolvida que possa ser, n\u00e3o deixa de ser gr\u00e3o de areia perto da montanha amorosa, que \u00e9 sempre AP\u00c1TRIDA.<\/h4>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-0fe62d9 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"0fe62d9\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-09ead34\" data-id=\"09ead34\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div 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