{"id":10356,"date":"2019-06-11T12:43:00","date_gmt":"2019-06-11T15:43:00","guid":{"rendered":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/?p=10356"},"modified":"2020-03-22T13:09:16","modified_gmt":"2020-03-22T16:09:16","slug":"052-substantivo-verbo-e-vida-humana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/casadacritica.com.br\/site\/052-substantivo-verbo-e-vida-humana\/","title":{"rendered":"052 &#8211; Substantivo, Verbo e Vida Humana"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"10356\" class=\"elementor elementor-10356\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-41b176b elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"41b176b\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-1315b4b\" data-id=\"1315b4b\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7136ec6 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"7136ec6\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h3 style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #ff0000;\">052 \u2013 Substantivo, Verbo e Vida Humana<\/span><\/strong><\/h3>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-ed8d5b7 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"ed8d5b7\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-3bca0f8\" data-id=\"3bca0f8\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7d28675 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"7d28675\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h4>Autor: Vicente do Prado Tolezano 11\/06\/2019<\/h4><h4>Substantivo \u00e9 ser e verbo \u00e9 a\u00e7\u00e3o do ser. N\u00e3o existe verbo sem substantivo, pois n\u00e3o existe a\u00e7\u00e3o sem agente e, pois, nem predicado sem sujeito\u00b9.<\/h4><h4>E \u00e9 assim que \u00e9, mas n\u00e3o meramente porque \u00e9 assim que disp\u00f4s a gram\u00e1tica normativa, mas porque assim \u00e9 a pr\u00f3pria estrutura ontol\u00f3gica da realidade.<\/h4><h4>Desde que os esfor\u00e7os racionais de compreens\u00e3o da realidade come\u00e7aram a ser registrados, j\u00e1 est\u00e3o assentados os assertos de que \u201cdo nada, nada vem\u201d e que \u201co agir segue o ser\u201d.<\/h4><h4>Noutras palavras: \u201ctoda causa irradia efeitos\u201d e \u201cn\u00e3o h\u00e1 efeito sem causa\u201d. Se se subverter isso, n\u00e3o mais h\u00e1 que se falar em \u201cmovimento\u201d no mundo.<\/h4><h4>A linguagem \u00e9 a simboliza\u00e7\u00e3o do ser e, \u00f3bvio, h\u00e1 de haver paralelismo estrutural entre a estrutura da simboliza\u00e7\u00e3o do ser e o ser propriamente. Arist\u00f3teles chamava isso de \u201cisomorfia\u201d.<\/h4><h4>Escapa a muitos, inclusive ditos \u201cestudados\u201d que a linguagem \u00e9 absolutamente \u201cuma fun\u00e7\u00e3o do movimento\u201d. Aprendemos gram\u00e1tica com regras pr\u00e1ticas para separar sujeito de predicado, mas ami\u00fade at\u00e9 quem sabe bem separ\u00e1-los n\u00e3o \u201ccapta\u201d que o sujeito \u00e9 CAUSA e o predicado EFEITO, ou seja, um plexo de mobilidade.<\/h4><h4>Sujeito \u00e9 agente, o predicado, cujo n\u00facleo se chama verbo, o efeito do agente. F\u00e1cil de entender em frases transitivas como \u201ceu chutei a bola\u201d e tal que a bola n\u00e3o seria \u201cmovida\u201d sem o sujeito que a chutou. Sutil de se entender em verbos de liga\u00e7\u00e3o, como \u201cbule \u00e9 branco\u201d, mas a frase que denota que o \u201cefeito-branco\u201d \u00e9 dependente do sujeito bule, tal que se suprimir o bule, suprime-se \u201caquela brancura em particular\u201d. A l\u00f3gica causal e do movimento \u00e9 tal que tirada a causa, tira-se o efeito!<\/h4><h4>Objetos s\u00e3o refer\u00eancia do fluxo de movimento, preposi\u00e7\u00f5es s\u00e3o certa forma de dire\u00e7\u00e3o\/\u00e2ngulos do movimento e por a\u00ed seguem, a seu modo cada um, todos os elementos gramaticais.<\/h4><h4>N\u00e3o sem raz\u00e3o \u00e9 que cabe justamente ao verbo (n\u00facleo e menor unidade do predicado), n\u00e3o apenas a descri\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o\/efeito, tamb\u00e9m a denota\u00e7\u00e3o de tempo da a\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que em termos muito acurados \u201co tempo propriamente n\u00e3o existe\u201d.<\/h4><h4>Desde a f\u00edsica e cosmologia antigas j\u00e1 se percebeu a inexist\u00eancia \u00f4ntica do tempo, sen\u00e3o como conceito derivado do movimento, uma forma de \u201cpercep\u00e7\u00e3o de quantidade de movimento\u201d.<\/h4><h4>Vamos dar um exemplo: em termos rigorosos \u00e9 um absurdo dizer que \u201ca Terra gasta 24 horas para dar a volta sobre seu eixo\u201d; o correto seria dizer \u201cconvencionam-se 24 horas a rota\u00e7\u00e3o da Terra\u201d.<\/h4><h4>Fica claro que a primazia sobre o tempo vem do movimento e que, falar em desacordo com a realidade, obviamente, n\u00e3o a altera, mas obnubila nossa sensibilidade perceptiva e imagin\u00e1ria.<\/h4><h4>A aten\u00e7\u00e3o em falar muito corretamente frutifica n\u00e3o s\u00f3 a qualidade da comunica\u00e7\u00e3o humana, mas a qualidade cognitiva do falante, que perceber\u00e1 mais, dando in\u00edcio a um processo de maior absor\u00e7\u00e3o\/nutri\u00e7\u00e3o das sensa\u00e7\u00f5es, sentimentos, afetos, dados, informa\u00e7\u00f5es, etc\u2026, que s\u00e3o condi\u00e7\u00e3o sine qua non para ulterior s\u00edntese intelectiva conceitual.<\/h4><h4>Tal como tudo na realidade \u00e9 movimento, a exist\u00eancia humana n\u00e3o poderia ser exce\u00e7\u00e3o. O processo de nutri\u00e7\u00e3o e s\u00edntese retro informado, por sua vez, \u00e9 ordenante do movimento da exist\u00eancia humana, o que nos tira do caos a retas a\u00e7\u00f5es.<\/h4><h4>A gram\u00e1tica \u00e9 disciplina de ordena\u00e7\u00e3o da sensibilidade humana, coisa j\u00e1 sabida desde a Antiguidade e que demonstra que em muitos particulares a contemporaneidade \u00e9 um \u201cdespencar no abismo do obscurantismo\u201d, j\u00e1 que prega o fim da gram\u00e1tica como normatividade para instrumenta\u00e7\u00e3o meramente \u201ccomunicacional\u201d ou, pior ainda, uma t\u00e9cnica\/norma para a fala\/escrita em \u201cuso culto\u201d.<\/h4><h4>De forma bem analisada, o barbarismo para com a gram\u00e1tica decorre de uma miser\u00e1vel cosmovis\u00e3o contempor\u00e2nea, qual seja, a de que \u201co homem \u00e9 filho do meio\u201d. Um antigo e um medieval ririam disso, pois sua cosmovis\u00e3o era a de que \u201co homem \u00e9 filho do cosmos ou de Deus\u201d e tal que para eles a dimens\u00e3o comunicativa da linguagem seria secund\u00e1ria e a prim\u00e1ria, claro, cuidava da tonifica\u00e7\u00e3o da sensibilidade em perceber, entender e unir-se aos movimentos c\u00f3smicos ou divinos.<\/h4><h4>V\u00e1rios autores especializados j\u00e1 denunciaram esse movimento empobrecedor. Rummelsburg \u00e9 conciso e preciso: \u201cEsta compreens\u00e3o completa da gram\u00e1tica tem sido abandonada h\u00e1 muito tempo. A gram\u00e1tica sofreu o mesmo destino que a teologia e a filosofia nesta era reducionista. A gram\u00e1tica foi cortada de suas ra\u00edzes transcendentes e filos\u00f3ficas. A gram\u00e1tica deve incorporar as regras para a estrutura da linguagem, que pretende refletir a estrutura hier\u00e1rquica do Cosmos\u201d (Steven Jonathan Rummelsburg, The Death of Grammar &amp; The End of Education).<\/h4><h4>Voltemos agora ao come\u00e7o: n\u00e3o h\u00e1 verbo sem substantivo, j\u00e1 que aquele vem deste. Em conformidade ao \u201crazo\u00e1vel\u201d, substantivos \u201cfr\u00e1geis\u201d s\u00f3 \u201cverbam\u201d (com a permiss\u00e3o do neologismo) fragilidades. N\u00f3s, humanos, somos substantivos (precisamente, subst\u00e2ncias). \u00c9 densidade desta substancialidade que determina nossos predicados\/efeitos\/movimentos morais.<\/h4><h4>Quem n\u00e3o compreende sequer que a linguagem \u00e9 fun\u00e7\u00e3o do movimento, menos ainda compreender\u00e1 que a vida humana \u00e9 tamb\u00e9m fun\u00e7\u00e3o de movimento. Poder\u00e1, nesses casos, \u2013 e tal se d\u00e1 ami\u00fade \u2013 usar da linguagem para tentar se \u201cestatizar\u201d, \u201cgirar em falso\u201d, \u201cmentir\u201d etc.<\/h4><h4>Seguramente, a vast\u00edssima maior parte de tudo o que se \u201ccomunica\u201d, se n\u00e3o \u00e9 sem sentido, \u00e9 falso, seja pelo \u00e2nimo de mentir, seja pelas pr\u00f3prias restri\u00e7\u00f5es\/incapacidades de percep\u00e7\u00e3o do real, de reten\u00e7\u00e3o de sensibilidades sobre o real, de fixa\u00e7\u00e3o dos pensamentos sobre o real, etc\u2026, enfim, porque as pessoas s\u00e3o porcamente gramaticalizadas e, portanto, quase um \u201cn\u00e3o substantivo\u201d gerando predicados err\u00e1ticos.<\/h4><h4>Em termos precisos, corrup\u00e7\u00e3o \u00e9 movimento de decaimento do ser. Corrup\u00e7\u00e3o moral se inicia, claro, em corrup\u00e7\u00e3o vernacular, com efeito de inani\u00e7\u00e3o existencial.<\/h4><h4>\u00b9N\u00e3o olvidamos que a gram\u00e1tica normativa da l\u00edngua portuguesa estatui a figura do SUJEITO INEXISTENTE, mas tal \u00e9 uma discrep\u00e2ncia entre norma e realidade de refer\u00eancia. Esse tema ser\u00e1 objeto de artigo espec\u00edfico aqui na Casa da Cr\u00edtica.<\/h4>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-0fe62d9 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"0fe62d9\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-09ead34\" data-id=\"09ead34\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-1d965a3 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"1d965a3\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">A reprodu\u00e7\u00e3o do texto \u00e9 livre, devendo ser citada a fonte e preservada a unidade do pensamento.<\/span><\/strong><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-2a24acf elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"2a24acf\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-50 elementor-top-column elementor-element elementor-element-cd5d84e\" data-id=\"cd5d84e\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element 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Advogados.<\/span><br><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Tem forma\u00e7\u00f5es complementares diversas na \u00e1rea da Gest\u00e3o, Psican\u00e1lise, Media\u00e7\u00e3o, Filosofia Clinica, L\u00f3gica e Argumenta\u00e7\u00e3o e outras sobre a Alma Humana.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-6f47b3e elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"6f47b3e\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-33 elementor-top-column elementor-element elementor-element-4f8963a\" data-id=\"4f8963a\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap\">\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div 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